Que estrago fez o Huachipato

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A decisão de escalar o time titular na partida de logo mais contra o Veranópolis nada tem a ver com o Campeonato Gaúcho. O foco segue na Libertadores. Enquanto o time da Serra vem à Capital disputar uma partida de três pontos, o Imortal aproveita para realizar mais um treinamento para a partida (quase) decisiva contra o Fluminense, quarta-feira, no Rio.

E é bem assim que estamos. Em apenas 90 minutos passamos da euforia à depressão.

Que estrago fez o Huachipato!

Dez em cada dez ‘especialistas’, antes do jogo contra os chilenos, apontava o Grêmio como vencedor, não como favorito, mas como vencedor mesmo. Antes de iniciar o jogo da última quinta-feira o vencedor era o Grêmio. Ao menos noventa e sete de cada cem torcedores achava a mesma coisa. A euforia gremista se justificava. O time, no papel, apresentava poucos defeitos. Saimon e Pará, antes da partida, eram, talvez, as únicas coisas a lamentar. Porém, o que ninguém esperava era que o papel apresentasse tamanho furo. A saída de Fernando abriu um furo no centro do papel, que logo foi rasgado pelo adversário. Em poucos minutos o Huachipato tornou-se senhor do jogo, dono da bola e comandante do ritmo da partida. Sem se importar com o gramado venceu ao Grêmio e atirou nosso papel (rasgado) em um canto.

Antes a euforia, agora apenas dúvidas e incertezas. Agora todos desconfiam de todos e tudo que estava programado sofreu alteração.

Agora que era a hora de jogar com os reservas, meu Deus. Agora que era a hora de poupar as forças e concentrar o pensamento na Libertadores.

No entanto, como dizer que a decisão de escalar titulares contra o Veranópolis está errada? Como afirmar isso agora, agora que tudo o que temos são dúvidas e desconfianças?

Elano não consegue jogar um jogo inteiro, parece fraco e cansado. Será que Elano aguenta? Zé Roberto tem quase quarenta anos e, apesar de todos elogiarem sua ótima condição física para alguém de quase quarenta anos, o que fica é que o Tricolor tem como principal peça de seu meio-campo um homem de quase quarenta anos. Não duvido que o Zé brilhe hoje, contra o Veranópolis é fácil. Quero ver na hora que a coisa apertar.

Para ser campeão de alguma coisa não é suficiente um bom time de papel, mesmo que esse time se ajuste e passe a atuar bem, ainda assim pode não ser suficiente. Para ser um vencedor não basta ser bom. Para ser um vencedor é preciso ter um espírito vencedor,  Desde o ano passado, na hora em que a coisa aperta, na hora em que é preciso ter garra, vontade e espírito vencedor a gente falha. Desde o ano passado, nessa hora o treinador se atrapalha, a defesa falha, o Zé se some e o ataque se omite. Novas peças chegaram, novos atacantes, novos defensores, mas ainda temos o mesmo velho Zé.

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