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Perder pro Pelotas, nossa realidade?

Não critico o Grêmio na frente de colorado. No entanto, quando a conversa é de gremista pra gremista, não fico tentando tapar o sol com a peneira. Esse é um blog público e, embora ninguém o leia, sempre há a possibilidade de algum amargo torcedor do nosso co-irmão acabar lendo alguma coisa que escrevi. Mesmo sabendo disto gosto de imaginar, ao escrever, que estou conversando apenas com gremistas. Não preciso ficar me escondendo, não preciso disfarçar minhas opiniões. Até mesmo por que, não faria sentido ‘brincar’ de fazer blog se não fosse para publicar exatamente aquilo que penso.

Vamos à corneta, ou melhor, à “nossa realidade”.

À exceção do acovardado e acomodado Marquinhos (que, tomara, nunca mais seja utilizado por Luxemburgo), todos os atletas se esforçaram ao máximo, deram tudo de si e lutaram mesmo para evitar a derrota. À exceção de Fernando, que até jogou bom futebol, os demais não jogaram nada, ou quase nada. Não faltou empenho ao Tricolor, faltou foi qualidade mesmo. O Esporte Clube Pelotas venceu porque jogou mais, venceu com méritos, com superioridade. Não é mais início de temporada, não dá mais pra usarmos a falta de condicionamento físico para explicar a derrota, ao contrário, o Grêmio até ‘sobrou’ fisicamente no final da segunda etapa. Mesmo assim não evitou a derrota. Então foi problema de qualificação mesmo, né?


Time que não tem zagueiros não tem futuro.

Mais um zagueiro ruim? Já não temos o bastante?

Time que não tem zagueiros não tem futuro. Eu já escrevi várias vezes isso, todos os gremistas que escrevem em blogs já escreveram isso, e todos os gremistas que não escrevem em blogs já disseram e/ou pensaram algo sobre isso. Até o presidente Odone e executivo Pelaipe já concordaram publicamente quanto a isso. Concordaram, mas não resolveram. O Grêmio tem uma grande quantidade de zagueiros divididos em duas categorias: 1) os ruins; e 2) os muito ruins. Hoje conhecemos Pablo que, pela amostragem, provavelmente deve se enquadrar na categoria 2. A carência de zagueiros é tão grande na Azenha que o melhor de todos é um volante veterano em véspera de aposentadoria, uma improvisação. Não adianta alguém querer me convencer de que a dupla de zaga hoje era reserva, que estava desentrosada, que foi isso que facilitou a vida do ataque pelotense. Clodoaldo, um anãozinho loiro, deitou e rolou a tarde inteira em cima dos defensores gremistas, driblou e se exibiu até ficar cansado e ser substituído. O Grêmio não tem ninguém pra marcar um Clodoaldo, imaginem um Lucas, do São Paulo, ou um Danilo, do Corinthians, nem vou falar em marcar o Neymar… Então, não adianta ficar mascarando a verdade, nossa realidade é mesmo essa. Não perdemos para o Pelotas por termos usado uma zaga reserva. Qualquer dupla que Luxemburgo escale deverá ser considerada reserva por um motivo bastante simples: o Grêmio ainda não contratou os titulares.


Que mancada, hein Luxemburgo?

Marquinhos, uma contratação inútil

Os problemas defensivos – velhos conhecidos nossos – não foram os únicos hoje. Problemas tivemos bastante, por todas as partes, em todos os setores do campo e até na arquibancada, como se pôde ver após o final da partida. Léo Gago chuta bem bem, vai ao apoio até com alguma qualidade, mas ele era pra ser volante, não era? Ele devia ajudar o Fernando, não devia? Ele ajuda? Léo Gago nem volante é. Não se preocupa em marcar, esquece que tem esse tipo de tarefa. Deixa tudo pro Fernando que, embora erre muitos passes, marca e joga. Léo Gago quer só jogar. Souza foi razoavelmente bem enquanto esteve em campo. Saiu, no intervalo, para a entrada de André Lima. Marquinhos, a nulidade em forma de jogador de futebol, permaneceu em campo até os 20 minutos do segundo tempo. Que mancada, hein Luxemburgo? Todo mundo sabia que Marquinhos devia sair do time, sair do grupo, sair do clube, sair do Rio Grande do Sul, sumir, desaparecer para sempre. Todos já haviam notado isso desde os primeiros minutos da partida. Alguns já haviam notado até mesmo antes dela começar. Alguns, aliás, já haviam notado que Marquinhos não serve pra nada desde o ano passado. Quer dizer, ele andou fazendo gols em grenais, não é? Então ele serviu para alguma coisa. Serviu. Isso mesmo, assim no passado: serviu.

