Textos categorizados 'Barack Obama'

“A guerra vale a pena”. (Fique quieto, Mr. Obama.)

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Obama diz que guerra do Afeganistão é ‘necessidade’, que essa não é uma guerra que foi ‘escolhida’ e que essa é uma guerra que  ‘vale a pena ser lutada’.

Tudo bem, eu sei que agora Mr. Obama não pode, que está ocupado sendo Presidente. Mas mais tarde, depois que acabar seu mandato, quem sabe Mr. Obama não pudesse dar um pulinho lá no Afeganistão? Quem sabe o ‘Novo Imperador do Mundo’, chefe absoluto do ‘Povo Guerreiro do Norte‘ não quisesse lutar pessoalmente essa guerra? Ou, quem sabe conseguisse uns diazinhos de folga da presidência? Daí, dava para ir lá e guerrear um poquinho.

Afinal, o senhor acha que “vale a pena”, não é?

Ou será que essa é uma guerra que só vale a pena ser lutada pelas outras pessoas?

O Povo Guerreiro do Norte.

Não tem jeito. Para mim é totalmente impossível entender qualquer palavra do que estas crianças estão cantando. Mas eu posso imaginar.

Em minha imaginação elas cantam o seu amor a Deus. Elas contam sobre a confiança que têm em Allah. Falam da fé que têm de que Ele as protegerá. E que assim seja. Que Allah as proteja. Pois é o único que pode. No fundo, em minha imaginação, essas crianças apenas cantam a respeito de um sonho. Um sonho tão comum. O sonho de apenas viverem o suficiente para serem felizes.

Porém, o que eu não consigo entender, nem mesmo imaginar, é porque ainda existe gente, aqui no Ocidente, que não desiste da ideia de matá-las.

O ‘Povo Guerreiro do Norte’ ainda é meio viking e acredita que ‘viver é guerrear’. Será que é isso? Meu Deus, deve ser isso!

Vejam o caso de Gary McKinnon, o inglês que está sendo acusado pelo ‘Povo Guerreiro do Norte’, de ter invadido alguns de seus computadores. Segundo sua defesa, McKinnon é portador de uma tal Síndrome de Asperger, o que seria um tipo de autismo, e que teria acessado os computadores da NASA em busca de informações sobre OVNIs. Ou seja, se tiver razão a defesa, McKinnon é apenas um cara meio maluco, que acredita em discos voadores, um suicida em potencial e que demonstrou que aqueles que cuidam da segurança dos tais computadores, não merecem o salário que ganham. A invasão promovida por McKinnon não deixou nenhum morto e o único ferido, de verdade, foi o orgulho yankee. Ainda assim querem colocá-lo atrás das grades. Para sempre. Pelo resto da vida.

‘O Povo Guerreiro do Norte’ não tolera invasões. A não ser as do Iraque, do Afeganistão, da Palestina. Daí, tudo bem!

O ‘Povo Guerreiro do Norte’ ainda é meio viking e acredita que ‘viver é guerrear’. Ainda segue o mesmo velho lema: “Se queres a paz, prepara-te para a guerra”. E para isto, para a guerra, ‘O Povo Guerreiro do Norte’ nunca para de se preparar.

E é por isso que acredito que a instalação de novas Bases Militares norteamericanas na Colômbia não significa nada. Apenas que, quando houver ‘A Guerra da Amazônia’, se houver (e haverá), ‘O Povo Guerreiro do Norte’ estará um pouco mais preparado.

O Oriente Médio tem sido alvo por duas razões: por sua riqueza em petróleo e por ser habitado não por brancos, mas por árabes. No caso da Amazônia que é ainda mais rica do que o Oriente Médio e é habitada por um bando de índios, negros e latinos, qual a diferença? Sei lá, acho que ‘O Povo Guerreiro do Norte’ não fará diferença.

Até por que não há diferença. Aos olhos de Deus/Allah somos todos iguais. E, no fundo, apenas queremos viver o suficiente para sermos felizes.

Os homens comuns.

 

"Que rica prenda!!!"

Há algum tempo atrás, não lembro precisamente quando, ficou famoso o episódio em que o ‘Rei de Espanha’ mandou que Hugo Chaves se calasse. Foi um sucesso na mídia brasileira, declaradamente antichavista. Afinal, diziam eles, fez muito bem o ‘Nobre espanhol’ em repreender o arrogante, ditador e antidemocrata venezuelano. Alguém precisava pô-lo em seu devido lugar. Chaves, que falava sem parar, estava sendo deselegante e quebrando o protocolo.

Naquele tempo fiquei pensando: o que pode ser mais antidemocrático do que a figura de um ‘Nobre’? Quem pode ser mais arrogante do que alguém que se julgue Rei? O que pode ser mais deselegante do que exigir que alguém cale a boca?

Como seria bom, eu pensei, se o mundo ao invés de ser governado por homens muito ricos, formais, pomposos e totalmente afastados de seus povos, pudesse ser governado por homens normais. Seres humanos que, embora inteligentes e qualificados, continuassem a ser iguais aos outros seres humanos.

