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O Grêmio, a OAS e a Operação Leva-Jato

O que é delação premiada? Diga-me o que sabes e te livro a pele ou diga-me o que quero senão te fodo?

Sei lá, mas seja o que for, esse Alberto Youssef (teria esse sobrenome a mesma origem de outro mais famoso: Rousseff?) não para de dizer coisas. Meu Deus!, como esse homem diz coisas. Será que ele não come, não dorme, não cansa, não pensa? Ele só diz.

Fofoqueiro. Alcagueta. Mais falso ainda que algumas edições do Jornal Nacional. Bah, o pior tipo de gente desonesta. Pior que um Judas, pois esse ao menos teve a dignidade de suicidar-se após sua delação premiada com moedas de ouro, coisa que não creio esse senhor tenha a intenção de fazer.

13022015

Que Youssef (e outros “premiados”) saia por aí contando tudo o que sabe, que fez e que viu seus “amigos” fazerem, não é algo que me preocupe, azar de quem andava com ele.

Que o juiz Moro tenha eleito como objeto de investigação apenas um período bastante recente da longa história de propinas e facilitações entre Estado e empreiteiras, isso me preocupa.

Que tantas pessoas autodeclaradas esclarecidas se declarem agora escandalizadas com a revelação de fatos desde sempre conhecidos, isso apenas me aborrece.

Que os nomes do Grêmio e sua nova Arena estejam outra vez envolvidos nessa investigação – de estranha condução segundo um ministro do STF – isso, porém, me enlouquece.

Desde que o aprendiz de presidente,Romildo Bolzan Jr., instalou, a mando de seu suserano, Fábio Koff, a assustadora “Operação Leva Jato”, pela qual o Grêmio parece se dispor a negociar todo e qualquer atleta não pela melhor oferta mas sim pela primeira, o clube já se desfez de mais de uma dezena de atletas. Do que a imprensa nos conta, e o Tricolor não desmente, até agora, só saiu gente do elenco, dinheiro no cofre que é bom… nada.

Já faz bastante tempo que a gente ficou sem time e sem dinheiro. Há algum tempo já estamos meio sem moral. Agora começamos a ficar sem atletas profissionais. Ficamos sem perspectivas. A continuar assim, logo estaremos sem esperança. E a esperança é… Bem, vocês conhecem o bordão.

Parece até deboche que a, até poucos meses, multibilionária OAS viesse a usar para suas operações logo a Arena do Grêmio. Logo do Grêmio que – coitado! – nem caixa um parece mais ter.

A Operação Leva-Jato já nos levou metade do elenco, talvez ainda nos leve Grohe, Luan e nem sei quem mais. Talvez nos leve a torcida, o nome e as cores. Quem duvida? Quem sabe o Grêmio do futuro não terá outro nome e jogará para ninguém com uma camisa totalmente transparente…?? Quem sabe?

Durante mais de duas décadas eu vi o Imortal acumular títulos, orgulho e dívidas. De uns tempos para cá os títulos rarearam, só as dívidas aumentaram. E, sinceramente, a Leva-Jato não está contribuindo muito para a manutenção do orgulho.

Eu sei que o Grêmio um dia teria que arrumar a casa, mas desconfio bastante do sucesso da ideia de fazer isso tão repentinamente.

Só pra me encontrar um pouco nesta história: no dia anterior à eleição de Bolzan Jr. o então presidente, Fábio Koff, não tinha anunciado que o Grêmio havia acabado de comprar a Arena?

Grêmio, OAS e a intempestiva Leva-Jato… hummm… Sei lá, tem algum pedaço desse iceberg que ainda não tá bem visível.

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No cofre havia um bolo. E com cereja e tudo

Que ótimas expectativas poderemos nutrir, a partir de agora, para essa temporada. Libertadores, Campeonato Brasileiro, o Mundial, por quê não? Tudo se tornou ‘sonhável’ a partir do momento em que o doutor Rui Costa, homem de fala mansa (daqueles que eu sempre disse que não servem, aff!!), formou esse verdadeiro bolo de craques.

vargs-barcos

Talvez eu não seja o mais impaciente de todos os gremistas, mas com certeza o mais paciente é que não sou. Tinha, e ainda tenho, agora com ainda mais justificadas razões, expectativas bastante positivas para nosso primeiro ano no novo estádio. Não entendia, ao final de 2012, que o Grêmio estivesse classificado para a Libertadores de 2013, pois pré-Libertadores, para mim, não é o mesmo que Libertadores. Por isso angustiava-me com a (aparente) inação do Tricolor no início da gestão. Sofria de uma certa ansiedade, por isso queria ver logo o time reforçado, antes que fosse tarde demais. Queria logo ver o Imortal formando um time capaz de fazer frente aos adversários que teremos no campeonato continental. Mas as coisas não aconteciam e, afora Cris, nenhum outro nome relevante apareceu em janeiro. Irritado com as declarações do presidente Koff a respeito da Arena, eu me descabelava à espera dos novos grandes reforços que não vinham nunca. Entendo agora, a velha raposa guardava suas cartas nas mangas. Koff já sabia o que iria fazer, já tinha tudo planejado e só aguardava o sinal verde para dar a largada e declarar aberta a temporada de caça aos craques. E o sinal de que ele necessitava era a vaga na Libertadores. Então era isso, Koff ainda era o mesmo velho Koff de sempre, e apenas ainda não tinha demonstrado isto porque entendia, também, que a Libertadores, para o Grêmio, iniciaria de fato só depois da LDU.

