Não estou entre os adeptos da campanha criada há não sei quanto tempo pelo (ex)narrador esportivo Galvão Bueno e que incita os brasileiros ao ódio contra argentinos. Pra falar a verdade sou fã do futebol de los Hermanos e já fui um fanático torcedor do Napoli nos tempos de Careca e Maradona. Não posso dizer se Maradona foi o maior jogador de futebol que já existiu, mas, com certeza, foi o maior dos que já vi jogar. Eu vi Maradona jogar na inauguração do Olímpico “Monumental” no início dos anos oitenta. Só uma palavra o define: milagro.
Incomodou-me profundamente o ‘recadinho’ enviado pelo quase-craque argentino D’Alessandro após a injusta derrota do Independiente na decisão da Recopa Sulamericana na última quarta-feira. O que me incomodou naquilo não foi o fato de que D’Alessandro, um argentino afetado e chiliquento, acostumado a ter ‘pitis’ dentro de campo, e a cujos chiliques a mídia esportiva ‘isenta’ chama de “demonstrações de raça” (agora sabemos o porquê), ser um cidadão argentino. O que me incomodou foi o fato de que alguém agora pudesse se achar o “dono de Porto Alegre” e ainda ser aplaudido por isso.
Não é tão simples assim, querido Hermano. Porto Alegre tem valor e seu povo é valente e guerreiro. Essa não é uma cidade tão facilmente conquistável. Talvez a beira do rio, a Praia de Belas, o Lami, o Passo D’Areia e alguns outros bairros já tenham sido arrebatados pelo desleal inimigo vermelho, tão íntimo da arbitragem e da imprensa ‘isenta’, mas não caiu ainda toda a cidade. Como ficou mais uma vez demonstrado na tarde de ontem, o Fortim da Azenha resiste. Com nossos leais guerreiros em campo apoiados por imortais torcedores na arquibancada, resistimos.
Podem vir. Deixem que venham. Deixem que venham com sua influência conquistada a custa de grana, que venham com a costumeira simpatia que contam junto às arbitragens incompreensíveis e indecentes de quase todos os Genais, venham com seus puxa-sacos pagos armados de microfones e colunas de jornais. Deixem que venham. Que venham.
Quem é Porto-Alegrense de nome e nascimento jamais será conquistado. Porto Alegre está livre. Porto Alegre é de todos. O Fortim da Azenha jamais será conquistado.
Muti fofo teu poeminha…
Sempre acho engraçado quando ouço falar em “imortal”.
Até hoje ainda não entendi bem essa história. E acho que nunca vou entender…
Quase-craque? Existe alguém com metade do futebol do D’Ale que tenha passado pelas bandas da Azenha nos últimos tempos? Acho que não…
Mas agora, é bom tu esquecer o grenal, e lembrar que aquele lugar que vocês conhecem bem está logo ali ein… Aquele pra onde vão os 4 últimos colocados do brasileirão… Tá ligado?
Abraços, saudações alvi-rubras…
Eu avisei… Eu frisei… Eu profetizei…
Cuidado com a “B”…
Está cada vez mais próximo…