Go, Ghana, you can!!!

 

Foto: AFP A Taça Jules Rimet, nome dado ao troféu disputado na Copa do Mundo entre os anos de 1930 e 1970 teve apenas cinco vencedores. Brasil, Uruguai, Alemanha e Itália foram os grandes conquistadores das Copas daquele período, a exceção, a intrusa, foi a Inglaterra que, em 1966, acabou conquistando o título disputado lá mesmo na Inglaterra.

Em 1970, após conquistar sua terceira Copa do Mundo, o Brasil acabou ficando com a posse definitiva da Jules Rimet. Que Deus a tenha.

A mesma coisa vem acontecendo com Troféu da Copa do Mundo FIFA, nome dado ao troféu que substituiu a velha Jules Rimet. Desde 1974, quando entrou em disputa, até os dias de hoje, apenas cinco países lograram conquistar a posse transitória do troféu. Não por coincidência são mais ou menos os mesmos. Brasil, Itália e Alemanha já ficaram com a Taça duas vezes cada um. A Argentina também com duas conquistas, substituiu ao antigo Uruguay copero. E a França, que conquistou surpreendentemente a Copa da França, está fazendo o papel de exceção à regra, que em 1966 foi representado pela valente Inglaterra.

Pois parece que neste ano a Copa da África vai ter o mesmo final previsível de todas as outras. Brasil, Argentina e Alemanha – e não coloco nessa ordem por acaso – parecem ser os três mais fortes candidatos ao título. A probabilidade de que um deles venha a ser o campeão é, em minha opinião, coisa de 70 ou 80%. Será que exagero? Creio que não. Estou absolutamente convencido de que será mesmo um destes três.

Eliminada a Itália, e seguindo o raciocínio de que a Copa do Mundo jamais nos brindou com a surpresa de um campeão completamente inesperado, a única possibilidade de que o vencedor da Copa da África não seja uma das três seleções citadas, seria termos, a exemplo das Copas de 1966 e 1998, o dono da casa como campeão. A África do Sul, anfitriã do evento, já está eliminada há bastante tempo, sequer passou da primeira fase, isso, então, deveria ser considerado impossível. Mas a África parece ser diferente e por vezes o continente aparenta se comportar como se fosse um grande país. Não por acaso essa tem sido chamada de ‘a Copa da África’, ‘a Copa dos africanos’.

Não tenho dúvidas de que os sul-africanos já adotaram Gana como sendo a sua seleção nacional. Gana representa hoje toda a grande pátria africana, a grande África. Gana, então, por sabermos que historicamente as ‘zebras’ das Copas só podem se tornar possíveis quando jogam ‘em casa’, pode ainda vencer esta Copa do Mundo.

Não é uma questão de estar torcendo pelos africanos, não é uma questão de achar que eles têm um grande time ou que estejam jogando um grande futebol. Nada disso. Tudo é questão de memória, de lembrar como a história da Copa do Mundo tem sido escrita ao longo de todas estas décadas e, especialmente, é questão de reconhecer que por vezes a história se repete. E é também um pouco, uma questão de sonhar, de acreditar

Go, Ghana, you can!!!

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