Liverpool (URU) 2×2 Grêmio – Libertadores 2011

 

Eu sei que está cheio de gente por aí dizendo que a estreia do Grêmio na Libertadores 2011 “não foi bem o que esperava”. Respeito suas opiniões, mas devo confessar que acho que a coisa não é bem assim. Na verdade, o que aconteceu foi que a estreia do Imortal não foi bem o que a sua torcida desejava. Há uma profunda diferença entre aquilo que se deseja e aquilo que se pode realmente esperar de uma equipe que, na prática, ainda está em pré-temporada. O grupo de atletas do Grêmio reapresentou-se das férias há recém vinte dias e, mesmo que a FGF, do abjeto Noveletto, tenha marcado tantos jogos seguidos para o Tricolor em tão poucos dias, o fato é que os jogadores gremistas ainda não estão fisicamente prontos para apesentar um futebol de alto nível. Não estão, não adianta querer. Ainda estamos em pré-temporada, a partida de ontem era válida pela pré-Libertadores, o que me autoriza dizer, acredito eu, que o que vimos ontem foi apenas o pré-futebol do Grêmio de Renato em 2011. Ainda vamos crescer muito. Não tenho a menor dúvida de que na próxima quarta-feira, com uma semana inteira de preparação exclusiva para esse jogo específico, a coisa toda se dará de modo bastante diferente.

Não caio nessa de acreditar nos críticos ‘isentos’ da mídia esportiva gaúcha que já estão, apenas pela amostragem desnecessariamente apressada de ontem, emitindo conceitos definitivos sobre as reais possibilidades do Imortal nesta competição que, a rigor, ainda sequer começou. Muita água ainda há de passar sob esta ponte, muita bola tocará a rede uruguaia na partida da próxima semana, no Monumental. Ainda temos muito para ver e aplaudir neste Grêmio de Portaluppi na temporada 2011. Esperemos, deixemos o time treinar, adquirir condicionamento físico e, aí sim, podemos começar a cobrar a ‘pegada’  que alguns afirmam ter faltado na noite passada. Dá vontade de enlouquecer. Como se pode exigir ‘pegada’  de algum atleta que apenas consegue, por mais que se esforce, apenas arrastar-se em campo?

A atuação apagadíssima do segundo tempo contra o Liverpool, tenho certeza, foi coisa encomendada por Portaluppi. Ele sabe o que tem nas mãos. Renato sabe que sem Jonas a marcação de gols ficou mais improvável do que costumava ser quando ele estava conosco. Renato sabia que era importante, para evitar o cansaço extremo, conter o avanço dos laterais. Renato segurou todo mundo, laterais e volantes, o Grêmio não teve jogadas na etapa final, não foi ao ataque, nem sequer pretendeu marcar o terceiro gol. Isso tudo, creio eu, por dois motivos: por que os jogadores não poderiam suportar o ritmo e por que mata-mata tem dois jogos. No segundo a gente mata eles. Podem apostar.

  • Confira as imagens de Liverpool (URU) 2×2 Grêmio:
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