O novo Imperador.

Hoje será um grande dia.

Em algumas horas estará terminada a Era Bush, isso inclui toda a família, pai e filho. Estes oito anos que George W. Bush governou não serão jamais esquecidos, embora imagino que os americanos assim o desejem. A administração Bush definitivamente já entrou para a história. Os fatos marcantes deste período se iniciaram já em sua eleição para o primeiro mandato, quando o resultado do pleito permaneceu sob suspeição por longo tempo e, a bem da verdade, acho que ainda permanece. Sua re-eleiçao não foi muito diferente. Na gestão Bush o país foi atacado, aviões foram sequestrados, edifícios foram colocados ao chão, milhares de trabalhadores americanos morreram. Na gestão Bush, bancos faliram, americanos perderam suas casas, seus empregos e o país tomou conhecimento de uma crise que acredito ser maior do que se anuncia na mídia, ainda que se diga que é muito grande. A administração Bush expôs ao mundo três fragilidades que não suspeitávamos que a América tivesse. A fragilidade de seu sistema eleitoral e, portanto de sua própria democracia. A fragilidade de sua segurança territorial. E, a pior de todas, pois afeta o mundo como um todo e de forma imediata, a fragilidade econômica do país. Bush está indo embora hoje, portanto será um grande dia.

A mais famosa casa branca do mundo terá, a partir de hoje um novo morador. Pelo menos pelos próximos quatro anos o novo Imperador do mundo será chamado de Obama. Mr. Barack Obama será empossado hoje num evento que não será somente uma cerimônia de posse, mas sim um megaevento com direito à venda de ingressos paralelos e tudo mais que caracteriza a apresentação de um popstar.

Mr. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, Imperador do mundo, surge como algo novo e diferente. Afrodescendente, com nome de muçulmano, ou seja, um homem negro com nome de terrorista (ouvidos ocidentais já aprenderam a associar as palavras muçulmano e terrorista), Obama será mesmo algo novo e diferente na Casa Branca.

Grande esperança para muitos, Obama chega à presidência no pior momento possível. O desempenho da economia, mais do que qualquer outra coisa define os níveis de aceitação de um presidente. E ele terá que ser rápido e eficiente ou sua popularidade, hoje semelhante à de um grande astro do esporte, irá durar muito pouco. O novo Imperador do mundo terá que tomar uma decisão que tenha efeito imediato.

Estancar os custos das muitas guerras que o país mantem teria tal efeito? A América já deve ter tido muito lucro nas tantas guerras nas quais se envolveu. Guerras que, além de aquecer a economia, conferiam aos presidentes, ares de heróis, de justiceiros. Os Imperadores do mundo.  Não seria agora a hora de mudar a estratégia, de apostar na paz? Será que norteamericanos sabem viver em paz? Seria Mr. Obama, um presidente diferente, um presidente capaz de apostar na paz?

Acho que não será.

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