Grêmio 5×0 ninguemnacional – Alma lavada

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A alma foi lavada.

Quem agora vai querer lembrar o Grenalzinho de 1997, aquele do Fabiano? Aliás, quem é mesmo Fabiano? Nem lembro mais. Acabou esse papinho de 5 a 2. Da hora agora é 5 a 0, o Gre-nal do Luan. O grande e inesquecível primeiro Gre-nal da Era Roger.

luan5a0

À medida que os dias passavam e o final de semana se aproximava ia ficando cada vez mais evidente que o Grêmio ia enfrentar um adversário perfeitamente batível na Arena. As notícias vindas da beira do rio só faziam demonstrar que o ninguemnacional vivia profunda crise e o ambiente de seu vestiário parecia já destruído. A intempestiva demissão de Diego Aguirre era a prova concreta de que o vulcão entrara mesmo em erupção.

Meu único medo era que o Tricolor, mais uma vez, não fosse capaz de aproveitar as oportunidades e acabasse deixando escapar um adversário que havia tão bem se preparado para perder.

Graças a Deus isso não aconteceu. Afora o susto pregado por Douglas, o Imortal foi competente nas conclusões. “Efetivo”, como gosta de dizer o Roger.

Como é bom torcer para um time que faz gols.  A alma fica lavada.

Interessante: depois do massacre de ontem não me sinto mais tão cansado. Uma goleada humilhante sobre nosso mais odioso adversário recarrega as baterias de qualquer gremista. Sinto-me renovado. Outra vez estou novo. Pronto para esperar pelo nosso próximo título que, se a efetividade demonstrada ontem persistir por algum tempo, talvez venha ainda antes do que eu pensava.

Chega, não vou me alongar muito. Eu ganhei de cinco a zero e não quero perder muito tempo com textos pouco inspirados como esse. Quero voltar a fazer o que estava fazendo desde as 19:10 h de ontem: rir.

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Contra o Coxa nas oitavas, e cansado

Um clube que ano após ano forma times que têm dificuldade para fazer gols cansa a gente.

Quantos seriam os gremistas que realmente acreditam que o Grêmio tem alguma possibilidade de conquistar o Campeonato Brasileiro em 2015? Pouquíssimos, com toda a certeza. A necessidade de conquistar algum título o mais rápido possível, isso ninguém discute. Assim, a Copa do Brasil se apresenta como uma oportunidade, digamos, menos impossível.

Será?

A gente vai enfrentar o Coritiba na fase de oitavas. O mata-mata começa em Curitiba em 19 de agosto e se decide aqui na Arena no dia 26. Atual lanterna do Brasileirão, convenhamos, o Coxa é um adversário que qualquer clube do ‘pote 1’ gostaria de enfrentar, ainda mais com a segunda partida em casa. O sorteio foi bom para o Tricolor. Chegar às quartas parece uma tarefa bem pouco espinhosa. Parece só.

Eu poderia dizer que o problema é o que virá depois do time paranaense. Poderia. Mas para um time tão imensamente limitado como o Grêmio, até o provável rebaixado Coritiba torna-se um adversário complicado. E não estou dizendo isso porque o Tricolor já andou perdendo para o Coxa recentemente. Não, não é isso. Isso foi ainda no tempo do Felipão, e esse tempo já passou. Vivemos a ‘Era Roger’. E na Era Roger, embora a inegável mudança anímica da equipe, a verdade é que todos os defeitos originados da pouca qualidade geral do elenco permanecem como um impeditivo a sonhos maiores para a Nação Tricolor.

Se o Imortal inventar (toc-toc-toc) de perder o primeiro jogo, por exemplo, já vira um desespero a coisa aqui na Arena (que Koff disse que não era nossa, depois mentiu que era, e que após a prisão de alguns caras grandes da OAS parece que não é mais de ninguém).

O Grêmio tem precisado de umas 1489 chances de gol para poder fazer um só. Se essa falta de capacidade de definir que todos, absolutamente todos, os jogadores do Grêmio têm demonstrado diante do gol adversário já há bastante tempo retira qualquer chance do Imortal em um campeonato de pontos corridos, imagine-se em um duelo de mata-mata onde, em geral, a classificação se decide no saldo de gols simples ou qualificado.

Um time que tem dificuldade para fazer gols tem poucas chances de ganhar partidas. Ganhar campeonatos, então, bah!, nem se fala. Um clube que ano após ano forma times que têm dificuldade para fazer gols cansa a gente.

Eu me sinto cansado. Cansado de esperar que o Imortal volte a ser grande, que ganhe algum título. Cansado de ver, ao final de cada temporada, que o Grêmio tem um dos piores ataques do Brasil. Cansado de ver cara ruim jogando com a camisa do Tricolor. Cansado de presidentes e dirigentes que só sabem brigar e se alfinetar, e que, de futebol que é bom, pouco ou nada conhecem.

Eu tô cansado de perder gols, de perder jogos, de perder tempo. Eu ando a fim de ser campeão de alguma coisa, qualquer coisa.

Mas sei que isso não deverá acontecer ainda em 2015. Ano que vem quem sabe?

Ano que vem, então, a gente comemora… se eu já não estiver cansado demais.

– Dá licença, Seu prefeito?

– Dá licença. Seu Prefeito?

– Pois não. Mas eu não sou mais prefeito.

– Ah é, virou presidente, né?

– Pois é, agora sou o presidente.

– É muito difícil ser prefeito, né?

– Se é. Exige muito trabalho, muita dedicação.

– Como chegou a prefeito?

– Foi difícil, viu? Não é simples vencer uma eleição.

– O senhor mentiu?

– Hãm?? Que pergunta é essa?

– Sei lá, já vi candidatos fazerem isso. Mentirem para eleger a si mesmos ou seus apadrinhados.

– É, alguns fazem isso. É triste, mas é do jogo.

– Acha que foi um bom prefeito?

– Acredito que sim.

– Não conheço Osório. Só de passagem. Indo pra praia. Sabe como é, né?

– Sei. Mas é uma bela cidade.

– Tem um montão de cata-ventos, né?

– Geradores eólicos.

– O IDH de Osório cresceu durante seu mandato? Houve avanços na educação? E a saúde? O senhor construiu ou ampliou postos de saúde e contratou novas equipes médicas? O senhor aparelhou o hospital de Osório? Ah, me desculpe, Osório tem hospital?

– Meu Deus, quantas perguntas.

– O senhor investiu em moradias populares? Deu destinação correta ao lixo do município? A coleta seletiva contempla todas as ruas de todos os bairros? Tem coleta seletiva, não tem? O senhor investiu em saneamento básico, né?

– Deus do céu, qual a razão de tantas perguntas?

– Desculpa, Seu Prefeito, é que não entendo porra nenhuma de prefeitura.

– Tudo bem, meu amigo, não tem problema.

– Tá, agora é sua vez.

– Minha vez de quê?

– De fazer peguntas.

– E sobre o que eu lhe faria perguntas?

– Bom, eu não entendo nada de prefeitura e lhe perguntei sobre isso. Pergunte sobre futebol… Vai, me pergunta.

Um homem jamais deve cometer a tolice de ter a certeza de que está certo.

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