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A ficha do jogo: São Paulo 3×1 Grêmio–11/jun/2011

 

São Paulo 3×1 Grêmio

São Paulo: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Luiz Eduardo e Juan (Bruno Uvini); Rodrigo Souto, Wellington, Casemiro (Carlinhos Paraíba) e Lucas; Marlos (Ilsinho) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.

Grêmio: Victor; Mário Fernandes, Saimon, Rafael Marques e Neuton (Lins); Gabriel (Marquinhos), Fabio Rochemback, Fernando, Douglas e Lúcio; Júnior Viçosa (Roberson). Técnico: Renato Portaluppi.

Gols: Casemiro, aos 13 minutos do 1º tempo. Casemiro (contra), aos 8, Marlos, aos 16 e Jean, aos 39 minutos do 2º tempo.

Cartões amarelos: Jean e Rodrigo Souto (São Paulo); Lúcio e Fábio Rochemback (Grêmio).

Local: Estádio Morumbi, em São Paulo – Data: Sábado,11 de junho de 2011.

Público: 14.671 pagantes – Renda: R$ 372.089,00.

Árbitro: Paulo Henrique Bezerra (MG) – Auxiliares: Carlos Berkembrock (MG) e Marco Antônio Martins (MG).

>>> Veja os gols de São Paulo 3×1 Grêmio

Parabéns pra você, São Paulo

Faz pouco mais da metade de um milênio desde que ocorreu a invasão europeia que inaugurou o Brasil e começou a destruir a mais bela civilização comunista de que a humanidade teve notícia, a Tupi-Guarani.

Neste tempo todo, nenhuma outra cidade brasileira soube tão bem entender e praticar o capitalismo, quanto a cidade de São Paulo. Ninguém soube compreender melhor do que São Paulo, a ideia de transformar trabalho [alheio] em capital. Em nenhum lugar do Brasil o trabalho dos negros escravos foi tão ‘bem aproveitado’, em nenhum outro lugar ele gerou tanto lucro.

São Paulo é uma cidade de muitos milhões de trabalhadores e, ao mesmo tempo, uma cidade para poucos milhares de abastados.

Mas é assim que ela é, pois foi assim que se fez: capitalista, gananciosa, insaciável pelo lucro, custe o que custar. E foi em busca dele, o lucro, que São Paulo viveu até agora e chegará, no próximo dia 25, aos 457 anos, certamente será assim que pretenderá continuar. Até quando? São Paulo é uma cidade sem árvores, sem rios e sem ar. Sem sorriso.

Até quando?

Até quando poderá perdurar essa busca incessável por lucro? Até quando irá essa necessidade insaciável por ‘progresso”’?

As marcas do capitalismo e do inquestionável ‘progresso’ alcançado nestes mais de quatro séculos estão por toda a cidade. São bem visíveis.

Veja-as:

São Paulo 3×1 Grêmio – Campeonato Brasileiro 2010

UOL Esportes
Mais uma vez, como normalmente acontece nesta gestão, o Grêmio foi para uma partida longe do Olímpico e se entregou, literalmente se entregou. Contra a o Flamengo já havia acontecido exatamente a mesma coisa. Desta vez, porém, foi pior, pois nem mesmo um pontinho do empate foi possível trazer. Depois de ser superior ao São Paulo durante quase todo o tempo, o Imortal deu de presente a vitória ao adversário. Por seus próprios deméritos, por sua própria incapacidade de transformar oportunidades claras, por vezes claríssimas, em gol, o Grêmio volta para Porto Alegre, mais uma vez derrotado. Coisa muito comum  na gestão Duda Kroeff.
Não dá pra desculpar muita gente hoje. Hugo, com certeza, foi um dos poucos que se salvaram em mais uma atuação desmotivada, deprimente e vergonhosa do nosso Tricolor. Hugo foi o melhor do Grêmio, além de marcar o único gol, foi também o único articulador verdadeiro que tivemos nesta tarde. Douglas, Rodrigo, Maylson e os outros só merecem críticas, muitas críticas. A falta de seriedade de Rodrigo foi uma das principais armas do São Paulo para chegar a vitória.
Além de Hugo só dá para desculpar mesmo, eu acho, William, Roberson e Bruno Collaço. Nenhum deles jogou absolutamente nada, mas o mundo inteiro sabe que isso é o máximo que eles conseguem. Bruno Collaço, pela segunda vez, fez uma jogada absurdamente ridícula, daquelas capazes  de envergonhar alguém que o veja vestindo a camisa do clube pelo qual torce, e como os deuses do futebol não costumam ter muita paciência com o excesso de ruindade, novamente o lance ridículo de nosso lateral supersupersuper-reserva acabou em gol do adversário. Nova derrota provocada por ‘entregada’ de Collaço, que ótimo. Ainda assim não acho justo condenar esses três ‘jogadores’ do Grêmio, afinal, não é culpa deles que sejam tão ruins, menos ainda é culpa deles que joguem no Grêmio.
Perdão, dr. Meira, mas não dá para aceitar esse papo furado de que “o time fez uma boa partida”. Boa partida que acaba com vitória folgada do adversário só pode ser conversa de perdedor. Se bem que até que é coerente, afinal, é isso mesmo que o assessor de futebol é.