Domingo que vem

 

Depois da tempestade vem a bonança, ou a enchente. Para o Corinthians, o ano de 2011 tem sido uma sucessão de fracassos e decepções. Na Libertadores, nem chegou a entrar efetivamente, ficou na Pré, até conseguiu chegar à final do Campeonato Paulista, no entanto foi derrotado pelo Santos e amargou mais um insucesso. Problema deles.

2011, para o Grêmio, nem sei se já começou mesmo. Horas e horas de papo-furado, de negociações mal sucedidas ou abandonadas, nenhum investimento ‘inegável’ na qualificação do grupo, uma sub-reptícia e rasteira ‘secação’ ao próprio treinador, um antigo desafeto do presidente, são toda a ‘contribuição’ de Paulo Odone e Antônio Vicente Martins, por enquanto. Quem sabe esse comportamento muda?

A chance para a mudança já se apresenta no próximo domingo, quando o Grêmio faz sua estreia no Campeonato Brasileiro, contra o Corinthians, de Tite, o treinador do último título relevante do Tricolor. É sim, o último, pois, ao contrário do que acredita o presidente, 2005 não foi o maior ano da história mais que centenária do Grêmio. A “Batalha dos Aflitos” – quem a viveu entenderá – jamais deverá ser esquecida, por suas circunstâncias, por sua importância na sobrevivência da instituição, que esteve, literalmente, á beira da morte após a marcação daquele segundo pênalti. Mas tudo isso já passou, o Gauchão é findo, a “Batalha” acabou há muitos anos. Já não há tempo para a contemplação do passado. As coisas que já ganhamos jamais nos serão tiradas. As taças que conquistamos adornam nossos museus, mas já é hora de partir, séria e definitivamente, em busca de outras. É hora de erguer os olhos para o futuro e pensar grande. É hora de ser Grêmio, um Grêmio só, o Grêmio de todos. Chega de ser o Grêmio do Odone. O Grêmio é nosso, e o nosso Grêmio é vencedor.

Domingo que vem começa um novo campeonato, começa tudo de novo. E novo, presidente Odone, tem que ser o sonho da atual direção, que ao que parece, ainda está em 2005, ainda vive o delírio da epopeia dos Aflitos, que ainda sonha em voltar à Série A. Já voltamos, presidente, e ela começa, mais uma vez, no domingo que vem. Vamos ganhá-la. Por que não? Quem sabe se o senhor pensasse grande…

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