Bertoglio correu muito, lutou bastante. Tentou, tentou, tentou. Talvez ainda esteja tentando neste momento. Mas a verdade é que simplesmente não conseguiu jogar. Não jogou. Marcelo Moreno… Bom, centroavante até nem precisa jogar bem quando faz gols. Hoje o Moreno não fez nenhuma das duas coisas, não fez gol e não jogou bem. Moreno foi mais que tentou muito e produziu nada.


Essa é que é a realidade.

Isso tudo aí ou é pura corneta minha ou, então, é nossa realidade.

Depois de tanto esforço para passar à segunda fase da Copa do Brasil mesmo tendo pegado o River do Sergipe como adversário, não sei se é só corneta. A rigor, jogo bom o Tricolor só fez um em 2012, só o Gre-nal na beira do rio. Essa é que é a realidade.

Não vai faltar, é claro, quem diga que sou apenas mais um burro metido a entendido, que não estou considerando ausências importantes como as de Kleber e Mário Fernandes, que não estou levando em conta a possibilidade da chegada de Naldo.. etc… etc.

Tá bom, eu sou burro mesmo. Mas Kleber, Mário Fernandes e “o prometido novo grande zagueiro” não estão jogando agora e não estarão jogando por muito tempo mais ainda. Kleber não deve voltar antes de 150, 180 dias. Mário Fernandes, ao que se diz, será vendido assim que se recupere – eu não duvido disso. Quanto ao novo “grande zagueiro”…?? Bem, primeiro a gente contrata, depois a gente fala sobre ele.

Então, o que está aí hoje é o que vale. Essa que é a “nossa realidade”.

  1. Leia mais sobre Pelotas 1×0 Grêmio

Avaí 0x3 Grêmio – Menos mal

Ao fim e ao cabo o último parágrafo do post do dia dois de setembro acabou sendo meio que confirmado nas últimas atuações do Imortal longe do Rio Grande do Sul.

Era de se prever, ou ao menos de se esperar, que o Imortal, apesar da enorme falta de capacidade de presidir demonstrada – e até assumida – por seu presidente, Duda ‘pinta de playboy’ Kroeff, estivesse chegando, pela estrela vencedora de seu treinador Renato Portaluppi e por sua própria grandeza, ao momento em que iria começar a vencer jogos fora de casa. É verdade que o Grêmio não chegou a vencer o Botafogo, apenas empatou, mas a maneira como conseguiu chegar ao empate se assemelhou muito a uma vitória. Saindo de dois a zero contra e conseguindo chegar a um dois a dois, e com um homem a menos, o Grêmio arrancou, lá no Engenhão, um empate que teve o efeito moral e psicológico de uma vitória, de uma grande vitória, quase uma façanha. Depois disto, ganhar do Corinthians em São Paulo e golear, ontem, o Avaí em Floripa foi apenas uma questão de autoconfiança. O Grêmio de Portaluppi acredita em si mesmo, ignora o fator local e não se deixa abater pela aura derrotista de seu presidente. O Grêmio de Portaluppi está no caminho certo… ou quase. Afinal, ainda falta readiquirir a força que demonstrava ter na temporada passada. Caso readiquira essa força, aí sim, estaremos, como acredita Renato, disputando vaga à Libertadores 2011.

Nada mal. Excelente recuperação para um time que até algumas rodadas – eu mesmo afirmava – deveria se dar por satisfeito caso não fosse rebaixado.

Essa mudança tão radical não foi, porém, fato do acaso. Renato tem grande responsabilidade nisto. A substituição do chatíssimo Meira por Alberto Guerra tem também, eu creio, bastante peso nisso.

