Um bom trabalho de base

 

Quase sempre (ou seria mesmo sempre?), quando a mídia lembra de falar algo sobre as equipes de base do Grêmio é para dizer que “lá não tem ninguém aproveitável”. Será que estou fazendo drama, que sofro de mania de perseguição? Ou será que é isso mesmo, que é assim que eles têm se referido à base do Tricolor nos últimos tempos?

Saimon (Foto: Site Oficial do Grêmio)Nos últimos anos, sempre que ouço referência a alguma futura promessa que esteja por surgir no futebol gauchesco, normalmente ela se refere a algum menino lá da beira do rio. Foi assim com os gêmeos Diego e Diogo. Alguém ainda lembra deles? Pois é, foram pintados como valiosíssimos craques muito tempo antes de entrarem em campo e provarem que não eram nada disso. Foi assim também com um tal de Tales, que nunca jogou. Assim foi com Marquinhos, Taisson e tantos outros. Parece que lá na beira do rio nasce um craque a cada meia hora. O próprio Renan, esse mesmo que comete umas quinze falhas e toma um frango por partida, já foi pintado, quando júnior, como “o futuro melhor goleiro do mundo”. Não sei em que mundo, só no deles mesmo.

Enquanto isso, lá pelas bandas da Azenha, quando surge algum guri no time, quase sempre é uma grande surpresa. Ninguém sabia que ele existia, ninguém o tinha notado, ninguém tinha achado que era bom. Foi assim que surgiu Andershow, hoje no Manchester United, de surpresa, sem ser notado. Foi assim, também, com Lucas, Carlos Eduardo, Mário Fernandes e, mais recentemente, com Leandro. Estavam lá na base, estavam mostrando seu talento, a mídia, porém, não os havia notado, ninguém achava que fossem bons. Sei lá, deve ser paranoia minha, pura mania de perseguição.

A zaga do Grêmio na vitória de ontem, contra o Bahia, incluindo o goleiro, era composta por quatro jogadores da base. Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Saimon e Neuton. Só Rafael Marques era ‘estrangeiro’. Fernando, que começou a partida, e Leandro, que entrou na segunda etapa, totalizaram seis ‘pratas da casa’ utilizados por Renato na vitória de ontem.

Sei não, mas acho que tem gente trabalhando lá na Azenha. Ainda que a mídia (que deveria ver isso) não veja, a verdade é que o trabalho existe. Um bom trabalho, que não começou nesta direção, que não é a política de uma gestão, mas que é uma política de clube. Uma saudável política. A Coordenação Geral das Categorias de Base está de parabéns. Eu acho.

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Uma consideração sobre “Um bom trabalho de base”

  1. Cara, achei bem legal o texto, mas tem um porém: embora o Mário e o Leandro tenham sido bem pescados, ficaram um ano, no máximo, na base do Grêmio. Não sei se colocaria eles como “prata da casa” – pelo menos não da nossa casa. Mas, sem dúvida, o trabalho das categorias de base está dando muito certo. Falta só ser coroado por um título de expressão no time de cima.

    Saludos,
    Fagner

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