Faltando menos de um ano para as Eleições Presidenciais, o PT parece muito a vontade em seu projeto de fazer da ministra Dilma a sucessora do atual presidente. De carona na popularidade recorde do presidente Lula, que se deve muito mais ao acerto de suas decisões do que a qualquer outro motivo, a ministra gaúcha, que não tem carisma, não é simpática e que jamais disputou uma eleição, não parece ter muitos motivos para ser votada. Além do fato de ser a indicada de Lula, que outro motivo tem o povão para escolhê-la?
Enquanto isso, o PSDB titubeia. Desde sempre, e ao menos até os dias de hoje, esse parece ser o único partido em condições de desafiar o PT na briga pelo Palácio da Alvorada. Mas perde tempo, enquanto o PT se definiu por Dilma há muito tempo, o PSDB nem sabe ainda quem será o seu candidato. Serra e Aécio, mesmo que veladamente, atacam um ao outro e diminuem assim suas próprias chances.
Fosse eu alguém com poder decisório dentro do PSDB (que Deus não me castigue por tais palavras!), eu trataria de definir logo quem o partido quer, assim como definiria também quem o partido é realmente. Eu começaria por abolir a ave-símbolo do PSDB. Eu substituiria o colorido tucano pela veloz fragata. Essa sim, por seus hábitos comportamentais, é bem mais a cara do partido.


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