A estreia do Grêmio no Campeonato Brasileiro de 2008 tinha tudo para acabar mal. Depois de ter passado mais de trinta dias ouvindo críticas e desconfianças da mídia e da própria torcida, jogando amistosos em Ivoti, contra times amadores, o Tricolor teve de ir ao Morumbi enfrentar o São Paulo, bicampeão. Havia muito pouca gente, mesmo entre os gremistas, capaz de duvidar que o Grêmio fosse perder aquele jogo. Para o São Paulo, naquela ocasião, ganhar do Grêmio seria como bater em bêbado. Mas não bateu. Para surpresa de quase todos, inclusive eu, o Grêmio venceu aquela estreia. O bêbado ganhou a briga.
O Fluminense não é o Grêmio eu sei, mas é também um clube grande, portanto merece ser respeitado, em qualquer situação. Foi o Fluminense quem fez o Grêmio chegar vivo à última rodada daquele campeonato. Na penúltima rodada o líder São Paulo tinha cinco pontos de vantagem sobre o Grêmio, bastava vencer o Fluminense e confirmar o título. Morumbi lotado, tudo pronto para a festa. Afinal, o Fluminense estava entre os últimos colocados, jogava suas últimas chances de tentar escapar do rebaixamento. A festa do tri já era coisa certa. Vencer o Fluminense, naquelas circunstâncias, seria como bater em bêbado. Mas não bateu. O Fluminense empatou, quase venceu o jogo e adiou a decisão para a última rodada. O bêbado não perdeu a briga.
Não tenho dúvidas de que Adílson, ao se referir ao time do Fluminense como "um lanterna" e dizer que vencê-lo seria como "bater em bêbado", não tinha a intenção de ofender ninguém, mas tenho certeza de que foi isso que conseguiu.Se alguém se referisse assim ao Grêmio, eu me ofenderia, todos os gremistas se ofenderiam. E qualquer um quando ofendido pode acabar se tornando perigoso, até mesmo um bêbado. O próprio Grêmio, em 2004, já fez o papel de bêbado do campeonato. Quando o Atlético-PR, então líder isolado, veio enfrentar o Grêmio, lanterna, já rebaixado e suspenso (o jogo foi em Erechim), todos acreditavam que iria vencer. Para os paranaenses seria como bater em bêbado. E o jogo estava mesmo acontecendo assim, estava tão fácil que o Atlético chegou a abrir 3 a 0. Estava muito fácil, tão fácil que o Atlético-PR até perdeu o respeito. Foi um grande erro, pois isso ofendeu ao Imortal. Nos últimos dez minutos o Tricolor fez três gols e empatou o jogo. O time paranaense cedeu a liderança ao Santos que acabou sendo o campeão daquele ano. Essa foi a vingança do bêbado, que não perdeu a briga.
Quando este campeonato acabar é certo que quatro clubes terão sido rebaixados, pelo que vem fazendo até agora, o Fluminense com certeza será um deles. O Fluminense, me desculpem, não está caindo, ele, na verdade, já está caído. Por isso é bom ter muito cuidado, pois quando a gente tropeça é quase sempre em algo que está caído. Acho que o Grêmio não foi em nenhum outro jogo deste campeonato, tão favorito quanto o é para este jogo de domingo. Não há como não vencer o Fluminense atual, ainda mais quando o jogo é no Olímpico. O Fluminense não tem nenhuma chance. A não ser que o Grêmio o desrespeite, a não ser que o ofenda.
Fábio Rochemback, Adílson, Souza e Douglas Costa. Não dá pra negar que no papel (olha aí, até eu!), esse é um grande meio campo. Para chegar a essa escalação, não são poucas as alterações a serem feitas, Túlio deixa o meio e passa para a lateral, Mário com isso deixa a lateral e passa a ser zagueiro, ao lado de Réver, assim Tcheco e Rafael Marques precisariam deixar o time. São muitas mudanças, mas vale a pena tentar.
Essa notícia é recorrente. Vira e mexe, a mídia acusa o Grêmio de estar tentando contratar Fábio Rochemback. Agora, quase ao final do mês de agosto, quando o que resta de aberto da ‘janela’ não é mais do que uma simples fresta, a


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