O esporte, o jogo, a qualidade e a sorte.

Agência/AFP
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O Equador foi ao campo decidido a vencer o Brasil. Acho que passaram a semana inteira planejando a vitoria de hoje. E entraram em campo dispostos a executar o plano. Atitude e postura de quem estava jogando em casa, de quem sabia que podia ganhar. Foi para cima do Brasil, desde o começo do jogo. Correu, lutou, chutou, brigou muito e nem precisou se defender. Jogou como quis. Fez tudo o que quis e criou muitas chances. Mas não fazia gols.
Parecia que eu estava assistindo o Grêmio jogar. Acho que todos pensaram isso. Foram muitas chances. Júlio César, o melhor do jogo, fez milagres. Por vezes o Equador chutava na trave, chutava pra fora, carimbava o Júlio ou algum zagueiro. Fazia de tudo, mas não fazia o gol. Benitez (parece Carlinhos Bala), que corria e suava em bicas como todos em campo, estranhamente vestia luvas de lã e camisa de mangas compridas (não entendi), pois Benitez errava tudo o que fazia e perdeu várias chances, muito mais baixo que Lúcio e Juan, perdeu algumas de cabeça também. Penso que muita gente já estava convencida que o problema equatoriano era mesmo a falta de qualidade das conclusões. Até pode, mas faltou um pouco de sorte também.
Por seu lado o Brasil quase nada criou. Ronaldinho Gaúcho não consegue sequer fazer alguém lembrar as atuações que já teve, jogando assim Ronaldinho não tem lugar na Seleção, nem no banco. Róbinho nada fez pelo time e nem por ele mesmo. Luis Fabiano teve apenas duas chances de chutar a gol, frente a frente com Cevallos, por duas vezes ‘acertou’ o goleiro, na segunda, ainda teve a oportunidade de ficar com o rebote e tentar outra vez, daí chutou na trave. Será que Luis Fabiano não tem qualidade?
Dunga custou um pouco, mas fez aquilo que todos os ‘técnicos’ brasileiros, sentados diante de suas TVs, já tinham em mente a mais tempo, fez entrar Júlio Baptista no lugar de Ronaldinho Gaúcho, podia ser no de Róbinho, tanto faria. Ao sair, à beira do campo, foi possível perceber o Gaúcho dizendo a Júlio Baptista: -Chuta em gol. É estranho que tenha feito isso, uma vez que, ele mesmo nunca arrisca um chute, só o faz em bolas paradas. Aliás, Ronaldinho, hoje só alcançava a bola quando ela parava, somente em cobranças de faltas ou escanteios o Gaúcho conseguia tocá-la.
Júlio Baptista deve ter escutado, na primeira bola que teve, meteu o pé. Gol. Então alguns devem ter proclamado eufóricos que fazer ou não fazer o gol é uma questão de qualidade, nada tem a ver com sorte.
Mas será que é mesmo assim?
Júlio não acertou o gol, acertou a trave. Na volta a bola se chocou contra as costas de Cevallos e, aí sim, entrou no gol. Acho que Júlio Baptista teve sorte. Muita sorte.
Futebol é um esporte, esporte de alta competição e, em se tratando de Eliminatórias Sul-americanas, é competição em alto nível, sendo assim exige muita qualidade, como a Libertadores, por exemplo. Mas o futebol também não deixa de ser um jogo e, para se vencer um jogo, não pode haver falta de sorte.
É assim nas Eliminatórias, é assim também na Libertadores. Aqueles que duvidam do fator sorte no futebol, sugiro que assistam o vt dessa partida, com toda calma. No futebol, existe sim a sorte. O que pareceu não existir hoje foi justiça.

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