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Grêmio 5×0 ninguemnacional – Alma lavada

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A alma foi lavada.

Quem agora vai querer lembrar o Grenalzinho de 1997, aquele do Fabiano? Aliás, quem é mesmo Fabiano? Nem lembro mais. Acabou esse papinho de 5 a 2. Da hora agora é 5 a 0, o Gre-nal do Luan. O grande e inesquecível primeiro Gre-nal da Era Roger.

luan5a0

À medida que os dias passavam e o final de semana se aproximava ia ficando cada vez mais evidente que o Grêmio ia enfrentar um adversário perfeitamente batível na Arena. As notícias vindas da beira do rio só faziam demonstrar que o ninguemnacional vivia profunda crise e o ambiente de seu vestiário parecia já destruído. A intempestiva demissão de Diego Aguirre era a prova concreta de que o vulcão entrara mesmo em erupção.

Meu único medo era que o Tricolor, mais uma vez, não fosse capaz de aproveitar as oportunidades e acabasse deixando escapar um adversário que havia tão bem se preparado para perder.

Graças a Deus isso não aconteceu. Afora o susto pregado por Douglas, o Imortal foi competente nas conclusões. “Efetivo”, como gosta de dizer o Roger.

Como é bom torcer para um time que faz gols.  A alma fica lavada.

Interessante: depois do massacre de ontem não me sinto mais tão cansado. Uma goleada humilhante sobre nosso mais odioso adversário recarrega as baterias de qualquer gremista. Sinto-me renovado. Outra vez estou novo. Pronto para esperar pelo nosso próximo título que, se a efetividade demonstrada ontem persistir por algum tempo, talvez venha ainda antes do que eu pensava.

Chega, não vou me alongar muito. Eu ganhei de cinco a zero e não quero perder muito tempo com textos pouco inspirados como esse. Quero voltar a fazer o que estava fazendo desde as 19:10 h de ontem: rir.

Grêmio segue com cem por cento de aproveitamento em Grenais neste ano

(Foto: Lucas Uebel/Divulgação, Grêmio)
(Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)

Passei todo o dia de hoje pensando sobre se valia ou não a pena escrever sobre o Gre-nal de ontem.

Nem vale a pena.

Para que ficar esquentando a cabeça com um jogo que o Grêmio tinha que disputar em Caxias do Sul, mas ele mesmo preferiu permanecer em Porto Alegre? O Tricolor nem se deu ao trabalho de viajar. Ficou por aqui mesmo, de folga.

Acredito que todos na Azenha devam estar plenamente satisfeitos. Afinal, o Grêmio segue com cem por cento de aproveitamento em Grenais neste ano. O Imortal tentou perder dois clássicos e conseguiu perder os dois. Parabéns!

O planejamento segue sendo executado com perfeição, já que o plano é mesmo perder.

Tudo está bem e a mim só restam algumas dúvidas:

1 – o que o Grêmio acha que ganhou ao perder?

2 – o que ele pensa que lucrou ao abrir mão das cotas de TV das finais da Taça Piratini?

3 – que droga de planejamento é esse que planeja a derrota?

4 – por que Luxemburgo tem tanto medo de jogar contra o ninguemnacional?

5 – quem será o adversário do Grêmio na final da Libertadores?

—> a palavra do treinador

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dinho-carrinhoInteressante que ainda estejamos discutindo o óbvio.

Amanhã, em Caxias, vai acontecer um Gre-nal decidindo quem segue na Taça Piratini. Se é Gre-nal, se é decisivo, então não há o que ficar discutindo. A mim parece tão óbvio que o Grêmio deve escalar o melhor time possível, que até nem entendo porque algumas pessoas insistem em afirmar o contrário.

A História se escreve através de repetições dos fatos. Se aprendemos com o passado, podemos, no presente, construir um futuro diferente.

Achei que o Grêmio tivesse aprendido com a Sul Americana de 2008. Enganei-me.

