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Passeio em campo, festa nas ruas. Salve o Corinthians.

 

Por mais que eu respeite o santista Wagner Mancini e respeito muito, por mais que eu reconheça que seu time começou melhor na partida e que, mesmo que tenha chegado ao gol através de um pênalti inexistente, estava mesmo merecendo vencer, por mais que tudo isso seja verdade, ainda assim não posso deixar de reconhecer que foi um passeio.O gol de empate do Timão surgiu de forma inesperada, num momento que o time corintiano não levava ameaça ao adversário e, eu pelo menos, não imaginava que fosse marcá-lo. Mas a verdade é que marcou, através de André Santos, e dali para a frente, só o Corinthians jogou, não se viu mais o time de Mancini. Foi um passeio.

Para o segundo tempo as duas equipes voltaram iguais na escalação, porém bem diferentes na maneira de jogar. O Santos, que iniciara o jogo atropelando, na segunda etapa pareceu já começar perdido, não tinha força a equipe santista, não tinha mais a posse de bola e parecia não ter mais coragem ou mesmo vontade de tentar vencer. O time de Mano Menezes, ao contrário, esbanjava calma e maturidade, não forçou, não demonstrou muito interesse em marcar o segundo gol, não precisava. O Corinthians desfilou sua superioridade no segundo tempo, maduro o time não se deixou perturbar nem mesmo quando o Santos, já perdido, começou a abusar da violência. O Corinthians, com a tranquilidade típica de um grande campeão, apenas passeou durante o segundo tempo no Pacaembú. Foi um passeio.

Ronaldo não brilhou desta vez, não marcou, nem chegou a levar perigo ao gol de Fábio Costa, mas não precisava. Experiente, acostumado às grandes decisões, o Fenômeno limitou-se a ser uma presença ilustre, um convidado especial no passeio alvinegro, um time que, ao menos nesse Paulista, foi invencível.

Ao Corinthians, de Mano Menezes, as glórias do vencedor. Ao Santos, digno vice campeão, só lamento, mas domingo vamos vencê-lo no Olímpico.

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Domingo de finais.

 

  • Corinthians e Santos decidem definitivamente amanhã, quem será o campeão paulista deste ano. Invicto até o momento, o Corinthians sequer necessita manter essa invencibilidade. A vantagem do time da capital é tão grande que pode até perder por dois gols, que ainda assim fica com o título. Essa vantagem foi conseguida com a vitória de 3 a 1 no primeiro jogo, em Santos. Cheguei a pensar que as dificuldades que Mano Menezes sempre teve para fazer com que seus times vencessem fora de casa, já tivessem sido superadas, porém bastaram quatro dias e um jogo em Curitiba para que minhas dúvidas voltassem. Todas elas.
  • Do outro lado, no Santos, Wagner Mancini,  que até agora só havia  causado muito boas impressões nos lugares por onde andou, desta vez pisou na bola. Após haver resgatado o Santos das últimas posições do regional e chegado à final, conseguiu em poucos dias, ser eliminado da Copa do Brasil e perder o Campeonato Paulista. Embora ainda haja chance de o Santos ser campeão, ninguém acredita realmente que consiga. A tarefa é gigantesca. Wagner Mancini, com certeza ainda será um grande treinador, mas, ao menos nessa última semana, não foi isso o que demonstrou.
  • No Campeonato Mineiro tudo já está decidido. Resta ao Galo a obrigação de vencer ao Cruzeiro ao menos uma vez, mesmo que por um a zero. Na Copa do Brasil, depois da derrota em Salvador, as chances também ficaram muito reduzidas. É aguardar a realização destas duas partidas e depois ficar vendo quanto tempo mais o treinador Leão resistirá.
  • O campeão carioca de 2009 é mais difícil de adivinhar quem será. Está tudo igual depois do empate no primeiro jogo. A vantagem do Flamengo é que… bem, é o Flamengo. A vantagem que os botafoguenses consideram ter é a de que, desta vez Cuca está do outro lado. Será que chegou a hora de Cuca ser campeão? Ou será que 2009 é a vez do Botafogo?
  • Amanhã será um belo domingo de sol em Porto Alegre, com muita cerveja e futebol, mas só pela televisão. Final de Gaúchão só no ano que vem, se o Grêmio não ficar de fora outra vez.

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Ave Ronaldo, Rei dos Corintios.

Errei de novo. Achei que o Santos fosse vencer. Porém deu Corinthians, o Corinthians de Mano Menezes, fora de casa.

Dá para dizer muita coisa sobre este jogo. Foi um belo jogo. Superior durante todo o tempo, o Santos falhou muito nas conclusões, como já havia acontecido na noite de quarta, hoje, mais uma vez, a equipe santista abusou do direito de desperdiçar chances de gol. Tamanho desperdício porém, só foi possível devido às falhas da defesa corinthiana, do contrário o Santos não teria criado tantas oportunidades. Foram inúmeras chances para, ao final, marcar um único gol, que só aconteceu em razão de uma falha de Felipe. No entanto o saldo do goleiro corinthiano, que fez grandes defesas, é bem positivo, especialmente quando comparado a seu colega Fábio Costa.

Em tarde muito ruim, Fábio Costa falhou nos três gols do adversário. Nenhuma defesa fez o goleiro santista que, digamos a verdade, não contou com a ajuda de seus zagueiros que falharam nos dois últimos gols do Corinthians. Como se vê, foi um jogo de falhas. Todo mundo falhou. Todo mundo? Nem todos.

Mano Menezes, ainda que seu time tenha sido dominado o tempo todo, volta para São Paulo com a vitoria e com uma vantagem de dois gols, o que não é pouca coisa. O time de Mano Menezes ganhou jogando fora de casa, um jogo de decisão. Não, Mano Menezes não falhou.

E tem ele também. É, ele, o Ronaldo. Duas jogadas, dois gols, o segundo foi um golaço. Ronaldo não é mesmo de ficar falhando afinal, fenômenos não falham. Ronaldo Fenômeno, que agora me parece estar se tornando Ronaldo, o milagre, foi, viu, marcou e venceu. Ainda deixou o campo dizendo: “É bom ser rei. Mesmo que apenas por um dia. Ainda mais aqui na casa do Rei”. Pelé, o eterno rei da Vila deve estar pensando:

Ave Ronaldo, Rei dos Corintios!

pele