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Aimoré 2×1 Grêmio – Torcer pra quê?

AIMORÉ X GRÊMIO

A ‘Operação Desmanche’ promovida por Romildo Bolzan ainda há de nos proporcionar muitos desencantos como o de ontem à noite.

Foi lamentável o que a equipe demonstrou em São Leopoldo. Dominado pelo Aimoré desde o primeiro minuto, o Tricolor não conseguiu produzir praticamente nada durante todo o primeiro tempo. Lento e desorganizado, não ameaçou empatar o jogo, e ainda acabou por sofrer o segundo gol no último lance da etapa inicial. Com Felipe Bastos em péssima noite e Arthur ‘inventado’ ao seu lado, o Grêmio não sabia se defender. Com um Douglas sonolento e irritante, o time não criava nada. Jogadas pelas laterais nem pensar. O preguiçoso Marcelo Moreno e o esforçado Lucas Coelho atrapalhavam um ao outro e não davam a menor demonstração de que poderiam, em algum momento, formar uma dupla. O dois a zero contra foi um resultado bem correto.

O Grêmio voltou alterado do intervalo. Felipão sacou Arthur e passou Galhardo para a função de volante. Na lateral fez entrar Matias Rodriguez. O time piorou. O Tricolor só melhorou um pouco após a tardia entrada de Lincoln. Luan, em lance de sorte, chegou a diminuir a vantagem do Aimoré, mas a reação não foi suficiente. Mesmo que a arbitragem tenha expulsado, bem no final, dois jogadores da equipe de São Leopoldo, ainda assim o Grêmio não demonstrou força suficiente para chegar ao empate.

A ‘Operação Desmanche’ ainda não conseguiu livrar o clube de alguns pesados pesos-mortos como Marcelo Moreno e Kleber, mas já foi capaz de deixar bem claro para qualquer um que queira ver, que não temos nem teremos time em 2015.

Após assistir seu time ontem Felipão concluiu que “não tem como jogar assim”. Já eu, após assistir a derrota concluí: se for assim de que adianta torcer?

No cofre havia um bolo. E com cereja e tudo

Que ótimas expectativas poderemos nutrir, a partir de agora, para essa temporada. Libertadores, Campeonato Brasileiro, o Mundial, por quê não? Tudo se tornou ‘sonhável’ a partir do momento em que o doutor Rui Costa, homem de fala mansa (daqueles que eu sempre disse que não servem, aff!!), formou esse verdadeiro bolo de craques.

vargs-barcos

Talvez eu não seja o mais impaciente de todos os gremistas, mas com certeza o mais paciente é que não sou. Tinha, e ainda tenho, agora com ainda mais justificadas razões, expectativas bastante positivas para nosso primeiro ano no novo estádio. Não entendia, ao final de 2012, que o Grêmio estivesse classificado para a Libertadores de 2013, pois pré-Libertadores, para mim, não é o mesmo que Libertadores. Por isso angustiava-me com a (aparente) inação do Tricolor no início da gestão. Sofria de uma certa ansiedade, por isso queria ver logo o time reforçado, antes que fosse tarde demais. Queria logo ver o Imortal formando um time capaz de fazer frente aos adversários que teremos no campeonato continental. Mas as coisas não aconteciam e, afora Cris, nenhum outro nome relevante apareceu em janeiro. Irritado com as declarações do presidente Koff a respeito da Arena, eu me descabelava à espera dos novos grandes reforços que não vinham nunca. Entendo agora, a velha raposa guardava suas cartas nas mangas. Koff já sabia o que iria fazer, já tinha tudo planejado e só aguardava o sinal verde para dar a largada e declarar aberta a temporada de caça aos craques. E o sinal de que ele necessitava era a vaga na Libertadores. Então era isso, Koff ainda era o mesmo velho Koff de sempre, e apenas ainda não tinha demonstrado isto porque entendia, também, que a Libertadores, para o Grêmio, iniciaria de fato só depois da LDU.

Em silêncio, Rui Costa trabalhava. Dentro do cofre, vê-se agora, não apenas um, mas vários nomes. Vargas, o excepcional atacante chileno, que até já estreou. Adriano, excelente volante que, assim como Elano, estava escanteado no Santos. André Santos, ótimo lateral, de apoio qualificado e com currículo de vencedor. Welliton, de quem só ouvi as melhores referências.

Que grande bolo de craques!

Uérlei, Souza e Elano agora estão em grandes companhias. Zé Roberto, a partir de agora, deve ter todas as condições de se tornar o craque refinado que todos me juram que é.

Que ótimas expectativas poderemos nutrir, a partir de agora, para essa temporada. Libertadores, Campeonato Brasileiro, o Mundial, por quê não? Tudo se tornou ‘sonhável’ a partir do momento em que o doutor Rui Costa, homem de fala mansa (daqueles que eu sempre disse que não servem, aff!!), formou esse verdadeiro bolo de craques.

