sábado,3 dezembro 2011.
por alves rodrigues
A linha de apoio da matéria chama mais uma vez: “Zero Hora reconstitui a história reunião que sacramentou o racha no movimento dos sem-terra e criou uma nova organização que pode se tornar o embrião de uma célula voltada para ações extremas”. Mais uma vez o extremismo.
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Por Alexandre Haubrich
(Do Jornalismo B)
A saída de 51 militantes do MST descontentes com a aproximação do movimento com os governos do PT e com a burocratização e acomodação da luta, motivou duas reportagens do jornal Zero Hora na última semana. A primeira, de quinta-feira, é uma matéria sem grandes controvérsias, mas parece não ter agradado a alguém: no domingo, uma reportagem de duas páginas, assinada por Carlos Wagner e Humberto Trezzi, é um festival de juízos de valor, palavras de ordem em tom editorializado, e até manipulações absurdas do conteúdo da carta divulgada pelos dissidentes.

4º Congresso Nacional do MST - Foto: Arquivo MST
O título, manchete de capa, dá o tom, e a linha de apoio complementa: “Racha do MST ameaça criar grupo radical” – “Cisão histórica no movimento abre terreno para a formação de célula extremista”. Radical e Extremista são adjetivos que vão permear toda a reportagem, e colocar subjetivamente o posicionamento do jornal, tentando impor medo à população, criar logo no nascedouro uma postura negativa da sociedade em relação a qualquer atividade que possa vir a ser desenvolvida pelos lutadores sociais que acabam de deixar o MST.
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quinta-feira,1 dezembro 2011.
por alves rodrigues
Por que as lutas políticas, de resistência aos avanços do capital, em defesa do trabalho, da redução da jornada, em defesa dos direitos humanos etc. não conseguem se articular com aquelas em defesa da natureza e dos bens comuns? Por que será que não conseguimos realizar uma crítica contundente aos cultivos de transgênicos, à monocultura de soja, aos desertos verdes dos eucaliptos? Por que uma parte da militância do movimento sindical, do movimento popular e de alguns partidos de esquerda não consegue romper com o horizonte desenvolvimentista e meramente distributivo na crítica ao estado atual das coisas?
A luta em defesa dos bens comuns e da natureza tem potencial revolucionário
Por José Roberto Cabrera e João Zinclar
(do Brasil de Fato, em 30/11/2011)
Ao pensarmos o problema em torno da degradação do meio ambiente sempre somos levados a refletir sobre a ideia de equilíbrio, no qual os seres vivos conseguem de alguma forma produzir as condições necessárias à sua reprodução, considerando o mesmo num processo contínuo de transformação qualitativa operada tanto pela oferta de recursos como pela ação dos mesmos. Visto desse modo, a problemática ambiental se põe para o homem desde há muito tempo e seria leviano atribuí-la exclusivamente ao modo de produção capitalista.
No entanto, os processos de produção instituídos dentro da lógica do capital leia mais »
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segunda-feira,28 novembro 2011.
por alves rodrigues
Já ando enjoado desse fica-não-fica que Pelaipe anda fazendo com Celso Roth. Cansado demais pra perder tempo com isso. Portanto, nem vou falar sobre o futuro ex-treinador(?) do Grêmio, nem estou a fim de falar sobre futebol. Sobre como o Tricolor foi capaz de não ganhar do Atlético-GO e encerrar a temporado do Olímpico com dois fracassos consecutivos. E ainda quem diga que gremista “de verdade” tem que ir a todos os jogos. Tá bom. Para ver o Grêmio ser goleado pelo Ceará? Ou seria para ver Victor falhar mais uma vez e novamente entregar um jogo? Bah, cansei. Vou dar um tempo, me preparar para o Gre-nal. Por enquanto, só peço um favor à toda a imensa nação tricolor:
Tenham mais respeito pelos burros

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domingo,27 novembro 2011.
por alves rodrigues
“A esperança é muita, porque se vê que o Chile já não é o mesmo de antes, que a partir disto há um despertar, mas também uma mudança ou o início de uma mudança na estrutura mental”

Por Oleg Yasinsky (Santiago, Chile)
Um renovado movimento estudantil cresce no Chile desde maio deste ano. São já seis meses de protestos nas ruas, assembleias e articulações com outros setores da sociedade, sob a primeira demanda de um novo modelo de educação que se traduz em uma demanda contra o sistema neoliberal em geral.
Camila Vallejo, uma jovem de 23 anos, estudante de Geografia, tornou-se uma das figuras visíveis do movimento mais importante no Chile desde a chegada da Concertación. Presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile, militante das Juventudes Comunistas, Camila fala em entrevista ao Desiformémonos dos desafios e esperanças do movimento, das conquistas obtidas e dos temores atuais. Na primeira entrevista concedida a um meio de comunicação mexicano, Camila saúda aos estudantes da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e envia uma mensagem aos jovens da América Latina.
A seguir a entrevista completa: leia mais »
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sábado,26 novembro 2011.
por alves rodrigues
Por Alex Haubrich

