O efeito Renato (ou Quem poderá nos livrar da Série B?)

A caminho da Série B, em sexta marcha e com o pé firmemente apoiado no acelerador, o Imortal faz hoje pequena parada na cidade de Curitiba. O adversário será o Atlético, um dos poucos candidatos que ainda podem frustrar os planos de Duda, Cacalo e Koff de levarem o Grêmio mais uma vez à segunda divisão do futebol brasileiro. Desde o ano passado até o momento de hoje, o Imortal venceu apenas um jogo em mais de vinte que disputou fora de casa, então não podemos esperar muito do jogo de logo mais. Podemos, é claro, desejar a vitória, sonhar com ela, porém não temos muitos motivos para acreditar nela. Não com o histórico desta gestão.

O Grêmio do Século XXI não é nem parecido com o velho Grêmio bravo, guerreiro e pegador que nos acostumamos a ver no Século passado. Salvo alguns momentos brilhantes vividos em 2007, nosso maior feito acabou sendo a vitória sobre o Náutico em 2005, na famosa batalha. Não sou daqueles que desfazem da Batalha dos Aflitos. Foi um dos momentos mais mágicos da minha vida de torcedor. Desde o momento em que Galatto foi para o gol, a bola colocada na marca do pênalti e eu tive a certeza de que o jogo iria mesmo ter continuidade, até o momento em que a TV mostrou a reprise do gol de Anderson, eu não vi nada. Eu não estava aqui, não estava neste mundo, não estava nesta dimensão.Sei lá. Onde eu estava não havia sons, a atmosfera era amarela, o ar era quente e não possuia cheiros. Naquele local tudo era possível, até mesmo um imortal poderia morrer num lugar daqueles, naquele momento eu temi pela vida de nosso Imortal. Ele não morreu, sobreviveu a tudo aquilo e ressurgiu altaneiro, elegante, destemido e “façanhudo” na Série A.

Foi uma batalha épica, histórica, uma batalha digna, gloriosa, inacreditável e inesquecível. Uma batalha que nenhum gremista gostaria de ter que repetir outra vez, ao menos não na Série B. Mas parece que é para lá que nós estamos indo, infelizmente.

O “efeito Renato” já passou. Aliás, nem chegou a fazer efeito. Contratado numa segunda-feira, confirmado na terça, nosso Portaluppi, ídolo maior da história moderna do Grêmio, fez questão de permanecer em Salvador até a noite da quarta e treinar, ainda uma última partida, com a equipe do Bahia. Apresentou-se ao Grêmio apenas algumas horas antes do jogo decisivo contra Goiás. Renato perdeu tempo, perdeu o jogo, perdeu a vaga, perdeu a ‘magia’. Não fez ‘efeito’. Que pena, Renato. É, talvez, um pouco tarde para estar escrevendo isto, mas foi o que pensei à época e só agora tenho a oportunidade de externar. Duda ‘pinta de playboy’ Kroeff deveria ter pensado nisto, deveria ter percebido que vencer na estréia seria uma exigência ao novo treinador. Renato deveria ter largado tudo em Salvador e vindo correndo para a  Azenha – era o que eu esperava dele – ou então não deveria ter estreado naquele jogo. Estreou com derrota. Perdeu a ‘magia’. Não fez ‘efeito’.

Oh, e agora quem poderá nos livrar da Série B?

Com três derrotas em quatro em jogos, tendo que enfrentar o Atlético-PR hoje, fora de casa – promessa de nova derrota -, não tenho muita certeza de que será o Portaluppi quem cumprirá esta façanha. Renato é um vencedor nato, mas já teve muitas derrotas logo na chegada – isso não é bom sinal – e, a menos que a história comece a mudar muito rapidamente, a menos que o Imortal comece a ‘cometer’ algumas  façanhas, talvez nosso herói já não esteja mais por aqui em alguns dias. Não sei se será o Portaluppi quem nos livrará da Série B. Não sei se será a torcida, cada vez mais desapontada com o presidente que ela mesma elegeu. O presidente incapaz, incompetente e despreparado que ela elegeu e que agora a está afastando do estádio, pela desmotivação, pelo desencanto, pela quase certeza de que vai mesmo acontecer aquilo que não desejávamos, mas que qualquer gremista minimamente inteligente deveria imaginar como maior possibilidade para um clube presidido por alguém que não sabe falar, não sabe se colocar e não sabe se impor, alguém que não sabe contratar, não sabe o que fazer, não sabe comandar. Alguém como o Dr. Duda.

E agora quem poderá nos livrar da segunda divisão?

Ainda pode ser o Renato. Victor, o goleiro ninja, não tem poderes para tanto… Talvez com a ajuda de Jonas e Borges. Talvez a força da torcida reapareça, mas acho isso improvável. Talvez seja a sorte, talvez o destino, talvez Deus olhe um pouco por nós. Talvez não nos livremos dela.

De uma coisa só tenho certeza, para nos livrarmos dessa sina maldita, certamente não podemos depender da inteligência de Duda ‘pinta de playboy’ Kroeff. Ou alguém entra lá, bota o doutorzinho sentado num canto fazendo o papel de enfeite, e assume a coisa ou então já era.

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