Porém, a maior de todas as mudanças se chama Douglas. Como escrevi, neste mesmo post do dia dois, faltava a Douglas realizar uma sequência de boas atuações, as boas atuações de nosso armador haviam sido muito esparsas, esporádicas. Douglas, após uma boa partida, jogava muitas partidas apenas regulares alternadas com outras até mesmo bem ruins. Renato falou sobre Douglas aos torcedores, disse o que pretendia para ele e o que esperava que ele fizesse dentro de campo. Mais do que isso, Renato deve ter falado de Douglas para o próprio Douglas. Craque com craque se entende. Douglas entendeu – e atendeu – as expectativas do treinador. Douglas está jogando bem uma atrás da outra, voltou a jogar muito na noite de ontem e o resultado é esse que vemos: o Tricolor de Portaluppi é bem diferente do que vinha sendo até alguns dias. O Imortal não está apenas pronto para vencer fora de casa, ele agora está vencendo mesmo.

Infelizmente o caso de Souza permanece inalterado. Souza, que nunca joga bem, continua o mesmo: uma decepção.

Pena foi o tropeço diante do Palmeiras. Pena mesmo – e bem no dia do aniversário. Mas isso não deve nos desmotivar, o Grêmio do returno tem se mostrado imbatível. Dentro ou fora do Estádio Olímpico, o Grêmio de Portaluppi, neste segundo turno, tem sido imbatível para todos os adversários. Todos menos um: o grande Felipão, mestre dos mestres.

Menos mal que foi assim.

Grêmio 1×0 Guarani – Campeonato Brasileiro 2010

Foto: Diego Vara/clicRBS

Quem viu o jogo, e desta vez o público foi grande, certamente deve ter chegado à conclusão que a maior diferença que se pode notar em relação aos últimos jogos foi mesmo o resultado, a vitória. O Imortal, que começou pressionando logo de cara, assim como havia feito contra o Santos, conseguiu sair na frente, deu a impressão de que a vitória viria sem sobressaltos, mas mais uma vez, o time ‘morreu’ na segunda etapa.

O Guarani por várias vezes esteve bem próximo do empate. Não fosse a grande atuação de Victor (rotina) e mais uma vez o Tricolor teria deixado escapar a vitória. Graças a Deus isso não aconteceu.

Problemas o time do Grêmio tem muitos, e não é nada fácil querer identificar a razão para mais uma campanha fracassada do Imortal no Campeonato Brasileiro por pontos corridos, mais uma campanha em que o que o Imortal disputa é apenas uma vaga na Série A do próximo ano, – talvez uma vaguinha na Sulamericana – nada mais. É pouco eu sei para um clube que já foi tão grande e é tão cheio de glórias insuperáveis, mas é tudo o que estamos disputando – ao menos por enquanto – neste ano de 2010. No entanto, entre tantos problemas, dois deles são facilmente notados, pois, de tão grandes e graves, destacam-se entre todos os outros e chamam a atenção de qualquer torcedor, entenda ele de futebol ou não. Dois problemas que têm nomes, e têm salários altos: Douglas e Souza. O primeiro, que recém chegou, está numa situação muito parecida à do segundo, que já há bem mais tempo ‘engana’ por aqui, ou seja, jamais, tanto um quanto outro, fizeram uma sequência de pelo menos três boas atuações. Souza, que está na Azenha desde 2008, não deve ter feito três grandes jogos nem em todo o seu período de Grêmio. Souza é uma decepção, Douglas está sendo outra. Fica difícil para Renato – e ficaria para qualquer outro treinador – armar uma equipe forte e vitoriosa quando algumas das principais peças, os meias, estão entre os piores e menos confiáveis do grupo. E olhem que o grupo é fraco, hein?

Sei lá, vencemos. Isso, mais do que qualquer outra coisa, era do que precisávamos. Pena que a atuação, o completo apequenamento da equipe na segunda etapa, as dificuldades para vencer em casa um adversário limitadíssimo como o Guarani, os motivos cada vez mais fortes para sentirmos falta do verdadeiro Paixão na preparação física, tudo isso me faz ter poucas esperanças para o jogo de Sábado. Desejo de vencer tenho muito, mas acreditar que isso seja possível…

Bem, o nome do nosso time é Grêmio, não é? Nosso time é imortal e sempre foi capaz de façanhas bem mais ”impossíveis” do que simplesmente ganhar do Botafogo lá no Rio. Então quem sabe Renato Portaluppi não faz, a partir do próximo Sábado, renascer o velho Grêmio visitante vencedor? Quem sabe?

Deus queira.