Um jogo de panelas novo, a vitória de Maria Louca

conjunto-jogo-de-panelas-aluminio-antiaderente-5-pecas-panex_MLB-F-3008384196_082012

Bem sei que o mundo não tem que ser exatamente como eu gostaria que fosse. Não pode ser.

O avesso da verdade, diariamente exposto nos telejornais como se verdade fosse,  há muito passou a consumir meu fígado e me roubar o sorriso. Já não assisto TV. Afora algumas partidas de futebol ao vivo (preferencialmente as do Grêmio, aliás, bastante raras na TV aberta), pouco ou nada assisto. Eu já nasci burro, e decidi que não tinha nenhuma necessidade de me aperfeiçoar na burrice. Foi por isso, então, que desliguei a TV.

Se eu posso, utilizando a internet, decidir qual a melhor e mais correta informação sobre as pautas que me interessam, por quê permitir que os diretores de redação da emissora A ou B escolham o que eu devo saber? Por quê eu deveria permitir que algum comentarista (especializado em todos os assuntos) viesse tentar me dizer o que eu devo concluir a respeito de determinado fato informado?

Se eu conseguisse perceber algum traço de isenção no jornalismo brasileiro, em qualquer emissora, poderia até tentar voltar a assistir os telejornais que produzem. Se conseguisse.

Acostumei-me a buscar informação na internet, uma fonte pural e, definitivamente, democrática. Do mais extremo liberalismo ao esquerdismo mais radical, tem de tudo na rede. Petistas convictos e anti-petistas viscerais, todos escrevendo e tentando ‘influenciar’ algum distraído internauta que acesse seus textos.

Já várias vezes afirmei que não acredito que algum de nós seja capaz de expressar uma opinião verdadeiramente isenta. Nossas opiniões, ainda que muitos não admitam, sempre estarão influenciadas pelas verdades nas quais acreditamos. Eu, por exemplo, sempre acreditei nas políticas públicas de inclusão e complementação de renda. Eu sempre tive uma visão positiva a respeito do Bolsa Família.

Eu sei que opinião todo mundo tem e que é preciso saber respeitar as opiniões contrárias. Mas juro que conheço gente que parece não ter opinião própria e que parece apenas repetir tudo o que lhe chegou através da mídia formal (rádios, TVs e jornalões).

Ora, quem faz da opinião destes senhores da informação a sua própria opinião há de passar os dias desacreditando de todo e qualquer governo que ouse ‘gastar’ dinheiro público com outras coisas que não sejam o financiamento da produção industrial ou do agronegócio ou saneamento de instituições financeiras em apuros.

Para quem ainda duvida do grau de manipulação da informação que os grandes grupos midiáticos são capazes de alcançar, o Caso Ford é emblemático. O avesso da verdade, foi isso que a mídia publicou durante anos tentando formar um consenso de que Olívio Dutra havia expulsado a montadora americana. Anos e anos batendo na mesma tecla até que a Justiça jogou luz sobre os fatos. A partir daí se calaram, silêncio total.

Pra quê eu vou querer receber informação a partir desse tipo de gente? Melhor buscar na rede. A mídia alternativa tem excelentes sites jornalísticos, não necessariamente isentos e imparciais, mas que oferecem, ao menos, um contraponto ao que nos é servido diariamente pelos senhores da mídia. A blogosfera está repleta de ótimos textos.

Tá certo que tem muito blog simplezinho, simplório até (esse aqui – aff!!). Nem tudo que se encontra na blogosfera corresponde à verdade, tem muita coisa inventada. Mas quem disse que não ocorre o mesmo em algumas famosas empresas jornalísticas? O que é preciso é ser seletivo na pesquisa, garimpar em meio aos milhares de textos aqueles que realmente valem a pena ser lidos e até mesmo compartilhados.

Eu gosto de políticas públicas de inclusão. Eu gosto de ler textos na internet. Eu gosto do Bolsa Família. E eu achei um ótimo texto na internet.

ÓTIMO.

Um texto de Rita de Cássia de Araújo Almeida, Psicanalista, trabalhadora de CAPS da Rede de Saúde Mental do SUS, que aborda o tema da inclusão. Que fala dessa porra de políticas públicas,  de complementação de renda, de inclusão social. Um texto que narra a experiência de uma beneficiária do Bolsa Família, esse programa premiado internacionalmente, e que a mídia insiste em vender como algo ruim, puramente assistencialista e apenas capaz de gerar cidadãos dependentes do Estado.

Você consegue realmente entender o que é ser alguém sem renda suficiente para ser considerado pobre? Você acredita que tem razões bastante justificadas para se declarar contrário a programas sociais como o Bolsa Família (caso você seja contrário, né)? Você tem certeza que o dinheiro público utilizado nesse tipo de programa deve ser considerado gasto e não investimento? Você está completamente certo de que não quer dar ao menos uma olhadinha no texto da Drª Rita de Cássia?

Sinceramente, eu sugiro que clique no link abaixo e leia.

Entre Maria Louca e Maria Maluquinha tem um Bolsa Família.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s