Barak e Obama.

“Nós podemos perdoar os árabes por matarem nossos filhos. Nós não podemos perdoá-los por forçar-nos a matar os seus.

Nós somente teremos paz com os árabes quando eles amarem a seus filhos mais do que odeiam a nós”.

Golda Meir.

gaza-martyr

De fato essa é uma bela frase. Porém como qualquer frase que se diga ou escreva, essa também está sujeita a interpretações.

A interpretação que faço, evidentemente influenciado pelas cenas que nos chegam do bárbaro massacre que o invasor Israel promove em Gaza, hoje transformada numa espécie de campo de concentração, é a de que, para os governantes judeus, perdoar a morte dos filhos de Israel é possível, abrir mão do direito que concedem a si mesmos de matar árabes, isso não.

As motivações de todas as guerras são sempre econômicas ou raciais, por vezes as duas coisas. No genocídio que agora se comete em Gaza há as duas. É preciso que se reconheça o fato de que árabes e judeus parecem gostar de matar uns aos outros.

Uma bela frase trazida do passado não poderá diminuir a força das imagens que assistimos de crianças palestinas chorando, enquanto Ehud Barak e seus comandados sorriem, parecendo sentir prazer com as conseqüências do genocídio que praticam.

Barak e Obama, não se enganem, estarão juntos, unidos contra a Palestina. Alienados do significado das palavras justiça e democracia.

Todos podem discordar, mas não há nada mais antidemocrático que o pensamento norteamericano. Eles, simplesmente são incapazes de aceitar o direito de outros povos a serem diferentes, a terem sua própria cultura, seus próprios costumes. Em sua fantasia particular de “O Império Contra o Mundo”, dão-se o direito de julgar, condenar e invadir países, matar pessoas, extinguir culturas. Como, no passado faziam os navegadores de Espanha, Inglaterra e Portugal, “os grandes descobridores” de terras já habitadas.

A Alemanha, por crimes cometidos contra os judeus na segunda guerra, foi condenada a vultosas indenizações à Israel. Bom uso foi feito do dinheiro. Provavelmente na tecnologia bélica que hoje utiliza no extermínio em Gaza.

Não creio que, dessa vez haja condenação. Neste mundo injusto onde a ONU age mais como um departamento do Pentágono do que como uma organização independente, o mais provável é que esses senhores matadores vivam sossegados até o dia de suas mortes, felizes e satisfeitos com as mortes que causaram, afinal as crianças que não tiveram a chance de crescer eram palestinas.

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