Grohe ou Dida, Monumental ou Arena. A gente tá podendo escolher

A gente tem dois goleiros

(Fotos: Wesley Santos/PressDigital)
(Fotos: Wesley Santos/PressDigital)

Não é de hoje que defendo a titularidade de Marcelo Grohe. Já escrevi sobre isso ainda em 2011.

De lá para cá, nada ocorreu que me fizesse mudar de ideia. Achava que Marcelo merecia ser titular e ainda acho.

Luxemburgo, no entanto, dá indícios de pensar diferente. Daí eu penso: quem sou eu pra ficar duvidando das escolhas de Luxemburgo?

Embora muitos não queiram aceitar, e até mesmo tentem desmentir, o fato é que o Tricolor tem mesmo uma escola de goleiros. Historicamente o clube tem formado goleiros titulares da primeira divisão do futebol nacional. Não é por acaso que o goleiro titular do campeão mundial 2012, o Corinthians, é oriundo da base gremista. O Grêmio forma bons goleiros, isso é um fato. Marcelo Grohe é apenas mais um dos bons produtos da marca Grêmio. Ninguém tem o direito de se surpreender. Outros grandes goleiros vieram antes dele, outros tão grandes ou até maiores ainda virão.

Gustavo Bussato,  até agora, indica que seguirá por esse mesmo caminho trilhado por tantos outros. No entanto, não acho que o Grêmio devesse ir para uma Libertadores com Grohe em campo e Bussato no banco. Seria uma temeridade, uma imprevidência. Não duvido das qualidades de Bussato, mas não acho correto – nem mesmo justo – corrermos o risco de, em alguma emergência, vermos depositada sobre suas jovens e inexperientes mãos a responsabilidade de decidir a continuidade do Imortal na Libertadores 2013.

Então, nunca fui contrário à contratação do velho Dida. É claro que sempre acreditei que a intenção do Grêmio era contratar um reserva experiente e confiável para o titularíssimo Marcelo Grohe. Mas parece que mais uma vez eu estava enganado.

Não tem como não aceitar que a decisão de Vanderlei Luxemburgo de entregar a titularidade a Dida é das mais discutíveis, mas daí eu volto à pergunta que me fiz logo no início desta postagem: quem sou eu pra ficar duvidando das escolhas de Luxemburgo?

Juro que, a princípio, achei que isso era apenas uma baita injustiça perpetrada contra nosso ótimo jovem goleiro – mais uma, mas o tempo me fez perceber que talvez não se trate apenas disso. Sei lá, tô achando que Luxemburgo, que jamais ganhou uma Libertadores, tá com muita vontade de ganhar a primeira. Luxemburgo escolheu Dida por algum motivo e eu, honestamente, confio muito no Vanderlei.

Dida começa como titular e, para qualquer emergência, a gente tem o Grohe.

Ah, vamos combinar, a gente tem dois goleiros e pode se dar ao luxo de escolher. Não tem crise, o que tem é má vontade dos ‘especialistas’ da mídia.

A gente tem dois estádios

Monumental e ArenaAndo cada vez mais convencido de que cavalos têm chifres e que só não os veem quem não quer. Eu não consigo, por exemplo, ver problemas em o Imortal voltar a mandar alguns jogos no nosso velho e amado Monumental.

Tem um monte de gente dizendo que o Tricolor está pagando mico ao decidir iniciar o Gauchão 2013 no Olímpico. Mas onde está o mico?

Vamos aos fatos: a tabela do regional estabelece que o Grêmio detém os mandos de campo nos jogos contra Canoas e Santa Cruz. Isso significa que o Imortal escolhe onde esses jogos serão realizados. Nada há que obrigue o Tricolor a realizar essas partidas na Arena. Ora, se o Grêmio pode escolher, ele que escolha segundo suas próprias conveniências, que faça o que julgar melhor para si e para seus interesses. Quem quiser estranhar, estranhe. Ninguém, porém, tem o direito de achar que está errada a decisão, ninguém tem o direito de criticar uma escolha que pertence única e exclusivamente ao Grêmio.

Eu não vejo nenhum problema em voltarmos ao Monumental. Pra mim esse cavalo é mocho. Mas tem gente que insiste em ver as guampas do bicho.

(E espero que o ex-presidente Odone, que promete se pronunciar na segunda-feira, não seja tão infeliz quanto já foi o atual, Fábio Koff, na hora de falar sobre as coisas da Arena.)

Argumentam que o estádio já teve seu último jogo oficial, que já houve despedida e que muita gente até já chorou após o último Gre-nal. Verdade. Mas e daí? A gente vai no Olímpico ‘pela última vez’ mais algumas vezes. Sem problema. A gente se despede do velho casarão outra vez. Sem problema.

E se a gente tiver que chorar, a gente chora outra vez. Qual é o problema. Cadê o mico?

Mico é não ter estádio pra jogar. O que é exatamente o caso de um outro clube (metido a) grande de Porto Alegre.

Ah, vamos combinar, a gente tem dois estádios e pode se dar ao luxo de escolher. Não tem crise, o que tem é má vontade dos ‘especialistas’ da mídia.

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