Passo do Plástico

 

Passo d"Areia tem 'capim de plástico'. (Foto: Grêmio/Divulgação)Fruto de uma antipática ideia de seu antipático presidente, Francisco Noveletto, também presidente da FGF e conselheiro do clube da beira do rio, o gramado do Esporte Clube São José, simpático clube da Zona Norte de Porto Alegre, foi substituído por um barato tapete de grama sintética.

Já há bastante tempo que os profissionais da medicina esportiva alertam para os prejuízos que esse tipo de piso pode causar aos atletas a ele submetidos, em especial às articulações. Afirmam, e os jogadores atestam, que o desgaste neste tipo de piso, é bastante superior ao sofrido durante uma partida disputada em piso de grama natural. Consequentemente o tempo necessário à recuperação pós-jogo é também superior.

Renato não queria jogar no Passo d”Areia. Antônio Vicente não queria jogar no Passo d”Areia. Atletas de Grêmio e Cruzeiro-POA não queriam jogar neste local. Nem o próprio presidente do Cruzeirinho queria o jogo na grama sintética. O único que queria o jogo lá era o senhor Noveletto, que, provavelmente, espera obter algum tipo de lucro com a realização desta semi-final em “sua casa”.

Pois bem, a partida entre Cruzeiro-POA e Grêmio, válida pela fase semi-final da Taça Farroupilha, foi marcada para este acanhado estádio.

Contra a escolha deste local, o Imortal usava o argumento do risco acentuado de lesões e citava a lesão de Sorondo, limitado zagueiro do time de Falcão, ocorrida neste famigerado campinho de plástico, em partida contra o São José-POA. Em favor desta escolha, Noveletto e seus aliados da mídia ‘isenta’ lembravam que Sorondo já havia se lesionado várias vezes e em vários gramados diferentes. Sonegavam, porém, e convenientemente, o fato de que as outras lesões de Sorondo haviam se dado por diversos diferentes motivos, essa última, no entanto, havia sido decorrência exclusivamente do piso sintético. Sorondo foi derrubado pelo adversário, e por estar com o pé preso ao gramado artificial acabou torcendo o joelho e quebrando uma clavícula. Tudo por causa do campinho de plástico.

Quero-quero. (Foto: Celi Aurora)Na terça-feira, 26, o Grêmio joga, no Olímpico, a sua classificação contra o Universidad Católica. Se ninguém se machucar no jogo contra o Cruzeiro-POA (tomara que não aconteça), ao menos um prejuízo já é certo para o jogo da Libertadores: os atletas estarão em condições bem piores do que estariam se o jogo fosse, por exemplo, no Complexo da Ulbra, em Canoas. A melhor chance do Grêmio, todos sabemos, é a partida no Monumental. Pois é, graças ao irritante presidente da FGF já largamos com uma provável desvantagem no mata-mata contra os chilenos.

Ninguém gosta desta porcaria de campo de plástico. Ninguém, nem mesmo os quero-queros, que não podem aninhar-se nesta porcaria artificial.

Porcaria de ideia teve o senhor Noveletto. O Passo d”Areia, que deveria passar a ser chamado de Passo do Plástico, não tem que ser irrigado, não tem que ser aparado, não tem que ser protegido contra a chuva ou o frio, porém, não tem condições da prática segura do futebol.

Que tristeza é o Passo do Plástico, não tem grama, não tem vida, não tem mais a areia, já não tem os quero-queros.

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