Não é tão simples.

 

Não é tão simples assim.

Não creio que seja possível classificar tudo o que a mídia divulga, como sendo propaganda neo-liberal ou socialista (propaganda socialista ela nem faz). Não dá pra dividir os homens entre os de direita e os de esquerda. Não creio que seja possível dividir as coisas entre as que dão dinheiro e as que não dão. Mesmo porque, homens ‘de direita’, fazem qualquer coisa virar dinheiro. Até os vírus.

Individualmente, cada um de nós é um ser frágil, que "para morrer, basta que esteja vivo". Porém, no conjunto, somos o que chamamos de humanidade. Nós dominamos o mundo. E dominamos mesmo. Nada há que possa frear a jornada dos humanos sobre Terra, até porque, qualquer obstáculo que surja, nós removemos. Somos as criaturas dominantes.

Matar um homem é fácil. Dizimar a humanidade é quase impossível. Quase. Além do clima, de alguma atividade tectônica gigantesca ou de alguma improvável ‘barbeiragem’ de algum meteorito bêbado, o que mais? O próprio homem. Esse é um inimigo poderosíssimo. Ao que sei, o ser humano é um dos dois únicos organismos vivos com potencial suficiente para dizimar a humanidade. Além dele, só os vírus.

Dentre os vírus existem dois que são extremamente famosos. Um dos famosos é o ‘vírus de computador’. Como todo vírus que se preza, esse também é extremamente mutável. Tem muitas formas, inúmeras denominações e provoca os mais diversos males. Mas não infecta seres humanos. Nunca soube que tenha matado alguém, mas já gerou muita riqueza. O ‘Bug do Milênio’ enriqueceu um monte de gente esperta. O outro vírus, não menos famoso, é o HIV. Esse é terrível, não apenas gerou muitos bilhões de dólares, como também provocou alguns milhões de mortes.

Mas existe um outro vírus, que não tem tanta fama, embora merecesse ter. Chama-se Influenza. Esse tal de Influenza é um cara estranho, meio paranóico. Ele sofre de uma espécie de ‘mania de perseguição invertida’, isto é, ele não fica achando que está sendo perseguido, ao invés disso ele, através dos tempos, vem perseguindo as pessoas. Literalmente.

Ao menos duas vezes esse cara já tentou acabar com a humanidade. É claro que não conseguiu, do contrário eu não estaria aqui escrevendo, nem tu estarias aí lendo esse post. Mas parece que ele ainda não desistiu. Depois de ter surgido recentemente numa versão aviária, que tem sobre as pessoas o mesmo efeito que o Detefon tem sobre as moscas e as baratas, agora ele vem numa versão suína, que tem a capacidade de espalhar-se mais rapidamente do que vídeo de sacanagem na Internet. Imagino que esse cara só esteja esperando uma chance de ‘cruzar’ essas duas versões, para depois sair por aí e ver que tipo de ‘Influenza’ isso pode causar na humanidade.

Sei lá, vai ver que esse cara tá querendo se comparar com a gente. Tá achando que pode dominar o mundo, assim como nós. Mas ele não tem muita chance. Afinal, para conseguir sobreviver e reproduzir, ele acaba tendo que matar o hospedeiro, ou seja, ele destrói seu próprio habitat, seu meio de vida não é nem um pouco sustentável.

Opa, peraí. Destrói o próprio habitat? Seu meio de vida não é sustentável? Afinal, de quem estou falando, dos vírus ou dos homens?

É, não é tão simples assim.

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