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Dá-lhe, Roth! Dá-lhe, Galo!

 

foto: gazeta press

 

Eu sempre duvidei de que pudesse um dia ver um time treinado por Celso Roth ser campeão brasileiro. Não acho que isso seja preconceito, acho que é uma simples constatação baseada no histórico do treinador. Bons começos seguidos de finais infelizes. Esse é seu histórico. Mas será que terá de ser sempre assim?

Celso Roth quase foi feliz aqui na Azenha no ano passado. Quase. Ele saiu. Eu fiquei feliz. Mas, no fundo, eu sempre soube que ele não era o único culpado. Tínhamos o Marcel, tínhamos (e ainda temos) o Peréa. Isso atrapalhou muito. Na verdade eu achava que, entre tantos ruins, o melhorzinho era o Reinaldo. Reinaldo foi escolha de Roth. Pontos para o Celso.

Claro que a teimosia de não admitir que Mattione devia ser titular pode ter nos custado pelo menos uma vitória (e só faltou uma vitória), assim como jamais ter experimentado um meio campo com Souza que, para Roth, só podia ser ala. Essa experiência talvez nos tivesse trazido alguma vitória, aquela que ficou faltando. No fundo, nunca cheguei a odiar (muito) o nosso antigo treinador, que tolheu bastante o desenvolvimento da carreira de Douglas Costa.

Mesmo assim, porque gosto do Galo, porque não desejo (muito) mal ao Celso, pela forma como o Atlético se recuperou no último jogo e até mesmo porque já não tenho o que fazer em 2009, eu vou torcer pro Galo.

Chega de São Paulo e seus ingressos pra Madonna. O Palmeiras também é paulista, chega de paulistas. Chega disso.

O Galo vai sair campeão…

…espero.

Não sobrou nada.

 

foto: reproduçao/sportv 

 

Depois de três insucessos consecutivos o Palmeiras voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Ninguém aproveitou a chance concedida pelo Porco e ele continua líder faltando seis rodadas. O São Paulo até encurtou bastante a distância, mas não dá para dizer que aproveitou bem a oportunidade oferecida pelo time de Muricy. Se tivesse vencido ao Galo, no Morumbi, seria o líder. Mas não venceu, o que não é tarefa tão difícil assim conforme ficou comprovado ontem, no Maracanã. Claro que contra o São Paulo, o Atlético jogou bem mais do que ontem, encarou o adversário de maneira diferente. É especialidade do treinador Celso Roth perder jogos que ninguém acredita que vá perder. Celso Roth é um treinador dedicado, esforçado, trabalhador, tem grande capacidade de entrega. Aliás, como o Celso se entrega!

O título deverá ficar mesmo com um destes clubes. Muito provavelmente deverá ficar com o Palmeiras, mas não dá pra duvidar do São Paulo, nem tampouco de Muricy. Já do Atlético e, especialmente de seu treinador, destes podemos até duvidar, mas por enquanto eles continuam com alguma chance. Pequena é verdade, mas continuam com chance.

No mais, Flamengo, Cruzeiro e ‘Mário Sérgio e sua Ferrari’, esses vão brigar pela última vaga na Libertadores.

Não sobrou nada pra nós.

O Porco vai passar o Galo. Logo, logo.

Num jogo onde Ronaldo Fenômeno, literalmente, não aguentou o próprio peso, o agora ressurgido Obina, literalmente foi melhor do que Eto’o. O Palmeiras de Jorginho humilhou o Corinthians de Mano. Fez três a zero. E podia ter sido pior.

Agora o Verdão, que logo terá Muricy Ramalho, encostou de vez no Galo de Celso Roth que, ao perder em casa para o Goiás, só permanece na liderança em razão da vantagem de um gol que tem no saldo. Teria sido este gol marcado naquele pênalti ‘inventado’ contra o Grêmio? Ou esta vantagem seria fruto daquele gol do Santos, mal anulado por Djalma Beltrami? Dois erros que significaram, além de mais dois gols no saldo, mais quatro pontos na classificação geral.