A cada movimento grevista, os ataques da mídia dominante se sucedem. Isso acontece porque determinados setores da mídia atuam não como espaços informativos, mas como instrumentos discursivos das elites.
Abaixo, um imaginado (ou nem tanto) manual prático da velha mídia brasileira sobre como cobrir uma greve. Baseado em fatos reais:
1. Para tentar esvaziar a greve:
1.1. Diga que a greve é “de vanguarda” e que leia mais »
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sexta-feira,25 novembro 2011.
por alves rodrigues
Há nove anos no poder, num regime presidencialista de coalizão que tem o poder de agregar todos os vícios do sistema partidário, e como partido profissionalizado que tem de competir com os demais por financiamento privado de campanha, o PT chegou ao seu limite.
Por Maria Inês Nassif
O quadro eleitoral pós-ditadura envelheceu rapidamente porque nunca foi novo. Os partidos se rearticularam em torno das mesmas bases eleitorais do bipartidarismo, que por sua vez incorporou as mesmas práticas do quadro partidário que começou a se consolidar a partir de 1946, a redemocratização pós-Getúlio. Fugiu a essa regra, na redemocratização, o Partido dos Trabalhadores (PT). Há nove anos no poder, num regime presidencialista de coalizão que tem o poder de agregar todos os vícios do sistema partidário, e como partido profissionalizado que tem de competir com os demais por financiamento privado de campanha, o PT chegou ao seu limite. Existe uma linha tênue que ainda difere a frente de esquerdas formada no final da ditadura militar do modelito das demais agremiações brasileiras. Aliás, muito sutil. Para o partido da presidenta Dilma Rousseff, a reforma política é uma chance de evitar a vala comum dos partidos tradicionais brasileiros.
Em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito presidente pela primeira vez, o PSDB era um partido pequeno, de quadros e não apenas com uma vocação definida para a negociação, mas em processo de conformação ao neoliberalismo, que leia mais »
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quinta-feira,24 novembro 2011.
por alves rodrigues
Se na forma a bandeira é uma tragédia por expor o grau de submissão que essa gente tem ao belicoso e falido império americano, no conteúdo é ainda pior. Além da aberta defesa da redução dos serviços públicos (saúde, educação, segurança, etc.) eles querem acabar com o crédito subsidiado que o governo tem dado a agricultura, à moradia, a bolsas de estudantes universitários, e aos trabalhadores de maneira geral, o que proporcionou, junto com outras politicas públicas, que a economia brasileira crescesse, incorporasse milhões de pessoas ao consumo, se situasse entre as 7 maiores economias do planeta, mesmo numa conjuntura internacional de profunda crise do capitalismo.
Por Eron Bezerra *
No Amazonas há um fato pitoresco, atribuído a um poeta local, que no início do golpe militar de 1964 teve a sua prisão decretada pelos órgãos de repressão. Ao ser informado de que a causa era suspeição de ser comunista, protestou veementemente: “eu não aceitei nem a república, quanto mais o comunismo, eu sou monarquista”.
Essa caricatura, esse reacionarismo, cabe perfeitamente na atual direita brasileira que também ainda não aceitou esses breves 122 anos de República. Não lutam porque é “politicamente incorreto”, mas sonham, nos mais recônditos de seus turvos pensamentos, com a monarquia, com a chibata, com o voto censitário e restrito aos homens e, por que não, com a volta do poder absolutista.
Só isso explica a defesa de pautas reacionárias e sem qualquer pudor leia mais »
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quinta-feira,24 novembro 2011.
por alves rodrigues

