Textos categorizados 'Alex Mineiro'

Fábio Rochemback quer(?) jogar no Grêmio.

 

rochemback1 Essa notícia é recorrente. Vira e mexe, a mídia acusa o Grêmio de estar tentando contratar Fábio Rochemback. Agora, quase ao final do mês de agosto, quando o que resta de aberto da ‘janela’ não é mais do que uma simples fresta, a acusação notícia volta à pauta. Talvez desta vez seja mesmo verdade. Será que isso é bom?

Fábio Rochemback jamais foi, aqui ou nos tantos outros lugares por onde andou, nada daquilo que se dizia que era ou viria a ser. O ex-quase-Falcão jamais brilhou de verdade em clube algum. Brilharia aqui?

Me parece que, tal qual os pombos-correio que sempre voltam ao local onde aprenderam a voar, os seres humanos também sentem a necessidade um dia, de voltar ao chão onde deram seus primeiros passos. Fábio andou pela Europa já bastante tempo. Deve estar sentindo saudade do nosso velho pampa gaúcho. Está querendo voltar ao chão onde pela primeira vez andou, onde caiu seu primeiro tombo, onde pela primeira vez se sujou de terra. Mas será que ele ainda joga? Estou lembrando Daniel Carvalho.

Logo, Willian Magrão deverá estar retornando ao time. Já temos Túlio e Adílson. Rochemback não deve ter um salário baixo. Rochemback provavelmente não é gremista e, pior do que isso, possivelmente seja anti-gremista. Será que vale a pena? Será que daria certo no Tricolor?

Sei la, de qualquer forma isso é algo que só iremos descobrir caso ele seja mesmo contratado. Além do quê, se a direção fosse dar bola para as minhas opiniões, jamais contrataria Maxi López. Afinal, eu jurava que o bom era o Alex Mineiro. E isso é só para verem o quanto eu conheço de futebol.

Ai, ai, mas um dia eu aprendo.

Será que ele viria para o lugar de Tcheco, o Capitão?

Mais três. Agora a fome é zero.

 

 

 

Eu já andava de saco cheio, já tinha perdido a paciência e não aguentava mais os tantos atacantes que não sabem chutar e vestiam (ainda vestem) a camisa do Grêmio. Desde o ano de 2007, com Tuta, passando pelo ano de 2008 com Reinaldo, Marcel e Peréa, a falta de pontaria de nossos atacantes já nos havia custado muito, inclusive o Campeonato Brasileiro de 2008. Em 2009, até dois jogos atrás, nada havia mudado.

Quando se está jogando melhor do que o adversário e se consegue aproveitar as oportunidades criadas, fica mais fácil continuar jogando melhor e, a partir da vantagem no placar, jogar melhor ainda.

Alex Mineiro fez um gol. Aleluia! Aleluia! Aleluia!

Isso não significa, é claro, que Alex vai se tornar, a partir de agora, o grande goleador que achávamos que seria, mas isso abriu caminho para que o Tricolor, que já era melhor que o Corinthians, transformasse em vitoria essa superioridade.

Essas duas últimas vitorias – duas goleadas – não significam que o Grêmio, de repente, deixou de ser o time comum que era até há alguns dias. Não, de jeito nenhum. Mas deixa claro que em um time comum, sem nenhum craque, como aliás são todos os times brasileiros, cada um tem que fazer a sua parte. Nestes dois últimos jogos os atacantes fizeram a parte deles, então o Tricolor venceu, como teria vencido no Mineirão se Maxi e Alex não fossem tão maus chutadores.

Mas é claro que a vitoria do Grêmio não se resume apenas ao fato de ter aproveitado as oportunidades, houve também uma grande atuação coletiva do time de Autuori, além de algumas individualidades brilhantes como Tchéco e Adílson.

Mas nada disso teria importância não fossem os gols marcados.

É bem possível que esta súbita avalanche de gols dos atacantes gremistas seja apenas um momento passageiro, que logo tudo volte ao normal, mas ver Maxi e Herrera marcarem quatro gols em um jogo e, logo em seguida ver Alex Mineiro sair do longo jejum, não é apenas bom, isto é ótimo.

Será que estamos felizes agora? Não, ainda não. Mas estamos ficando. Ao menos matamos nossa fome de gols.

Gols de atacantes.

Para voltar à Libertadores.

por enquanto a festa é deles

Paulo Autuori justifica a derrota pela ineficiência do ataque e lamenta as chances desperdiçadas. Tem razão em lamentar, mas ele, Autuori, deveria ser o último a fazê-lo. Afinal, a titularidade de Alex no jogo de ontem nasceu da teimosia de quem?

Maxi López é bastante esforçado e demonstra muita vontade de fazer gols, isso não se pode negar, mas depois de Tuta, Marcel e Peréa, sinceramente, já enchi o saco de atacantes que não fazem gols. Chega disso. Maxi, vamos dar o braço a torcer, não é bom jogador, tecnicamente. Maxi López demonstra grande dificuldade sempre que a bola está abaixo dos dois metros de altitude. Um centroavante que não sabe chutar?

O gol de Souza, além de garantir a renda do próximo jogo, afinal o que se diz é que, por causa deste gol, agora ‘basta’ um dois a zero no Olímpico, não garante muita coisa mais. Se considerarmos que o Cruzeiro tem um ótimo goleiro (que espero falhe muito no próximo jogo) e vai apostar tudo na defesa, além de contar com a volta de Ramires e sua velocidade para o contra-ataque, veremos que não é pouca tarefa. Se somarmos a isso a dificuldade natural dos jogadores gremistas em acertar a rede, veremos que não é mesmo.