É, mas não é apenas isso, pois o nosso bolo (ora vejam) tem até cereja: Barcos.

Em uma negociação surpreendente pela agilidade, que pegou a todos os ‘especialistas’ sem calças, Rui Costa trouxe para o Imortal o sonho de consumo de muitos grandes clubes brasileiros. De quebra, resolveu alguns problemas do grupo, como Vilson, por exemplo, emprestou Leandro para um time onde ele terá chances de jogar e provar (ou não) que pode vencer na difícil carreira de jogador de futebol profissional, livrou-nos de um peso que era Rondinelly e quase conseguiu envolver Marcelo Moreno no negócio. Uma pena que Moreno tenha se negado a sair.

Barcos chega para ser a solução que faltava, fazer aquilo que Marcelo Moreno nunca foi capaz: os gols. Se a LDU não incomodar muito, se as coisas começarem a andar logo pelo bom caminho, com uma dupla de ataque formada por Vargas e Barcos, muito jogo grande vamos ter ainda na Arena em 2013. Quem sabe até uma final de Libertadores. Quem sabe?

Valeu, Rui Costa. Agora ninguém mais vai ironizar o tal ‘nome do cofre’. O nome do cofre, vemos agora, não era um simples nome (e os ‘especialistas isentos’ especularam tantos!). No cofre havia um bolo inteiro e o bolo tinha até cereja.

Tá pronto o bolo. Vamos à festa!! Dá-lhe, Grêmio!!!

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Quem não tiver memória muito curta será capaz de lembrar da euforia que tomou conta de grande parte da torcida gremista logo no início deste ano, encantada com as contratações providenciadas por Pelaipe, iludida pelas promessas de Paulo Odone, como Giuliano, por exemplo, além de alguns nomes de grandes zagueiros, até o nome de Lugano foi especulado.

No twitter, postei que essa euforia toda apenas me fazia lembrar do início de algumas temporadas recentes. Que não estava vendo, na prática, nenhuma diferença entre o Grêmio que se preparava para 2012 e o Grêmio que se preparou para outros anos anteriores, pois, na prática, já que que não acho que Marcelo Moreno seja um matador de verdade (um grande goleador), o único grande reforço do Grêmio para 2012 foi mesmo Kleber. Pouca gente concordou comigo. Perdi alguns seguidores. Paciência!

Passados três meses, perdido já um turno do Gauchão e com o Tricolor demonstrando terríveis dificuldades para vencer adversários de quase nenhuma expressão, acho que o número de gremistas capaz de concordar comigo já deve ter aumentado bastante.

Não estou secando o nosso Grêmio. Sou gremista, ora. Eu não seco o Tricolor, eu apenas, enquanto torço por ele, o observo. Observar o Grêmio nestes últimos anos, outra coisa não tem sido senão observar defeitos. À exceção da segunda metade de 2010, quando o Imortal, treinado por Renato Portaluppi, passou a praticar o melhor futebol entre todos os times brasileiros, o resto destes últimos anos tem sido algo difícil de elogiar. Então, – o que vou fazer? – dê-lhe corneta.

Sempre sonhando que o Grêmio vai se acertar, que as coisas vão começar a correr bem e que tudo vai dar certo, anseio por boas notícias. Mas cadê que elas vem?

A grande dupla de ataque capaz de provocar toda aquela euforia de início de ano tombou. Kleber só volta depois do inverno. Marcelo Moreno deve parar por pouco tempo, apenas vinte dias é o que dizem, mas é lesão muscular, e lesão muscular a gente sabe como é, né?

Isso só já seria notícia ruim o suficiente, capaz de estragar a Páscoa de qualquer gremista bem menos ‘doente’ que eu (ou que nós, né?). Mas isso, porém, não é tudo, tem mais coisas a queimar meus poucos neurônios sobreviventes.

Leandro é uma decepção completa, não vai jogar, não tão logo. Facundo Bertoglio, um cara em quem eu tenho muita esperança (apesar de ser extremamente frágil), está demorando um pouco mais do que eu pensava que demoraria para se adonar da titularidade.

Já pensaram que droga isso? Será que vamos ficar nas mãos de Miralles e André Lima?

Ambos  foram dispensados  no início do  ano, um  por falta de qualidade, o  outro por falta de dedicação. Na verdade acho que a ambos faltam as duas coisas.

Que droga! Vamos ter que rezar, gente. Vamos ter que contar com o improvável… exatamente como nas temporadas passadas.

Sei lá, ainda bem que a gente é imortal, ainda bem que a gente nunca deixa de acreditar.

E vamos ter que acreditar mesmo muito, pois quando os dispensados passam a ser a solução…