Quem aprende sabe mais.

 

diploma

 

 

Não posso deixar de reconhecer uma certa dose de razão naqueles que apontam o fato de Lula lembrar com desnecessária frequência o fato de que tem pouco estudo. Talvez ele não devesse fazer isto. Talvez não com tanta frequência. Há aqueles que acreditam que ele, com isso estaria desestimulando o povo de investir em sua própria educação. Será que é mesmo assim?

O presidente é um homem de linguagem simplificada, muito fácil de entender. Contudo existe um grande número de pessoas influentes que parece não conseguir (ou mesmo não querer) entender o que "o cara" fala. Os discursos de Lula não tem enrolação, não são aqueles discursos políticos complicados, impossíveis de serem entendidos e que até nem tem, por parte de quem os pronuncia, a intenção de serem entendidos. São cheios de palavras pouco usuais, para que os pobres não os entendam, pois pobre tem mais é que trabalhar e não tem nada que ficar por aí tentando entender as coisas. Lula não é assim. Lula fala simples, descomplica e lança mão de metáforas porque faz questão de ser entendido.

Quando o presidente proclama em alta voz a todo o povo brasileiro que conseguiu vencer ainda que não tivesse estudado muito, ele não está dizendo que as pessoas não devem estudar. A verdade, que a mídia conhece, porém não pode reconhecer, é que Lula está pedindo aos jovens, aos pobres, aos negros e a todos os cidadão brasileiros que reflitam sobre o seguinte:

Se Lula, que não estudou muito, conseguiu chegar ao topo, o que não conseguirá qualquer um de nós caso tenha a oportunidade e tome a decisão pessoal de estudar de verdade?

Como seria o Brasil se todos tivessem estudado o suficiente? Como seria o Brasil se todas as pessoas que estudaram tivessem aprendido a reconhecer que é possível que alguém, mesmo que não tenha estudado muito, seja digno de respeito?

E aê, Caetano? Axé, meu rei.

Um dia você aprende…

 

… que não tem tanto assim a ensinar e que essa coisinha pequena, chorona e barulhenta que você rejeita hoje será sua melhor chance na velhice.

… que amar é mais que viver e que as crianças são a razão de tudo.

Eu não sou negão.

 

 

 

 

Se eu tivesse nascido preto, provavelmente minha vida teria sido diferente. É bem provável que eu, que pouco sofri perseguição, tivesse sido muito perseguido e discriminado.

Se eu tivesse nascido preto, provavelmente já conhecesse as paredes internas de uma cela de delegacia ou presídio, ainda que eu fosse tão honesto quanto sou, se eu tivesse nascido preto, talvez já tivesse conhecido.

Se eu tivesse nascido preto, provável é que jogasse futebol melhor do que jogava quando mais jovem. Com certeza, eu que não danço absolutamente nada, saberia dançar e até sambar. Possivelmente eu soubesse até cantar.

Se eu tivesse nascido preto, provavelmente não teria trabalhado em alguns dos lugares onde já trabalhei, uma vez que em alguns destes lugares nunca vi nenhum negro. Coincidência? Sei lá.

Se eu tivesse nascido preto e tentasse apartar uma briga entre dois amigos meus que fossem brancos, provavelmente correria o risco de ser preso caso a Brigada chegasse, pois certamente iam achar que eu estava tentando agredir os brancos.

Se eu tivesse nascido preto e fosse pai de filhos adolescentes teria que temer por seus futuros infinitamente mais do que os pais de meninos brancos.

Se eu fosse igual ao Lula, tão bom quanto o Lula, mas tivesse nascido preto, será que conseguiria me eleger presidente?

Se eu tivesse nascido preto, minha visão de preconceito seria inteiramente diferente, pois não o estaria vendo, mas sentindo.

Se eu tivesse nascido preto, eu seria de outra cor, mas não creio que seria outra pessoa. Se eu tivesse nascido preto, não acho que teria mais defeitos do que tenho, acho apenas que meus defeitos seriam menos tolerados.

Eu não seu negão, mas se tivesse nascido preto e tivesse a altura que tenho, eu seria só um neguinho.

Hoje é o Dia da Consciência Negra, não consigo imaginar uma data melhor para que os ‘brancos’ ponham a mão na consciência.

Às vezes, no silêncio da noite…

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Às vezes, no silêncio da noite…

… FHC sonha que é o Lula. Obama também. (O Serra não tem esse direito).

… Fernando Carvalho chega a imaginar que é Fábio Koff.

… eu penso que só o apoio de Lula não será suficiente para Dilma Russef.

… me assaltam lembranças d’A Batalha dos Aflitos’.

… eu fico imaginando nós dois.

… as luzes se apagam e, segundo a mídia social-democrata, a barbárie domina o país.

… eu durmo em paz, feliz por ser honesto.

… aparecem doze (que bastante!) baldes d’água na lua.

… um carinho cai bem.

… me apiedo de Maria Bethânia. Que maninho esse teu, hein?

… faço coisas que não vou contar aqui.

…eu ia pra Ghoete comemorar. Se bem que essas não eram noites silenciosas.

… Caetano Veloso pensa: como aquele analfabeto conseguiu?

… sozinho,  eu escuto Caetano:

Às vezes, no silêncio da noite, tenho que admitir que esse analfabeto social é um baita artista.

Às vezes, sozinho no silêncio da noite, eu me pregunto onde está você agora?

Tudo que sei do apagão.

 

Aqui no Rio Grande, afora o apagão da dupla Gre-nal, nenhum outro andou ocorrendo nos últimos tempos.

Eu não sei muita coisa sobre esse negócio de apagão, o pouco que sei aprendi com um sábio chinês que conheci em minha juventude, um chinês legítimo, nascido e criado às margens do Lago Itaipu, lado paraguaio.

Disse-me o chinês na aula 122137, a que tratava de apagão:

"A pagão ensines a Palavra de Deus."

Humilde, analfabeto e pouco letrado, perguntei: – Qual é a Palavra, mestre?

O mestre então contou-me de quando Deus surgiu-lhe, na sarça ardente e, segurando uma foto do presidente Lula, falou-lhe com sua voz de trovão:

"This is my man."

Falou em inglês. Não sei porque, o mestre não me disse.

E foi assim que aconteceu. Isso é o que sei de apagão.

Se acham que estou mentindo, então vão assistir televisão, vai ver que ali tem alguma verdade.

 

Comente este post, não pense que o que você pensa não é importante.

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... Aqueles que não entendem, nossa base de estrutura, ou não leram a escritura de onde os gaúchos descendem, os que compram e os que vendem sem respeitar a legenda, os do encobre e do remenda, do esbulho e do desmande, não sabem que este Rio Grande não é uma sucata à venda! ... (Jayme Caetano Braun)

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