Em silêncio, Rui Costa trabalhava. Dentro do cofre, vê-se agora, não apenas um, mas vários nomes. Vargas, o excepcional atacante chileno, que até já estreou. Adriano, excelente volante que, assim como Elano, estava escanteado no Santos. André Santos, ótimo lateral, de apoio qualificado e com currículo de vencedor. Welliton, de quem só ouvi as melhores referências.

Que grande bolo de craques!

Uérlei, Souza e Elano agora estão em grandes companhias. Zé Roberto, a partir de agora, deve ter todas as condições de se tornar o craque refinado que todos me juram que é.

Que ótimas expectativas poderemos nutrir, a partir de agora, para essa temporada. Libertadores, Campeonato Brasileiro, o Mundial, por quê não? Tudo se tornou ‘sonhável’ a partir do momento em que o doutor Rui Costa, homem de fala mansa (daqueles que eu sempre disse que não servem, aff!!), formou esse verdadeiro bolo de craques.

É, mas não é apenas isso, pois o nosso bolo (ora vejam) tem até cereja: Barcos.

Em uma negociação surpreendente pela agilidade, que pegou a todos os ‘especialistas’ sem calças, Rui Costa trouxe para o Imortal o sonho de consumo de muitos grandes clubes brasileiros. De quebra, resolveu alguns problemas do grupo, como Vilson, por exemplo, emprestou Leandro para um time onde ele terá chances de jogar e provar (ou não) que pode vencer na difícil carreira de jogador de futebol profissional, livrou-nos de um peso que era Rondinelly e quase conseguiu envolver Marcelo Moreno no negócio. Uma pena que Moreno tenha se negado a sair.

Barcos chega para ser a solução que faltava, fazer aquilo que Marcelo Moreno nunca foi capaz: os gols. Se a LDU não incomodar muito, se as coisas começarem a andar logo pelo bom caminho, com uma dupla de ataque formada por Vargas e Barcos, muito jogo grande vamos ter ainda na Arena em 2013. Quem sabe até uma final de Libertadores. Quem sabe?

Valeu, Rui Costa. Agora ninguém mais vai ironizar o tal ‘nome do cofre’. O nome do cofre, vemos agora, não era um simples nome (e os ‘especialistas isentos’ especularam tantos!). No cofre havia um bolo inteiro e o bolo tinha até cereja.

Tá pronto o bolo. Vamos à festa!! Dá-lhe, Grêmio!!!

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Não há muito o que dizer sobre a partida de ontem, foi um passeio, um desfile gremista em sua velha casa.

Por cinco vezes o Monumental testemunhou o fenômeno gremista conhecido como avalanche. Nenhum incidente. Será que é mesmo necessário acabar com essa consagrada coreografia criada pela torcida tricolor. Claro que não.

Oportunista, Yuri Mamute fez o seu na goleada de ontem sobre o São José(Foto: Fernando Gomes/Agencia RBS)
Oportunista, Yuri Mamute fez o seu na goleada de ontem sobre o São José
(Foto: Fernando Gomes/Agencia RBS)

Em dia de Cabrito, Pará até cruzamento acertava ontem. Zé Roberto, inspirado, parecia um craque de verdade.

Muito fácil ganhar do São José, ainda mais no Monumental. Muito fácil fazer gol na defesa ‘imbatível’ deles, até o Mamute fez; e Bertoglio, que não jogava há quase um ano, fez o seu também.

Só mais um joguinho de Gauchão.

Mas as facilidades encontradas ontem não devem ser desperdiçadas, sempre que houver possibilidade deve-se utilizar time titular no Campeonato Gaúcho. Ainda que a competição não tenha grande valor, goleadas como a de ontem fazem bem ao grupo, trazem alegria, confiança, adoçam os ânimos. Grupos alegres e confiantes tendem a superar com mais naturalidade as dificuldades que se imponham no futuro. E elas virão, tenham certeza.

Não há muito o que dizer sobre a partida de ontem, foi um passeio, um desfile gremista em sua velha casa.

Por cinco vezes o Monumental testemunhou o fenômeno gremista conhecido como avalanche. Nenhum incidente. Será que é mesmo necessário acabar com essa consagrada coreografia criada pela torcida tricolor? Claro que não. Mas os ‘especialistas’ da mídia não veem a hora de comemorar sua extinção, para isso contam com o apoio importante do atual presidente gremista, que, desconfio eu, também não tem grande apreço pela avalanche e pela Geral. O presidente Koff parece não conseguir dissociar essas duas marcas gremistas de seu histórico desafeto Paulo Odone.

Pra terminar

Ainda tem pelo menos mais um jogo, contra o Santa Cruz, marcado pra Azenha, mas creio que ontem teria sido a oportunidade perfeita para se encerrar, de uma vez por todas, as atividades no Olímpico. O velho estádio já teve abraço e despedida, lágrimas e homenagens, algum dia vamos ter mesmo que parar de atuar por lá. E o jogo de ontem, reunindo os dois clubes mais respeitáveis de Porto Alegre, teria sido o final ideal para o encerramento da gloriosa história de nosso Monumental.

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