Só depois da LDU

(Foto: Anderson Fetter/Agência RBS)
(Foto: Anderson Fetter/Agência RBS)

Não sei se estou certo ou errado, o que sei é que me incluo entre aqueles que conseguem perceber uma relação entre o início de algumas séries vitoriosas dos grandes clubes gaúchos e a inauguração de novos estádios. Foi após a inauguração do Estádio Olímpico, na metade do século passado, que o Grêmio iniciou uma longa série de conquistas no Rio Grande do Sul. Campeão estadual doze vezes em um período de treze anos, tornou-se, para mim, um verdadeiro rolo-compressor. Não foi diferente na década de oitenta. Inaugurado em 1980, o Olímpico Monumental demorou apenas três anos para se tornar a casa do Campeão do Mundo. Isso pra falarmos apenas do Grêmio, pois se formos olhar lá pros lados da beira do rio veremos que as coisas também se deram de forma muito parecida.

E por pensar nessas coisas, e acreditar nelas, é que fui desenvolvendo grandes expectativas quanto ao futuro do Tricolor após a inauguração da Arena. No entanto hoje, exatamente um mês após a inauguração de nosso novo estádio, me vejo forçado a confessar que essas expectativas não avançaram, pelo contrário.

Todo gremista, jovem ou antigo, conhece e se orgulha do passado vitorioso de Fábio Koff. Ninguém tem o direito de duvidar da capacidade desse velho gremista, eleito, ainda lá em outubro passado, para mais um mandato presidencial.

Não aconselho a nenhum gremista que leve muito a sério comentários e interpretações da mídia gaúcha sobre assuntos do Imortal. Sei lá, às vezes me parece que essa gente tem uma visão meio negativa – e em alguns casos, até quase terrorista – sobre quase tudo que se refere ao Grêmio. Porém, o presidente Koff me faz imaginar que eles talvez pudessem ter razão quando diziam que a única motivação de sua candidatura era a vaidade. Desde o dia de sua posse até hoje, pouco se viu do atual presidente que fizesse lembrar o grande vencedor do passado. Começando pelo discurso humilde, quase pessimista de Fábio Koff, passando pela equipe administrativa que montou (inexperiente e pouco vibrante) e concluindo com aquela lamentável entrevista que, na intenção de, por vaidade e/ou inveja, atacar o ex-presidente Odone, acabou por atingir a honra do próprio Grêmio, vejo que não tinha mesmo muitas razões para continuar alimentando minhas felizes expectativas.

Sem nenhuma contratação expressiva até o momento, não vejo crescerem nossas possibilidades no confronto contra a LDU. Claro que não dá pra ficar achando que o Imortal vai ficar fora da Libertadores por ter cruzado contra a LDU na pré. Na verdade, acho que não fomos nós que demos azar no sorteio, mas sim eles que tiveram o azar de pegar o Grêmio. Apenas eu gostaria de ver um pouco mais de otimismo e alegria  lá na Azenha. Principalmente eu gostaria de ver um pouco mais de atividade de parte dos homens responsáveis pela montagem do primeiro time do Tricolor na Arena. Menos especulações, menos nomes aventados e mais efetividade nos negócios. Mais juventude, mais talento, mais velocidade, isso que eu gostaria de ver no novo estádio.

Não será nada fácil conquistar a Libertadores 2013. Mas devemos considerar, ao menos teoricamente, que o Grêmio, por sua grandeza, por sua torcida e por seu passado glorioso, tem o direito de ter boas expectativas quanto ao seu sucesso nessa competição. No entanto, para sonhar com o título da LA2013 ainda nos falta o mais importante: garantir a nossa participação. Do jeito que eu vejo as coisas, Libertadores, para nós, começa só depois da LDU.

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