Obrigado, presidente.

Primeiro ele venceu a seca do nordeste e escapou de ser mais um número na triste estatística da mortalidade infantil do sertão.

Depois ele venceu a distância entre Garanhuns e a cidade de São Paulo, o sul. Sul, velho sonho de todo nordestino carente, necessitado.

No sul ele venceu a fome. Trabalhou. Estudou (tanto quanto foi possível). Venceu a dificuldade do curso do Senai e se tornou torneiro mecânico.

Tornou-se operário. Operário, venceu o medo e ergueu a voz contra os opressores da classe operária, então virou líder. Virou presidente do Sindicato. Virou político. “Inventou” o PT. Virou candidato. Venceu o pleito. Foi eleito deputado federal constituinte.

Virou, algum tempo depois, candidato à presidência. Virou, então, a esperança de muitos. Esperança que, por longos anos, ficou guardada, contida e sufocada pelo medo de outros tantos.

Um dia a esperança venceu o medo.

Então ele virou presidente.

Ele venceu preconceitos, derrubou barreiras. Venceu o esforço da mídia em desacreditá-lo. Venceu o preconceito daqueles que o acusavam de não ter estudado o suficiente, que diziam que ele nem sabia falar direito. Ele venceu. Provou que sabia pensar, que sabia fazer, que sabia ser presidente. E foi um presidente muito bom. Tão bom como nunca antes na história deste país, algum outro havia sido.

Ele foi ‘”o cara” para alguns, foi a pedra no sapato de outros, mas ele venceu

Venceu a morte no sertão de Garanhuns, venceu na vida no Planalto Central.

Contra a vontade da mídia, e pela vontade de um povo ansioso por justiça social, ele venceu.

2010 está chegando ao fim, com ele chega ao fim o segundo mandato do melhor presidente da história do Brasil.

Tantos já falaram tanto sobre este homem tão grande, tão inteligente, tão generoso, tão vencedor, e ainda tantos outros falarão tanta coisa mais, que a mim resta pouco a dizer. Talvez apenas confessar que fui muito feliz nestes últimos anos, talvez como nunca antes na história da minha vida.

Valeu, “cara”.

Feliz Ano Novo, Lula.

Enfim, obrigado, presidente.

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Uma consideração sobre “Obrigado, presidente.”

  1. Uma analise equilibrada de um estadista analisa os pontos positivos e negativos. Cheio de ódio na Bahia para enaltecer seu Governo Lula teve chegou a dizer que se sentia feliz com a crise dos Estados Unisoa, Europa, Japãõ. teve acertos mais minou as estrturas desse pais com ideias exruxulas.

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