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A ficha do jogo: Santos 0x0 Grêmio – 13/nov/2010

 

SANTOS 0 X 0 GRÊMIO

Santos: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Roberto Brum (Alan Patrick), Rodriguinho e Marquinhos; Zé Eduardo e Keirrison (Marcel). Técnico: Marcelo Martelotte.

Grêmio: Victor; Edilson, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Fábio Rochemback, Adílson, Lúcio e Douglas; Jonas e André Lima (Júnior Viçosa). Técnico: Renato Gaúcho.

Cartões Amarelos: Léo, Keirrison, Alex Sandro e Rodriguinho (Santos); Rafael Marques (Grêmio).

Cartão Vermelho: Jonas (Grêmio).

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). – Data: Sábado, 13/11/2010 às 19:30 hs.

Público: 7.421 pagantes. – Renda: R$ 143.950,00

Árbitro:Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG).


Auxiliares: Márcio Santiago (Fifa-MG) e Helberth Costa Andrade (MG)

Santos 0x0 Grêmio – Foi por muito

Ganhar do Santos, na Vila Belmiro, é, para o Grêmio façanha raríssima, dificílima, quase irrepetível. Confesso que até levava muita esperança de que a esperada segunda vitória em Santos pudesse acontecer ontem. Acreditava por Renato, pelo bom momento da equipe e pelos insucessos recentes do nosso adversário de ontem. Sei lá, tinha o palpite de que o Imortal venceria aquele jogo.

Não deu.

Não foi possível chegar à vitória por causa de Jonas, da arbitragem – que não marcou um pênalti sobre Lúcio, por causa das cobranças de escanteios e faltas bem ruins de Douglas, dos passes errados de Rochemback. Enfim, foram muitas as razões que impediram o Tricolor de alcançar os três pontos e seguir na luta pela vaga à Libertadores.

A verdade é que por pouco o Grêmio não perdeu a partida.

Eu disse por pouco? Acho que me expressei mal, não foi por pouco, foi por muito. Foi por muito goleiro que o Grêmio tem. Victor é muito goleiro, o único goleiro em nível de profissional que atua em Porto Alegre. Os outros, comparados ao grande Victor são simples aprendizes, amadores, varzeanos.

Veja o gol que o Santos ‘quase’ fez ontem à noite:


Passeio em campo, festa nas ruas. Salve o Corinthians.

 

Por mais que eu respeite o santista Wagner Mancini e respeito muito, por mais que eu reconheça que seu time começou melhor na partida e que, mesmo que tenha chegado ao gol através de um pênalti inexistente, estava mesmo merecendo vencer, por mais que tudo isso seja verdade, ainda assim não posso deixar de reconhecer que foi um passeio.O gol de empate do Timão surgiu de forma inesperada, num momento que o time corintiano não levava ameaça ao adversário e, eu pelo menos, não imaginava que fosse marcá-lo. Mas a verdade é que marcou, através de André Santos, e dali para a frente, só o Corinthians jogou, não se viu mais o time de Mancini. Foi um passeio.

Para o segundo tempo as duas equipes voltaram iguais na escalação, porém bem diferentes na maneira de jogar. O Santos, que iniciara o jogo atropelando, na segunda etapa pareceu já começar perdido, não tinha força a equipe santista, não tinha mais a posse de bola e parecia não ter mais coragem ou mesmo vontade de tentar vencer. O time de Mano Menezes, ao contrário, esbanjava calma e maturidade, não forçou, não demonstrou muito interesse em marcar o segundo gol, não precisava. O Corinthians desfilou sua superioridade no segundo tempo, maduro o time não se deixou perturbar nem mesmo quando o Santos, já perdido, começou a abusar da violência. O Corinthians, com a tranquilidade típica de um grande campeão, apenas passeou durante o segundo tempo no Pacaembú. Foi um passeio.

Ronaldo não brilhou desta vez, não marcou, nem chegou a levar perigo ao gol de Fábio Costa, mas não precisava. Experiente, acostumado às grandes decisões, o Fenômeno limitou-se a ser uma presença ilustre, um convidado especial no passeio alvinegro, um time que, ao menos nesse Paulista, foi invencível.

Ao Corinthians, de Mano Menezes, as glórias do vencedor. Ao Santos, digno vice campeão, só lamento, mas domingo vamos vencê-lo no Olímpico.

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