Arquivo da tag: Vanderlei Luxemburgo

Grêmio segue com cem por cento de aproveitamento em Grenais neste ano

(Foto: Lucas Uebel/Divulgação, Grêmio)
(Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)

Passei todo o dia de hoje pensando sobre se valia ou não a pena escrever sobre o Gre-nal de ontem.

Nem vale a pena.

Para que ficar esquentando a cabeça com um jogo que o Grêmio tinha que disputar em Caxias do Sul, mas ele mesmo preferiu permanecer em Porto Alegre? O Tricolor nem se deu ao trabalho de viajar. Ficou por aqui mesmo, de folga.

Acredito que todos na Azenha devam estar plenamente satisfeitos. Afinal, o Grêmio segue com cem por cento de aproveitamento em Grenais neste ano. O Imortal tentou perder dois clássicos e conseguiu perder os dois. Parabéns!

O planejamento segue sendo executado com perfeição, já que o plano é mesmo perder.

Tudo está bem e a mim só restam algumas dúvidas:

1 – o que o Grêmio acha que ganhou ao perder?

2 – o que ele pensa que lucrou ao abrir mão das cotas de TV das finais da Taça Piratini?

3 – que droga de planejamento é esse que planeja a derrota?

4 – por que Luxemburgo tem tanto medo de jogar contra o ninguemnacional?

5 – quem será o adversário do Grêmio na final da Libertadores?

—> a palavra do treinador

___

Leia mais

Gauchão 2013: no Gre-Nal de opostos, venceu quem se importou com o Ruralito

Fazendo o certo do jeito errado

Questão de priorização

Gauchão – Inter 2×1 Grêmio

A lógica e a Copa

“Ah Muleque” Gre-nada, Cara de Pau e Marketing Tricolor

Planejamento? Ou andança ao sabor dos ventos?

Um EGO em Descontrole.

Deu a lógica

Anúncios

Reservas? Por que, se é Gre-nal?

dinho-carrinhoInteressante que ainda estejamos discutindo o óbvio.

Amanhã, em Caxias, vai acontecer um Gre-nal decidindo quem segue na Taça Piratini. Se é Gre-nal, se é decisivo, então não há o que ficar discutindo. A mim parece tão óbvio que o Grêmio deve escalar o melhor time possível, que até nem entendo porque algumas pessoas insistem em afirmar o contrário.

A História se escreve através de repetições dos fatos. Se aprendemos com o passado, podemos, no presente, construir um futuro diferente.

Achei que o Grêmio tivesse aprendido com a Sul Americana de 2008. Enganei-me.

Sei lá. Estou ficando velho e não consigo conviver com as mudanças. Deve ser isso.

Segundo Vanderlei Luxemburgo, a derrota pertence ao futebol. Isso é, também, uma sonora obviedade. O que Luxemburgo parece não entender – e começa a surgir uma geração de torcedores que também não entende – é que o Gre-nal não pertence ao futebol. Futebol é o que o Grêmio joga contra o Esportivo, o Huachipato, o XV de Novembro de Campo Bom, o Fluminense. Contra esses times jogamos partidas de futebol, assim sendo, contra esses times, “a derrota pertence”. No entanto, quando o Imortal enfrenta o time lá da beira do rio, não tem isso aí de futebol. Daí é outro esporte. Ganhar Gre-nal é um esporte que todos os gaúchos gostam de ganhar. Uma rivalidade que transcende o futebol, Não interessa se o Gre-nal é por um simples turno de Gauchão, se por um mero cafezinho ou por um isqueiro velho sem gás. Não interessa, Gre-nal não tem nada a ver com futebol. Gre-nal não tem nada a ver com preservação, nada a ver com derrota. A derrota até pode pertencer ao futebol, como disse o treinador, mas não pertence, afirmo eu, ao Gre-nal.

Esse papo de que o Gre-nal de amanhã tem pouco valor comparado à Libertadores serve apenas para enganar torcedores distraídos. O que tem pouco valor comparado à Libertadores é o próprio Campeonato Gaúcho.

