
Foto: Alexandre Alliatti / Globoesporte.com
Valente e vencedor o Grêmio sempre foi, mas como acontece com qualquer grande clube, alguns momentos não são dos mais felizes para seus torcedores. Nós, gremistas, passamos, nestes anos recentes, por momentos extremamente contraditórios. Tivemos picos de alegria e tristeza em simples piscar de olhos. O sofrimento do final de 2004, o misto de desespero, heroísmo, alegria e um imenso alívio vivido na Batalha dos Aflitos. A campanha surpreendente na Libertadores de 2007. O fracasso de Roth no Campeonato Brasileiro de 2008. A euforia do gol de Maxi López no gre-nal do centenário. Enfim, foram muitos altos e baixos. Altos muito altos e baixos muitíssimo baixos.
O ano de 2010 também vinha sendo mais ou menos assim. O Grêmio, enquanto foi treinado por Silas, alternou bons e maus momentos. Não tinha regularidade. Fez alguns grandes jogos, mas no final sucumbiu à falta de identidade. O ridículo torneiozinho caçaníqueis promovido pela RBS e ‘engolido’ pela atual direção do clube, a tal Copa da Hora, foi a gota d’água. A casa caiu, Silas caiu, o assessor Meira caiu e, apenas um pouco mais tarde, o próprio Duda Kroeff caiu.
No entanto, o Grêmio atual não se parece em nada com o Grêmio de Silas. Na mão de Renato Portaluppi o Imortal readquiriu sua valentia, sua pegada, sua notória capacidade de vencer e, quando as coisas não estão dando muito certo, entra em cena sua imortal capacidade de lutar, de lutar sempre, até o último lance. O Grêmio de Portaluppi não tem nada de novo, bem pelo contrário, esse é o nosso velho Grêmio.
E é só por isso, e nenhuma outra razão, que acho que vamos vencer o jogo de amanhã.
Contra eles, contra Simon, contra quem quer que seja. Somos o Grêmio. Vamos vencer. Vamos pra cima deles, vamos apertá-los, amassá-los e depois descartá-los como… como…
Como bolinhas de papel.