Sei lá. Estou ficando velho e não consigo conviver com as mudanças. Deve ser isso.

Segundo Vanderlei Luxemburgo, a derrota pertence ao futebol. Isso é, também, uma sonora obviedade. O que Luxemburgo parece não entender – e começa a surgir uma geração de torcedores que também não entende – é que o Gre-nal não pertence ao futebol. Futebol é o que o Grêmio joga contra o Esportivo, o Huachipato, o XV de Novembro de Campo Bom, o Fluminense. Contra esses times jogamos partidas de futebol, assim sendo, contra esses times, “a derrota pertence”. No entanto, quando o Imortal enfrenta o time lá da beira do rio, não tem isso aí de futebol. Daí é outro esporte. Ganhar Gre-nal é um esporte que todos os gaúchos gostam de ganhar. Uma rivalidade que transcende o futebol, Não interessa se o Gre-nal é por um simples turno de Gauchão, se por um mero cafezinho ou por um isqueiro velho sem gás. Não interessa, Gre-nal não tem nada a ver com futebol. Gre-nal não tem nada a ver com preservação, nada a ver com derrota. A derrota até pode pertencer ao futebol, como disse o treinador, mas não pertence, afirmo eu, ao Gre-nal.

Esse papo de que o Gre-nal de amanhã tem pouco valor comparado à Libertadores serve apenas para enganar torcedores distraídos. O que tem pouco valor comparado à Libertadores é o próprio Campeonato Gaúcho.

Não tenho o menor interesse em saber se o Grêmio será campeão gaúcho em 2013. Tô nem aí se o Grêmio for eliminado na semi-final da Taça Piratini por algum pequeno clube do Interior. Tudo bem, isso faz parte do futebol. O que não pode acontecer é o Tricolor ser eliminado amanhã pelo time do Dunga. Amanhã é Gre-nal, e Gre-nal sempre vale muito – até quando não vale absolutamente nada.

O bla-bla-blá que Luxemburgo usa para justificar essa amarelada é a ênfase no trabalho de condicionamento físico.

Ah, tá bom.

iura-soco-falcaoMedo de perder. Covardia. Auto-preservação. Isso é que é, Vanderlei.

Ao longo de todo ano de 2012 o Grêmio foi se entregando nos momentos decisivos. Perdemos todas as partidas importantes, algumas de forma ridícula. Em 2013 já entregamos um Gre-nal, agora pretendemos entregar outro. Tivesse o Grêmio escalado um time mais forte em Erechim e o Gre-nal de amanhã seria no Monumental.

De tanto perder algumas pessoas já estão se acostumando a perder. De tanto perder já nem se importam.

Quando o Grêmio era vencedor, chegou a ganhar um Gauchão usando um time reserva. Mas fez isso porque se garantia e porque disputava, paralelamente ao Gauchão, a Copa do Brasil e a Libertadores. Chegou na final nas três competições e ganhou duas delas.

Naquele tempo o Grêmio tinha ganas de vencer. E vencia.

Gremista não tem que se contentar em perder alguma coisa apenas por causa de seu pequeno valor. Gremista tem que querer vencer tudo, mesmo que isso não seja possível. Gremista tem que exigir que o clube tenha sempre a melhor representação possível em qualquer competição que dispute. Gremista não tem que aceitar desculpinhas que apenas tentam camuflar o medo interior do professor Luxemburgo.

Sei lá se os reservas do Grêmio vão vencer o Gre-nal, sei lá se vão acabar goleados.

Não sei mais nada, apenas que já me canso dessas demonstrações de covardia dadas por Luxemburgo.

Se tudo correr bem, se o Grêmio seguir avançando na Libertadores, em algum momento teremos que ter coragem. De tanto conviver com o medo e o acovardamento, apenas espero que não nos falte, em 2013, a coragem dos vencedores, exatamente o que não tivemos em 2012. Nem contra nove ganhamos em 2012.

Bota os titulares, Luxemburgo.

Pelo amor de Deus.

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