Mas parece que alguns são. Na foto bem ao alto vemos Mr. Obama que, quebrando qualquer protocolo, torce o seu pescoço presidencial só para dar uma ‘secadinha’ na bunda da morena que passava. Tem coisa mais normal do que isso? O francês Sarkozy, como qualquer homem comum, acha graça. Perfeito. Tudo normal.

Já na foto abaixo vemos os presidentes de dois dos mais importantes países deste início de século, se comportando como dois verdadeiros torcedores apaixonados e, a julgar pela careta de Mr. Obama, ele andou mesmo torcendo pela Seleção de soccer do seu país. É de admirar que o Presidente Luis Inácio não tenha entregado uma do Corinthians também.

Somos todos torcedores. Eles também.

Gente normal. Seres humanos comuns decidindo o futuro de outros também comuns. Tem coisa melhor do que isso?

A menina da foto, que encantou aos presidentes americano e francês, é Mayara Tavares, 17 anos, representante do Brasil na J8 (Cúpula Júnior 8), que reuniu mais de cinquenta adolescentes, com o objetivo de dar visibilidade à sua visão sobre as questões discutidas pelos chefes de Estado, encontro promovido pela Unicef.

O J8 acontece desde 2005 e discute os mesmos temas do G8 – mudanças climáticas, crise econômica e pobreza na África -, mas com um enfoque no impacto destes problemas na vida das crianças e adolescentes.

Uma democracia igualzinha.

A exemplo daquilo que ocorre aqui em nosso querido Brasil, lá no distante Irã, quem escolhe o presidente é o povo, em votação direta.

A exemplo daquilo que ocorreu nas duas eleições vencidas por George W. Bush, lá no ex-rico Império, o que se diz é que o resultado do pleito teria sido ‘mexido’.

A exemplo do que já ocorreu aqui em nossa pátria gaúcha, desgovernada pelo PSDB de Yeda, as manifestações populares são reprimidas com violência.

Lula é o cara. Obama é a esperança do mundo. Ahmadinejahd é, de uma forma ou outra, o Presidente eleito.

Enfim, por tudo isso, dá para notar que o Irã é mesmo uma democracia.

Igualzinha a tantas que existem por aqui, lado ocidental do mundo.

O novo Imperador.

Hoje será um grande dia.

Em algumas horas estará terminada a Era Bush, isso inclui toda a família, pai e filho. Estes oito anos que George W. Bush governou não serão jamais esquecidos, embora imagino que os americanos assim o desejem. A administração Bush definitivamente já entrou para a história. Os fatos marcantes deste período se iniciaram já em sua eleição para o primeiro mandato, quando o resultado do pleito permaneceu sob suspeição por longo tempo e, a bem da verdade, acho que ainda permanece. Sua re-eleiçao não foi muito diferente. Na gestão Bush o país foi atacado, aviões foram sequestrados, edifícios foram colocados ao chão, milhares de trabalhadores americanos morreram. Na gestão Bush, bancos faliram, americanos perderam suas casas, seus empregos e o país tomou conhecimento de uma crise que acredito ser maior do que se anuncia na mídia, ainda que se diga que é muito grande. A administração Bush expôs ao mundo três fragilidades que não suspeitávamos que a América tivesse. A fragilidade de seu sistema eleitoral e, portanto de sua própria democracia. A fragilidade de sua segurança territorial. E, a pior de todas, pois afeta o mundo como um todo e de forma imediata, a fragilidade econômica do país. Bush está indo embora hoje, portanto será um grande dia.

A mais famosa casa branca do mundo terá, a partir de hoje um novo morador. Pelo menos pelos próximos quatro anos o novo Imperador do mundo será chamado de Obama. Mr. Barack Obama será empossado hoje num evento que não será somente uma cerimônia de posse, mas sim um megaevento com direito à venda de ingressos paralelos e tudo mais que caracteriza a apresentação de um popstar.

Mr. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, Imperador do mundo, surge como algo novo e diferente. Afrodescendente, com nome de muçulmano, ou seja, um homem negro com nome de terrorista (ouvidos ocidentais já aprenderam a associar as palavras muçulmano e terrorista), Obama será mesmo algo novo e diferente na Casa Branca.

Grande esperança para muitos, Obama chega à presidência no pior momento possível. O desempenho da economia, mais do que qualquer outra coisa define os níveis de aceitação de um presidente. E ele terá que ser rápido e eficiente ou sua popularidade, hoje semelhante à de um grande astro do esporte, irá durar muito pouco. O novo Imperador do mundo terá que tomar uma decisão que tenha efeito imediato.

Estancar os custos das muitas guerras que o país mantem teria tal efeito? A América já deve ter tido muito lucro nas tantas guerras nas quais se envolveu. Guerras que, além de aquecer a economia, conferiam aos presidentes, ares de heróis, de justiceiros. Os Imperadores do mundo.  Não seria agora a hora de mudar a estratégia, de apostar na paz? Será que norteamericanos sabem viver em paz? Seria Mr. Obama, um presidente diferente, um presidente capaz de apostar na paz?

Acho que não será.

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... Aqueles que não entendem, nossa base de estrutura, ou não leram a escritura de onde os gaúchos descendem, os que compram e os que vendem sem respeitar a legenda, os do encobre e do remenda, do esbulho e do desmande, não sabem que este Rio Grande não é uma sucata à venda! ... (Jayme Caetano Braun)

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