- Foto: Diego Vara
Apesar de todas as críticas que essa contratação vem merecendo da crítica esportiva gaúcha desde que foi tornada pública. Muito se disse e quase tudo foi tomado como erro da direção. Até o tempo de contrato, cinco anos, foi apresentado pelos ‘especialistas’ como um equívoco do Imortal.
Por Alves Rodrigues
Conforme avisou Pelaipe, não adiantava ficarem secando as contratações do Grêmio, – que é o que realmente parece que alguns ‘especialistas’ fazem – Kleber estava acertado com o Tricolor e sua apresentação era apenas uma questão de dias. Pois bem, os dias se passaram e o Gladiador, enfim, foi apresentado à torcida. Na verdade não foi apresentado à torcida, mas a apenas alguns poucos privilegiados torcedores e jornalistas. A escolha da Arena, em detrimento do velho, consagrado e condenado Olímpico Monumental foi a razão do pequeno número de torcedores presentes à apresentação do primeiro reforço importante para a próxima temporada. Coisas de Paulo Odone, o presidente atrapalhado. leia mais »
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quarta-feira,23 novembro 2011.
por alves rodrigues
Não posso concluir que o dinheiro para o pagamento do Piso não existe, o que posso acreditar é que são os projetos para o capítal e não a educação a verdadeira prioridade do atual governo gaúcho. Um governo que debocha da baixa adesão à greve convocada (em má hora) pela direção do Cpers-Sindicato. Um governo que ameaça, numa atitude arrogante, prepotente, ditatorial e totalmente desrespeitosa aos professores e a seu direito de manifestação, cortar o ponto dos professores grevistas, como afirmou o senhor José Clóvis de Azevedo, Secretário de Educação.
Por Alves Rodrigues
Pensei que os tempos de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul houvessem ficado definitivamente para trás. Com a eleição de Tarso Genro ao Piratini achei que as coisas, finalmente, começariam a percorrer o bom caminho. Parece que me enganei.
Durante a gestão de Lula, ao que me lembre, o atual governador gaúcho chefiou dois ministérios: Justiça e Educação. Ministro da Justiça, Tarso Genro concedeu o direito de asilo político e refúgio humanitário ao escritor italiano e ex-ativista de esquerda, Cesare Battisti. Ministro da Educação, seu maior ato foi a criação do Piso Nacional dos Professores. Essas duas decisões, embora acertadas, geraram muito descontentamento – o que não é nenhuma surpresa, óbvio. Aqui no Rio Grande ambas desagradaram, e muito, ao governo da época. Yeda Crusius, a governadora (alguém de quem não gosto sequer de lembrar), chegou mesmo a ir à Justiça contestar a validade da Lei do Piso. Não quis pagar, foi à Justiça e acabou não pagando mesmo. leia mais »
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terça-feira,22 novembro 2011.
por alves rodrigues
O delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico e responsável pelo inquérito, disse que “uma das hipóteses com as quais trabalhamos é a de que o acidente pode ter ocorrido pelo fato da empresa ter perfurado além dos limites permitidos”.

Chevron - vazamento na Bacia de Campos (Foto: Reuters)
Por Altamiro Borges
O grave vazamento de petróleo na Bacia de Campos gera inúmeras interrogações. Como a multinacional estadunidense conseguiu ocultar por tantos dias o acidente? Por que a mídia corporativa, que vive das tragédias para aumentar a sua audiência, evitou dar destaque ao assunto? O governo federal, diante da gravidade do vazamento, adotou as medidas cabíveis contra a poderosa Chevron?
Outra interrogação, porém, é ainda mais cabeluda. A Chevron tentou alcançar a camada de petróleo do pré-sal? Há suspeitas que sim, o que configuraria um grave crime e justificaria atitudes mais duras e soberanas do Brasil contra a multinacional. Segundo o noticiário, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) já discute internamente essa possibilidade e não descarta a ação criminosa. leia mais »
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terça-feira,22 novembro 2011.
por alves rodrigues
“A Lei de Greve foi o primeiro artigo da Constituição a ser regulamentado, no ano de 1989, com o claro objetivo de anular o direito de greve. Quando você coloca uma série de restrições para se exercer o direito – fundamental para a classe – na prática se anula o direito de greve”
Por Pedro Carrano, de Curitiba (PR) (em 21/11/2011)
O Direito de Greve, conquistado a base de lutas, inserido na Constituição de 1988, estava caracterizado de maneira ampla e permitindo aos trabalhadores decidir sobre os objetivos de uma greve. No ano seguinte, em 1989, explodem greves no país – inclusive no setor público, que não podia até então se organizar em sindicatos. A classe patronal, entretanto, constrói uma contra-ofensiva com a “Lei de Greve” (Lei 7.783/89), para regulamentar o exercício desse direito. leia mais »
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segunda-feira,21 novembro 2011.
por alves rodrigues
Só bobagens o tempo todo. Não acertou uma. Quem pode duvidar que em 2012 seja a mesma coisa, que seja uma sucessão de erros e bobagens? Quem pode duvidar que eles acabem renovando o contrato do atual treinador? O que seria apenas mais uma grande bobagem, apenas mais uma entre as tantas.

Saída de Roth ainda não foi anuciada, corremos o risco de tê-lo entre nós na próxima temporada - Foto: Mauro Vieira
Por Alves Rodrigues
A comissão técnica do Grêmio para 2012 já está pronta, todos já renovaram seus contratos, todos menos um, o treinador. Essa é a única indefinição, mas, segundo o executivo remunerado Paulo Pelaipe, “pode ser o Celso Roth”.
Embora seja realmente muito difícil acreditar que isso venha a acontecer, o medo de que este pesadelo acabe se tornando realidade não me abandona. A falta de opções é o argumento apresentado pela direção do Tricolor para tentar justificar a injustificável ousadia de deixar ainda aberta uma porta para a permanência de Roth na Azenha. leia mais »
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Considerações dos torcedores