A primeira vez a gente nunca esquece.

Não tenho muita certeza. Teria sido em 1975 ou 1976. Século passado. Eu teria doze ou treze anos então.

Jamais esquecerei.

Tinhas, naquele tempo, metade do tamanho que hoje tens. Eu, por certo, também cresci um pouco desde lá.

Naqueles dias e, mesmo antes, eu já te amava. Ainda te amo. Acho que sempre amarei. Nasci assim: te amando. Foi minha mãe que ensinou.

Aquela foi a primeira noite que entrei em ti.

Meu Deus, como me senti feliz!

Todas as outras noites, todas as outras tardes (foram tantas, jamais saberei quantas), não posso comparar à primeira.

Não há o que se compare àquela primeira vez. Inesquecível. Agora te amo mais.

Foi ali, dentro de ti, que cheguei a me sentir o mais feliz dos homens. Ali, dentro de ti, fui grande e ainda sou. Dentro de ti, meu amor, ainda sou aquele menino que, aos doze ou treze anos, experimentou te amar.

Já sofri tanto por ti! Que me importa? Já me fizeste tão feliz!

Quisera viver para sempre aqui, aqui dentro de ti. Não poderei.

Dizem que envelheceste e que logo não mais existirás.

Como é possível?

Não pode ter passado tanto tempo assim, ainda lembro aquela primeira vez. Minha primeira vez dentro de ti.

Ah, meu velho Olímpico, será assim também minha primeira vez na Arena?

Ah, meu velho Olímpico, estou feliz, afinal nosso Grêmio cresceu.

Pena, meu velho, que tenhamos ficado velhos.

Mas ainda te amo.

Em construção. Antes de seres Monumental.
Em construção. Antes de seres Monumental.

 

Nasci assim: te amando. Foi minha mãe que ensinou.

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