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A ficha do jogo: Grêmio 2×0 Junior Barranquilla (COL)–07/abr/2011

 

Grêmio 2×0 Junior Barranquilla (COL)

Grêmio: Victor; Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Bruno Collaço; Fábio Rochemback (Vinicius Pacheco), Adilson, Lúcio (Fernando) e Douglas; Escudero (Diego Clementino) e Borges. Técnico: Renato Gaúcho.

Junior Barranquilla (COL): Viera; Romero, Macías (Amaya), De Almeida e Fawcett; Otálvaro, Garcia, Juan Valencia, Barahona e Giovanni Hernández (Victor Cortés); Carlos Bacca (Caneda). Técnico: Héctor Quintabani.

Gols: Lúcio, aos 33minutos do primeiro tempo, e Borges, aos 15minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Fábio Rochemback, Borges, Adilson e Rodolfo (Grêmio); Otálvaro, Romero, Macías e Barahonda (Junior Barranquilla).

Cartão vermelho: Romero (Junior Barranquilla).

Local: Estádio Olímpico Monumental – Data: Quinta-feira,07 de abril de 2011, às 19:15 hs.

Árbitro: Héctor Baldassi (ARG) – Auxiliares: Ricardo Casas e Diego Bonfa (ARG).

Público: 31.836 presentes (28.798 pagantes) – Renda: R$ 705.906,50.

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Grave não, mas lamentável

 

Agressão ao ônibusDepois de ter sido derrotado dentro de campo pelo Junior Barranquilla, a caminho do aeroporto, o Tricolor ainda acabou sofrendo agressão de alguns torcedores colombianos. “Não foi nada de grave, mas é lamentável”, afirmou o treinador Renato Portaluppi, referindo-se ao apedrejamento sofrido pelo ônibus que conduzia a delegação gremista. Concordo com Renato, e digo o mesmo da derrota ante o Junior. Não chega a ser grave a derrota, mas foi profundamente lamentável a atuação da equipe, especialmente na primeira etapa. O insucesso na Colômbia deixa uma dúvida dolorosa entre os torcedores do Imortal: será que podemos mesmo encarar grandes adversários? Não teremos resposta a essa dúvida nos próximos dias. Nenhum grande adversário a enfrentar. Poderíamos ter um Gre-nal amanhã, sempre um grande teste, mas não teremos. Amanhã jogamos contra o Cruzeiro, o merecido vencedor do jogo da beira do rio. Então não adianta ficar pensando no jogo que passou, no adversário que não se classificou, ou na próxima fase da Libertadores. É hora de enfrentar o Cruzeiro, tratá-lo como grande adversário, lotar as arquibancadas e escalar o melhor time possível. Vencer os próximos jogos do Gauchão 2011, conquistar a Taça Piratini, não vai acrescentar muito na centenária história do Imortal Tricolor, não conquistá-la, porém, só poderá agravar mais ainda o processo de apequenamento pelo qual passamos em nossa história recente.

É hora de cerrar os dentes, embrutecer o espírito e ficar cego de desejo de ganhar. É hora de começar a jogar com raiva, de querer mais que o adversário e dar a vida por uma vitória. Já não há mais tempo para dúvidas, temos de ganhar e ponto final. Vamos começar amanhã, contra o Cruzeiro. Vamos nos habituar a isso e levar esse espírito para a Libertadores. Vamos, Grêmio, vamos ser coperos, pôrra.

Junior Barranquilla (COL) 2×1 Grêmio (Muita coisa pra acertar)

 

 

A derrota de ontem, para o Junior Barranquilla, não nos serve para muito, sobretudo, não nos serve para decifrar qual o esquema tático preferencial de Renato.

Renato mandou a campo um Grêmio escalado com dois volantes, mas, ao que tudo indica, o fez a contragosto. Pelos depoimentos chegados de Barranquilla, Lúcio deveria começar o jogo. Isso é muito natural, afinal ele é, desde o ano passado, titular absoluto do meiocampo gremista, ao lado de Douglas. A dúvida que permaneceu para mim diz respeito a quem, caso Lúcio não sentisse a lesão e tivesse iniciado a partida, sairia para ceder-lhe o lugar. Adílson ou Carlos Alberto?

  • Assista os melhores(?) momentos de Junior Barranquilla 2×1 Grêmio

Enfim, Lúcio não jogou e o Imortal perdeu, de virada, atuando com dois volantes, meu esquema preferido. Não sei se isso foi bom ou ruim, não sei. O que sei, e agora qualquer um pode saber, é que Carlos Alberto está há milhares de anos luz da qualidade tática de Lúcio. Qualquer um sabe, e creio que Renato devesse saber, que Carlos Alberto não consegue, simplesmente não sabe, marcar sem ser violento. Já era assim em outros clubes onde atuou. Por quê seria diferente aqui? Preocupado em marcar, Carlos Alberto não conseguiu jogar. Ficamos com um homem a menos. Douglas não marca mesmo, nem tenta, não podemos contar com ele para isso. Rochemback, por sua vez, voltou, na noite passada, a ser o velho errador de passes dos tempos que chegou à Azenha, como ´tem por característica muito mais correr do que propriamente desarmar o adversário, acabou que não armou nem defendeu. Ficamos com dois a menos. Do lado esquerdo Gilson foi o Gilson de sempre, insuficiente, reserva nato de Bruno Collaço, só o Renato não vê. Daí já são três a menos. Sobrou pro coitado do Adílson que, enlouquecido e correndo pra todo lado, não deu conta da marcação. Nem poderia, coitado. O resultado disso tudo foi que o Tricolor tomou um passeio e o Junior merecia ter virado o jogo ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, já com Bruno Collaço na lateral e com o ineficiente Gilson no meio campo, o Grêmio até melhorou, porém esbarrou na falta de qualidade do próprio Gilson, na falta de atitude do desligado Douglas e na falta de um companheiro ideal para o centroavante titular, que tanto pode ser Borges quanto André Lima. O que não pode, ao menos é o que vimos até agora, é os dois jogarem juntos. Ainda que André Lima tenha feito dois gols contra o Ypiranga, ainda que Borges tenha marcado naquela partida e marcado também na de ontem, é fácil perceber que os dois não fazem parceria, não tabelam, não jogam juntos, não se ajudam, não são uma dupla.

Renato não tem culpa em não encontrar um substituto para Jonas, talvez ele não exista mesmo no elenco, mas não pode ser inocentado de sua atitude, para mim teimosa, de insistir com Gilson no time e de ter aparentemente ‘arquivado’ Vinícius Pacheco e Escudero, que dizem estar machucado.

Foi a primeira derrota – tomara que seja a única – ainda dá para classificar tranquilamente. Porém ainda tem muita coisa pra acertar antes que comecem os mata-mata.