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A não aceitação da derrota.

 

 

 

Vencer aos Estados Unidos nunca foi difícil, não para o Brasil. Vencê-los numa  partida de futebol, não é mais do que obrigação.

Porém, vencer um jogo, qualquer jogo, depois de o estar perdendo por dois gols, isso é puro mérito.

O time de Dunga não teve, mais uma vez, a qualidade que seria necessária para ser considerado uma Seleção, mas teve algo que já foi tão notório no Grêmio e hoje não se vê mais no Tricolor, um sentimento que torna qualquer time muito maior do que se espera que seja: a não aceitação da derrota.

O time de Dunga continua ganhando. Dá pra discutir com o Dunga?

Ao final, a vitória de virada, com um gol de Lúcio, foi um justo premio ao único, além de Júlio César, grande jogador deste time.

Alguns insucessos, como o de Ramires, também devem ser considerados, mas minha decepção fica mesmo por conta de Pato. Acreditava muito no Alexandre, cheguei a escrever, em janeiro, que este seria o ‘ano do Pato’. Errei de novo. O tempo passa e o Pato não emplaca. Será quando?

Tá na hora do Pato.

 

Chega de esperar, tá na hora.
Chega de esperar, tá na hora.

 

O futebol está cheio de profissionais, desde jogadores, preparadores físicos, jornalistas, comentaristas e até treinadores. Apenas nós, os torcedores, é que somos amadores. Nós somos, invariavelmente, chamados de passionais, o que seria o contrário de racionais, pois esses seriam eles.

Em última análise pensamos com o coração, não usamos o cérebro, portanto não temos razão naquilo que pensamos ou dizemos, somos burros.

Ao longo do tempo temos sido acusados de achar-nos, cada um de nós, um treinador. No entanto, se Celso Roth pode treinar um clube da grandeza do Grêmio, se Dunga pode treinar a Seleção Brasileira, até quem é burro pode perceber que qualquer um pode ser treinador.

Se o Pato não começar jogando amanhã, se não se tornar, a partir desse jogo, o titular da Seleção Brasileira, então estou louco. O Pato não pode ser a reencarnação de Romário, uma vez que Romário não morreu, mas é sua re-edição.

Deixem o Pato jogar. Deixem o Pato voar. Deixem que Alexandre nos encante.

Deixem que encante a nós, todos nós, torcedores ‘profissionais’.

 

 

O Pato tá pronto.

 

alexandre vive 'o ano do pato'
alexandre vive 'o ano do pato'

 

Segundo prega a astrologia chinesa, o ano de 2009 é considerado como sendo o ano do Boi. Quem sou eu para duvidar? Afinal de contas, a sabedoria chinesa é lendária.

Mas é preciso considerar, pelo que temos visto nas transmissões da Band desde janeiro, que talvez não seja bem assim. Até agora, ao menos para mim, esse parece ser o ano do Pato.

O goleador milanês voltou a brilhar mais uma vez, aliás, como faz quase sempre. A jogada do segundo gol que fez contra o Siena, me lembrou muito aquela do gol que Pelé ‘quase’ fez no México em 70. É claro que, plasticamente, a jogada de Pelé foi perfeita, enquanto a de Pato, hoje, não foi tanto assim. Mas acredito que o raciocínio do menino paranaense hoje, deva ter sido, mais ou menos o mesmo que teve o Rei naqueles tempos.

Não estou querendo dizer com isso, que Alexandre seja, ou venha a ser algum dia, comparável a Pelé. Não é isso. Sempre achei que o Pato seria um craque do nível de Romário, o que já é muita coisa. Ainda acho isso. O que eu não achava antes e, comecei a achar neste ano, é que o Pato está pronto. Indiscutivelmente pronto para ser titular do time de Dunga. E pronto também para, pelo menos disputar, o título de melhor jogador do mundo.

Eu apostei que seria em 2011. Quem sabe não será antes?

Bah, daí eu perco essa aposta.