O Povo Guerreiro do Norte.

Não tem jeito. Para mim é totalmente impossível entender qualquer palavra do que estas crianças estão cantando. Mas eu posso imaginar.

Em minha imaginação elas cantam o seu amor a Deus. Elas contam sobre a confiança que têm em Allah. Falam da fé que têm de que Ele as protegerá. E que assim seja. Que Allah as proteja. Pois é o único que pode. No fundo, em minha imaginação, essas crianças apenas cantam a respeito de um sonho. Um sonho tão comum. O sonho de apenas viverem o suficiente para serem felizes.

Porém, o que eu não consigo entender, nem mesmo imaginar, é porque ainda existe gente, aqui no Ocidente, que não desiste da ideia de matá-las.

O ‘Povo Guerreiro do Norte’ ainda é meio viking e acredita que ‘viver é guerrear’. Será que é isso? Meu Deus, deve ser isso!

Vejam o caso de Gary McKinnon, o inglês que está sendo acusado pelo ‘Povo Guerreiro do Norte’, de ter invadido alguns de seus computadores. Segundo sua defesa, McKinnon é portador de uma tal Síndrome de Asperger, o que seria um tipo de autismo, e que teria acessado os computadores da NASA em busca de informações sobre OVNIs. Ou seja, se tiver razão a defesa, McKinnon é apenas um cara meio maluco, que acredita em discos voadores, um suicida em potencial e que demonstrou que aqueles que cuidam da segurança dos tais computadores, não merecem o salário que ganham. A invasão promovida por McKinnon não deixou nenhum morto e o único ferido, de verdade, foi o orgulho yankee. Ainda assim querem colocá-lo atrás das grades. Para sempre. Pelo resto da vida.

‘O Povo Guerreiro do Norte’ não tolera invasões. A não ser as do Iraque, do Afeganistão, da Palestina. Daí, tudo bem!

O ‘Povo Guerreiro do Norte’ ainda é meio viking e acredita que ‘viver é guerrear’. Ainda segue o mesmo velho lema: “Se queres a paz, prepara-te para a guerra”. E para isto, para a guerra, ‘O Povo Guerreiro do Norte’ nunca para de se preparar.

E é por isso que acredito que a instalação de novas Bases Militares norteamericanas na Colômbia não significa nada. Apenas que, quando houver ‘A Guerra da Amazônia’, se houver (e haverá), ‘O Povo Guerreiro do Norte’ estará um pouco mais preparado.

O Oriente Médio tem sido alvo por duas razões: por sua riqueza em petróleo e por ser habitado não por brancos, mas por árabes. No caso da Amazônia que é ainda mais rica do que o Oriente Médio e é habitada por um bando de índios, negros e latinos, qual a diferença? Sei lá, acho que ‘O Povo Guerreiro do Norte’ não fará diferença.

Até por que não há diferença. Aos olhos de Deus/Allah somos todos iguais. E, no fundo, apenas queremos viver o suficiente para sermos felizes.

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