Impossível? Não para o Grêmio.

Este texto aí abaixo eu ‘roubei’ da Zero Hora.

Li, re-li. Achei bonito. Criativo. Muito bonito. Resolvi ‘roubá-lo’. Mas não o ‘roubei’ por achá-lo bonito, roubei-o apenas por causa do último parágrafo.

O roteiro criado pelo cineasta e gremista José Pedro Goulart revive a Batalha dos Aflitos em forma de Grenal: seu injustiçado time fica com sete em campo, comete dois pênaltis, mas ainda assim o “guri” derruba o Inter ao final de tudo.

“A imagem do Olímpico Monumental lentamente vai aparecendo. Times em campo, bola no centro, começa o jogo que vale cem anos. A trilha sonora mistura narrações, gritos, vaias. Tudo isso põe fogo no clássico; aos 33 minutos do primeiro tempo, porém, o som de um só apito silencia a parte azul do estádio.
Pênalti para o Inter. Uma falta que só o juiz viu. Na comemoração, Fernando Carvalho quase perde a voz gritando: “É o DVD! Eu sabia que o meu DVD com erros de arbitragem funcionaria”. Quem cobra? Kleber/Seleção imagina que o Dunga deva estar na plateia e apanha a bola. Põe na marca. Chuta. No poste. Uivos gremistas. Agora o silêncio é colorado.
Fim do primeiro tempo. A torcida do Grêmio canta: “Ronaaaaldo viúúúúvo!” Índio chora ao ouvir, lembrando da dança com o Gorducho no Pacaembu. Ao ser percebido, alega conjuntivite.
O segundo tempo inicia-se morno, numa espécie de anticlímax. Aos 30 minutos o som de um trovão anuncia o pior. Em seguida, Fábio Santos é expulso por colocar a mão na bola. O tricolor recua. O Inter vem com tudo. Aos 37, o apocalipse: a bola é chutada e bate no corpo do volante Túlio do Grêmio. O juiz vê mão e apita pênalti. Carvalho enlouquece. Bate no peito. Piffero se curva: “Sois rei, sois rei!!”
Confusão generalizada. Indignados, os jogadores gremistas partem para cima do árbitro. Pressionado, o juiz expulsa o lateral-direito tricolor; em seguida um zagueiro, o volante, o Duda Kroeff, o Paulo Sant’Ana e ainda manda guinchar o caminhão do Brasinha.
O Grêmio fica com sete jogadores. Tudo está perdido. No Inter, a questão é quem vai bater o pênalti. Nilmar assobia. Kleber/Seleção diz que ele de novo não, o Dunga pode estar na plateia. Índio alega conjuntivite. Sobra para o Marcelo Cordeiro.
Nervoso com a firmeza gremista, o lateral colorado chuta fraco no meio do gol. Vitor escorrega, a bola bate na sua canela e não entra. A torcida gremista experimenta: 1) torpor, 2) incredulidade, 3) fascínio. E o jogo segue.
Bola com o Douglas Costa. Ué, mas ele não estava machucado? Não, apenas havia sido trancado no vestiário pelo Autuori. Os colorados, deprimidos com a perda do segundo pênalti, se descuidam do guri. Ele passa por um, passa por dois, passa pelo Índio (“Ronaaaaldo viuúúvo”) e ainda diz: “Nem a pau que a gente perde esse Grenal!!!”
Gol. Golo. Golaço. Tricolaço. Aço. Aço. No gol do Lauro tem mais espaço!
Grêmio vence a partida com sete jogadores e dois pênaltis contra! A torcida delira, mais ou menos como se tivesse tido o prazer de mil orgasmos.


Mas, é claro, uma partida assim nunca aconteceria. Só na ficção. Na vida real, seja onde fosse, seja como fosse, um jogo com um roteiro desses seria impossível. Razão pela qual, enquanto Fernando Carvalho cruza o gramado em direção ao vestiário, todos gritam:
– DVD, DVD, DVD!!!”

Como assim, um jogo com esse roteiro seria impossível? Na vida real nunca aconteceria?

Peraí, Cara-Pálida. Já aconteceu um jogo assim, exatamente assim.

Eu sei que é INACREDITÁVEL, mas nós gremistas podemos afirmar: não é impossível.

Não para nós.

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