No momento, o Grêmio está fora da Libertadores e só voltará a ela depois que fizer um a zero no Olímpico, apenas daí em diante é que estaremos de volta, não vamos poder desperdiçar nada no próximo jogo.

Mas há mais a fazer neste próximo jogo, se a falta de qualidade de nossos atacantes nos tirou a chance de vencer a partida de ontem, a razão da derrota foi, na verdade, a sucessão de falhas defensivas. O Grêmio, defensivamente, já havia falhado muito contra o Goiás, mas não demos importância, ontem falhou de novo. Porque inventar o Thiego no lugar de Ruy? Paulo Autuori abriu mão de qualquer possibilidade de uma bola cruzada por aquele lado, o que seria bom para Maxi. Em contrapartida, qual a contribuição de Thiego para o fortalecimento do sistema defensivo? A julgar pela quantidade de gols que fez o Cruzeiro, não deve ter sido muita.

Agora é esperar pela quarta, sair ganhando de um a zero e voltar à competição e depois que a Libertadores acabar para nós, espero que daqui a três jogos, será hora de reavaliar alguns nomes, como Tchéco, por exemplo. Infelizmente o nome do Dr. Duda ‘pinta de playboy’ Kroeff só poderá ser avaliado bem mais tarde.

Maxi deu a dica, mas Autuori tem medo.

 

Escrevi aqui, no dia 21, que, em minha opinião, as chances do Grêmio, amanhã, no Mineirão, ficariam maiores caso o jogo não venha a ser apenas uma simples partida de futebol. Acredito, e acho que a maioria dos gremistas também, que nossas chances seriam maiores, caso as coisas dependessem mais de uma questão de garra do que de qualidade. Se amanhã, lá em Minas, vencer aquele que quiser mais a vitoria, teremos chance, basta que o time de Paulo Autuori queira demais essa vaga. Mas, se não for assim e tomara que me engane, se amanhã vencer o melhor, bem, deveremos ter problemas. Afinal, entre Grêmio e Cruzeiro, quem pode apontar, com certeza, o melhor?

Paulo Autuori, que não está tendo um bom começo, anda tendo algumas ideias meio absurdas, do tipo escalar Thiego em lugar de Ruy, por exemplo. Não sei em que isso nos ajudaria. Honestamente, caso não sejam apenas ‘palavras-ao-vento’, caso Autuori esteja mesmo estudando essa possibilidade, perdoem-me, mas ele está louco de medo. Paulo Autuori que, definitivamente não tem a cara do Grêmio, diz que o futebol é um jogo e que não entende a razão de tanto drama. Em parte está certo o treinador, pois o futebol é mesmo um jogo, mas a razão de ‘tanto drama’ é que, para a metade dos brasileiros ele é a principal razão de viver e, para a outra metade, ele é a segunda razão.

Claro que é muito difícil adivinhar o que faria Alex Mineiro se fosse mesmo escalado amanhã. Não seria totalmente impossível que tivesse uma grande atuação e até marcasse o gol da vitoria. Por que não? Porém não acho provável e, na dúvida que tem o treinador quanto a quem deva ser o companheiro de Maxi, o próprio argentino deu a dica, quando diz acreditar, como a maioria de nós, que o bom resultado amanhã é uma questão de raça, Maxi López está dizendo, creio eu, que seu companheiro ideal seria Herrera.

Mas é possível que o Grêmio, que neste ano só teve uma grande atuação, contra o Universidad, na estreia na Libertadores, faça amanhã o seu segundo grande jogo e, pela raça ou qualidade, dê o primeiro grande passo rumo à mais uma final de Libertadores.

Mais uma na vida deste nosso Tricolor aguerrido, bravo e ‘copero’.

Daqui a pouco o Grêmio vai…

 

jefferson botega

 

 

Não temos qualquer motivo para comemorar a atuação de ontem, da mesma forma que não temos motivos para lamentar o resultado. O zero a zero serviu, estamos nas semi finais.

Olhando o jogo, percebia –se que havia no estádio aquele sentimento no ar de que “daqui a pouco o Grêmio vai fazer um gol”. Foi assim desde o começo, estava assim na metade do primeiro tempo e quando ele acabou, ainda tínhamos aquela cara de “daqui a pouco sai o gol”.

Durante  o intervalo fiquei imaginando que o Tricolor fosse voltar diferente, não na escalação, mas na forma de jogar. Foi engano, o Grêmio voltou tão lento e desanimado quanto na primeira etapa, da mesma forma que acontecera no Maracanã. E, da mesma forma que acontecera no Maracanã, só conseguiu melhorar um pouco após a saída de Alex Mineiro. Herrera, que não tem a qualidade técnica de Alex, tem muito mais vontade de ganhar. A partir da entrada do argentino, a torcida ficou absolutamente convencida de que “agora sim, daqui a pouco o gol vai sair”. Mas não saiu. O efeito Herrera foi, aos poucos, passando e o time foi, de novo se tornando lento e desanimado. O zero a zero persistia no Olímpico. Gols mesmo, só no Pacaembú, menos mal.

E assim passaram-se os minutos, o jogo foi chegando ao seu final. Olhava para o campo, via o Grêmio se encolhendo. Na arquibancada murmúrios e inquietação, gente que pragueja. As caras estavam diferentes, pareciam dizer: “Ai, meu Deus! Daqui a pouco o Grêmio toma um gol”. E, no finalzinho, quase tomou. Quando Herrera errou a cabeçada e a bola foi em direção a dois venezuelanos sozinhos, quase dentro do gol, nós vimos, naquela pequena fração de segundo, que o Grêmio não ia escapar. Mas escapou. Ufa, estamos classificados.

Chegamos à semi final, invictos, sem levar gol na Azenha e com essa cara de que “daqui a pouco o Grêmio vai…”

Não sei.

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