Se o Campeonato Brasileiro fosse Fórmula 1 acho que o Atlético-MG poderia ser chamado de retardatário. Está chegando a hora de sair mesmo da frente. Creio que o time do ‘professor’ Celso já começa a ver as bandeiras azuis sendo agitadas à beira da pista.

Nem vale a pena ver de novo.

 

o líder do campeonato

 

Para quem gosta de reprises, a programação vespertina da Globo é um prato cheio, de segunda a sexta. Começando pelo Vídeo Show e o programinha da Angélica, ambos repletos de flash-backs, depois sempre tem uma velha novela no ‘Vale a Pena Ver De Novo’ e culmina com os filmes antigos re-exibidos na ‘Sessão da Tarde’.

Isso vale para todo o Brasil, mas para os moradores de Belo Horizonte, especialmente os que torcem pelo Galo, há mais uma boa opção de reprise nas tardes de Domingo: acompanhar a trajetória do time de Celso Roth.

Como havia feito no Grêmio, no ano passado, no Vasco, em 2007, no Santos, em não sei que ano e, aliás como faz sempre em todos os times por onde passa, no Atlético, Celso Roth também está tendo um belo começo. Para aqueles que torcem pelos times que treina, parece mesmo que virá um título. Mas alguma vez veio?

O Galo venceu ao Náutico ontem e chegou à liderança do Campeonato Brasileiro. Não faço a menor ideia do tempo que permanecerá nesta posição, mas não tenho a menor dúvida de que, ao final da última rodada, não será lá que o Galo vai estar. Não com Celso Roth.

 

As necessidades do Grêmio e as dos gremistas.

 

alexandre aliatti Classificado para a fase de quartas-de-final da Copa Libertadores, o Imortal Tricolor, agora verdadeiramente treinado por Paulo Autuori, necessita não mais do que três vitorias para conquistar o Tri da América.

Dos três obstáculos a serem vencidos, o primeiro, já confirmado, será o Caracas. A forma como o clube venezuelano conseguiu a classificação, goleando ao Cuenca, pode ter lhe dado uma aparência de grande time, mas não deve ser tanto assim. Não posso acreditar que o Caracas seja melhor que o Atlético, por exemplo. Embora tenhamos perdido para o Galo no último jogo, não teria sido nenhuma injustiça se tivéssemos empatado. Se empatarmos com o Caracas na primeira partida, se esse hipotético empate ocorrer com a marcação de gols, bem, até o zero a zero será suficiente na Azenha, no segundo jogo.

Entre as dezenas de clubes que disputaram essa Libertadores, o Tricolor, sem perder um único jogo, está entre os últimos nove (Defensor e Boca ainda não decidiram) que ainda podem sonhar com o título.

Nas décadas de oitenta e noventa, o Grêmio conseguiu ganhar a América, ao menos uma vez em cada década. Em dois mil e sete estivemos muito próximos de conseguir de novo. Agora, em dois mil e nove, mais uma vez estamos perto.

Será nossa última chance nesta década.

Não podemos perdê-la. Não queremos perdê-la. Nós não vamos perdê-la.

Se Autuori conseguisse esse único título, já estaria de bom tamanho. Já teria justificado todo tempo de espera que tivemos de enfrentar.

Se Autuori conseguisse apenas essas três vitorias que nos faltam, bastaria uma campanha razoável no Campeonato Brasileiro, uma colocação entre os quinze primeiros e nada mais.

Em sua primeira entrevista como o novo treinador gremista, uma das palavras mais pronunciadas por Paulo Autuori foi “necessidade”.

Pois é bem assim, treinador.

Mais do que desejar, mais do que esperar ou torcer, nós gremistas temos a “necessidade” de que o senhor seja feliz em nosso clube. Há muito esperamos por um grande feito. Do jeito como as coisas ficaram aqui no Rio Grande, passamos a ‘necessitar’ de um grande título.

Será com Autuori.

(Se Deus quiser).

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... Aqueles que não entendem, nossa base de estrutura, ou não leram a escritura de onde os gaúchos descendem, os que compram e os que vendem sem respeitar a legenda, os do encobre e do remenda, do esbulho e do desmande, não sabem que este Rio Grande não é uma sucata à venda! ... (Jayme Caetano Braun)

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