Vamos lá, Pelaipe, faça melhor do que isto

Já faz algum tempo que o Grêmio vem demonstrando indícios de estar sofrendo um lento processo de apequenamento. Este ano, porém, o clube passou a dar verdadeiras evidências de que este apequenamento é real.

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Por Alves Rodrigues

Paulo PelaipeKleber já esteve muito próximo do Imortal, tão próximo que sua contratação, ontem, era dada como quase certa e o anúncio de seu nome como novo reforço do Tricolor era "uma questão de horas". As coisas, porém, mudaram bastante de ontem para hoje e o que se diz agora no centro do país é que o atleta estaria praticamente acertado com o Corinthians.

Reconheço as qualidades do palmeirense Kleber, mas não fico tão entusiasmado com a possibilidade de sua vinda quanto a maioria dos torcedores do Grêmio. As razões desta minha falta de entusiasmo as expus no post anterior, então não necessito repetí-las aqui. Para mim, portanto, uma eventual reviravolta no rumo desta negociação não seria nenhuma grande decepção. Não vejo tanta semelhança assim entre o que está ocorrendo agora e o que ocorreu no início do ano quando da tentativa fracassada de repatriar o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho. Ao contrário do que ocorreu naquela oportunidade, quando o Grêmio chegou a anunciar, através de seu presidente, um acerto com o irmão mais novo de Assis e de chegar até mesmo a organizar uma grande festa para a recepção do ex-craque, desta vez o Tricolor, em nenhum momento ousou falar que havia chegado a acordo com Kleber, sempre soubemos que o que havia era uma tentativa de contratação, uma negociação como tantas outras que já assistimos e que, por isso mesmo, poderia concretizar-se ou não.

Sendo assim, se Kleber não vier para a Azenha, se for parar no Parque São Jorge ou em qualquer outro lugar, não ficarei excessivamente frustrado. Até porque frustrantes mesmo foram as palavras publicadas no site FinalSports e atribuídas ao executivo Paulo Pelaipe.

Já faz algum tempo que o Grêmio vem demonstrando indícios de estar sofrendo um lento processo de apequenamento. Este ano, porém, o clube passou a dar verdadeiras evidências de que este apequenamento é real. Foi o que se pode ver no desfecho da "novela Ronaldinho" e no caso da fuga de Jonas pela porta dos fundos do Monumental. Aqueles episódios foram tipicamente de clubes amadores, dirigidos por pessoas ingênuas e despreparadas, enfim, coisa de ‘time pequeno’. Sabemos que o Grêmio não é um clube amador e que seus dirigentes não são (ou ao menos não deveriam ser) ingênuos e despreparados. No entanto, pequeno foi o Grêmio nestes dois episódios, como pequeno foi também, quando após ter apresentado Vinícius Pacheco no Olímpico teve de devolvê-lo ao Flamengo apenas porque Antônio Vicente Martins havia ‘esquecido’ de, antes de apresentar o jogador, contratá-lo junto ao clube que detinha seus direitos federativos, naquele caso o Flamengo. Teve também o caso do executivo contratado a peso de ouro e que estava tentando contratar (e alardeando a contratação) um jogador que não poderia atuar pelo Imortal, pois já havia estourado o número de transferências em uma mesma temporada. Enfim, em 2011, mais do que indícios, o que tivemos foram evidências de que nosso Grêmio se apequena. As palavras de Pelaipe vão neste sentido. Quando ele afirma que "o torcedor tem que estar orgulhoso do Grêmio por estar disputando o jogador com outros clubes", o que ele está querendo dizer? Que somos torcedores de um pequenino time do Sul disputando um atleta com o ‘grande’ Corinthians Paulista? É isso? Ora, senhor Pelaipe, isso é muito pouco para que sintamos orgulho. Que o Grêmio esteja pretendendo contratar um atleta que desperta o interesse de outros grandes do futebol brasileiro não significa rigorosamente nada, isso é absolutamente natural, afinal, o Grêmio é um dos grandes também, um dos maiores. Ao menos costumava ser.

Vamos lá, Pelaipe, faça melhor do que isto. Faça mais do que apenas tentar, consiga. Daí sim, daí poderemos nos orgulhar.

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Uma consideração sobre “Vamos lá, Pelaipe, faça melhor do que isto”

  1. Indubitavelmente o Grêmio de tantos títulos esteja nessa situação vexatória. Após a Copa do Brasil 2001, onde sagrou-se campeão, este vem em um processo decadente e sem perspectivas de melhora. Até porquê, seus dirigentes, infelizmente, perderam a ambição de ganhar títulos. Pois o Grêmio vive de futebol, respira futebol, e só existe porque é Grêmio.
    Temo que o meu Grêmio sofra mais do que agora, pois, pensando pequeno, acabará colocando-se em um patamar menor, que, venhamos, não é lugar para vencedores.
    Grêmio, reerga-te, luta, batalhe para retomar as vitórias, retomando o lugar que é seu. O de primeiro lugar.
    DÁ-LHE, GRÊMIO! AVANTE, CAMPEÃO DO MUNDO!

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