Borges e Márcio, Gauchão 2011 vai ter finais

 

Márcio Chagas ficou satisfeito com o resultado do seu trabalho, povo da beira do rio também.

O Grêmio perdeu, nos pênaltis, a Taça Farroupilha. Essa perda, no entanto, começou já há bastante tempo, ainda lá na primeira rodada, quando o Imortal escalou um time injustificável contra o Cruzeiro-POA  e perdeu a partida. Se tivesse ao menos empatado aquela outra partida o Gre-nal teria sido no Monumental, a historia, então, seria bem outra, todos sabemos. A realização deste jogo na beira do rio poderia ter sido evitada em outros momentos. Em Caxias, por exemplo, se Gilson não tivesse tido a infeliz ideia de empatar (para o Juventude) um jogo que o Grêmio já tinha praticamente ganhado. Se Borges não tivesse entrado num abismo técnico e existencial que o fez perder cerca de quatorze mil gols nos últimos meses. Se a arbitragem tivesse marcado o escandaloso pênalti de Bolívar no segundo tempo da partida deles contra o Santa Cruz pelas quarta-de-final. Enfim, um monte de coisas deram errado. Até a tentativa de Renato de fortalecer a defesa e ‘blindar’ a frente da área do Grêmio deu errado. Poderia ter dado certo, até estava dando, não fosse a súbita cegueira da arbitragem no lance absurdamente validado do gol de Damião. (Já ouvi falar de uma doença – ou sintoma – chamada cegueira noturna. O caso de hoje foi de cegueira vespertina. Será que isso existe?)

No fundo, acompanhando Grenais há tantos anos, não estou indignado com a forma como o adversário conseguiu seu gol. Já me acostumei a esses erros. Sempre favorecendo o mesmo lado. Já me acostumei até à ‘isenção’ da mídia, que fica discutindo uma falta clara e indiscutível como aquela, que fica dizendo que aquele é um lance polêmico. Ora, a polêmica só se instalou porque o juiz deixou de fazer aquilo que qualquer pessoa mais ou menos racional e com razoável saúde visual faria: marcar a falta. Não marcou, eis daí a polêmica.

O Grêmio perdeu, nos pênaltis. Talvez, se não tivéssemos tantos desfalques, ou se a direção tivesse feito alguma contratação decente neste ano, se tivesse realmente dado a mão ao Renato e ‘pegado junto’ com o treinador não tivéssemos um time tão enfraquecido como foi o deste Gre-nal.

Quem sabe? Talvez. Se isso, se aquilo… Muito pouco para algo tão grandioso quanto o nosso Grêmio.

A defesa

Quanto ao Renato, que dizem ter errado na escalação inicial, me sinto incapaz de criticá-lo. Sem material humano fica difícil. Nem o Mourinho consegue. Para encarar o Barcelona, em Madri, Mourinho, que tem um milionário time de estrelas, armou, na quarta-feira passada, uma megarretranca que não funcionou, não deu um chute a gol e ainda perdeu o jogo por dois a zero, deve ter perdido também a vaga na final e, consequentemente, o campeonato. Renato, amigos, não tem um time de estrelas. Renato tem um grupo reduzido de atletas, descontado, ainda, de algumas de suas principais peças. Coitado, Ele tem que se virar. Fez o que pode para evitar que nossa frágil defesa fizesse fiasco no Grenal como, aliás, tem feito nos últimos jogos. Bem, acho que a ideia deu certo, pela primeira vez em muitas partidas a defesa do Grêmio não foi fiasquenta.

O Leandro

Leandro deveria ter começado jogando. Eu acho. Porém, tento entender o que Ele pretendeu. Willian Magrão, o terceiro volante, foi escalado por uma razão bastante simples e compreensível: tentar conter o ímpeto inicial do adversário, que jogava em casa e tinha o apoio maciço da torcida (além do apoio da arbitragem, nitidamente evidenciado, além do lance do gol, na desproporção do número de faltas marcadas no primeiro tempo), era importante não levar gol no início do Grenal, era imprescindível. Penso que a saída de um volante já estivesse programada para o segundo tempo quando, aí sim, Leandro deveria entrar, inteiraço, e infernizar a já desgastada defesa vermelhenta. Plano abortado por duas razões, a lesão de William e o gol de Márcio Chagas, quero dizer, de Damião. Há os que defendem que, já que o esquema era com um único atacante, que esse atacante fosse Leandro, o melhor do grupo. Acho errado. Nenhum treinador minimamente responsável iria lançar um menino franzino como Leandro, estreante em grenais, inteiramente só contra a fúria sangrenta de bandidos – no bom sentido – como Bolívar, Guiñazu e Rodrigo. Melhor que fosse algum outro, mais velho, mais experiente, mais forte.

O Borges

Ei, Borges, vai tomar no…

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