Grêmio em perigo: Odone e Roth ainda podem se acertar

 

Celso Roth (que admiração!!) é muito generoso com a avaliação que faz de si mesmo e de seu trabalho, porém, na avaliação que faz do trabalho alheio (admiração de novo) é impiedoso e (por que não dizer?) até antiético.

Por Alves Rodrigues

Foto: Tatiana Lopes/Agência RBSA colocação intermediária do Imortal, longe do risco de rebaixamento – e mais longe ainda do ‘risco’ de conquistar uma vaga à Libertadores, pode sugerir a avaliação do trabalho do treinador como exitosa. Afinal, o Tricolor não vai disputar a Série B 2012 mas sim a Sul-americana. Missão cumprida Belo trabalho, que só não teve mais sucesso devido aos prejuízos causados pelo treinador do primeiro semestre, Renato Portaluppi.

Foi um trabalho exitoso o que Celso Roth realizou no Grêmio nesta sua QUARTA (credo!!) passagem pelo clube. Essa é uma avaliação ponderada, isenta e sem qualquer influência ou vaidade feita PELO PRÓPRIO CELSO ROTH.

É claro que não é nada disto. Roth veio como última alternativa antes de um rebaixamento quase certo após a saída de Portaluppi. Conseguiu livrar o clube da queda, mas vamos parar por aí. Isso foi tudo o que ele conseguiu. E, muito sinceramente, não posso concordar que foram os problemas anteriores à sua chegada que determinaram essa colocação esdrúxula a apenas três rodadas do final do campeonato. Não foi por causa de Renato que o Grêmio não conseguiu avançar mais no returno deste Brasileirão.

Aliás, foi em condições muito semelhantes e talvez até mesmo piores, que Renato assumiu o Tricolor na temporada passada. Naquela oportunidade Ele não só livrou o Grêmio do rebaixamento como o levou à condição de de participante da Libertadores. Renato estabeleceu, com o Grêmio, um novo recorde para o Campeonato Nacional, fez a melhor campanha do returno e conduziu o time do 19º lugar para a 4ª colocação. Isso, amigos, é êxito.

Celso Roth (que admiração!!) é muito generoso com a avaliação que faz de si mesmo e de seu trabalho, porém, na avaliação que faz do trabalho alheio (admiração de novo) é impiedoso e (por que não dizer?) até antiético.

Pobre Celso Roth, parece que nunca vai aprender.

Foto: Eduardo Cecconi / GLOBOESPORTE.COMNo entanto, a ideia de jogar a responsabilidade pelo fracasso total que foi a temporada de 2011 sobre as costas do ex-treinador não é nem um pouco original, há muito tempo que o presidente Paulo Odone vem usando o nome Dele, Portaluppi, como justificativa para todos os insucessos desta temporada. Incapaz de reconhecer os próprios erros o presidente ditador terceiriza a responsabilidade pelas derrotas todas que amargamos na atual temporada.

Odone e Roth se parecem, se merecem, pensam o futebol de maneira quase idêntica, não são muito afeitos a grandes conquistas e adoram culpar os outros pelos erros que cometem. Eles se parecem, se merecem. Creio até que gostem (um pouco) um do outro.

Que droga, estou com medo de que Roth possa continuar por aqui em 2012.

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