Não tenho o menor interesse em saber se o Grêmio será campeão gaúcho em 2013. Tô nem aí se o Grêmio for eliminado na semi-final da Taça Piratini por algum pequeno clube do Interior. Tudo bem, isso faz parte do futebol. O que não pode acontecer é o Tricolor ser eliminado amanhã pelo time do Dunga. Amanhã é Gre-nal, e Gre-nal sempre vale muito – até quando não vale absolutamente nada.

O bla-bla-blá que Luxemburgo usa para justificar essa amarelada é a ênfase no trabalho de condicionamento físico.

Ah, tá bom.

iura-soco-falcaoMedo de perder. Covardia. Auto-preservação. Isso é que é, Vanderlei.

Ao longo de todo ano de 2012 o Grêmio foi se entregando nos momentos decisivos. Perdemos todas as partidas importantes, algumas de forma ridícula. Em 2013 já entregamos um Gre-nal, agora pretendemos entregar outro. Tivesse o Grêmio escalado um time mais forte em Erechim e o Gre-nal de amanhã seria no Monumental.

De tanto perder algumas pessoas já estão se acostumando a perder. De tanto perder já nem se importam.

Quando o Grêmio era vencedor, chegou a ganhar um Gauchão usando um time reserva. Mas fez isso porque se garantia e porque disputava, paralelamente ao Gauchão, a Copa do Brasil e a Libertadores. Chegou na final nas três competições e ganhou duas delas.

Naquele tempo o Grêmio tinha ganas de vencer. E vencia.

Gremista não tem que se contentar em perder alguma coisa apenas por causa de seu pequeno valor. Gremista tem que querer vencer tudo, mesmo que isso não seja possível. Gremista tem que exigir que o clube tenha sempre a melhor representação possível em qualquer competição que dispute. Gremista não tem que aceitar desculpinhas que apenas tentam camuflar o medo interior do professor Luxemburgo.

Sei lá se os reservas do Grêmio vão vencer o Gre-nal, sei lá se vão acabar goleados.

Não sei mais nada, apenas que já me canso dessas demonstrações de covardia dadas por Luxemburgo.

Se tudo correr bem, se o Grêmio seguir avançando na Libertadores, em algum momento teremos que ter coragem. De tanto conviver com o medo e o acovardamento, apenas espero que não nos falte, em 2013, a coragem dos vencedores, exatamente o que não tivemos em 2012. Nem contra nove ganhamos em 2012.

Bota os titulares, Luxemburgo.

Pelo amor de Deus.

___

Leia mais

Tricolor com reservas ?

Força total domingo

Luxemburgo usa a lógica e provoca a zebra no Engenhão

(Foto: Lucas Uebel/Site Oficial do Grêmio)
(Foto: Lucas Uebel/Site Oficial do Grêmio)

O Grêmio jogou muito contra o Fluminense. Muito mesmo. Pra falar a verdade, o Grêmio jogou demais para um time que recém se formou, ou melhor, que ainda está em formação.

Querer que o Grêmio vencesse, todos os gremistas queriam, porém, acho que poucos chegavam a acreditar que ele pudesse. Imaginar que o Imortal fosse fazer uma apresentação daquele nível e golear o campeão brasileiro em sua própria casa, isso eu creio que ninguém imaginava possível. Confesso que estava considerando o Grêmio como zebra na partida de ontem. Deu zebra. Que bom!

O time de ontem era quase o mesmo da estreia contra o Huachipato. Além de Dida, Werley e Fernando foram as alterações. Dida foi uma alteração desnecessária – e eu até diria injusta. Marcelo Grohe segue, a meu juízo, sendo o melhor goleiro do grupo gremista. Além do que, não gostei muito da atuação do experiente Dida no Engenhão. A entrada de Werley no lugar de Saimon não tinha como não ser positiva, poucos zagueiros no mundo são tão ruins quanto Saimon foi até agora. Então que a entrada de Werley foi altamente positiva ao time contribuindo, inclusive, para um melhor rendimento de Cris, que só tinha ido bem na partida contra a LDU lá no Equador, curiosamente ao lado de Saimon.

(Foto: Lucas Uebel/Site Oficial do Grêmio)
(Foto: Lucas Uebel/Site Oficial do Grêmio)

Fernando

No entanto, a substituição mais desejada, a mais necessária e mais urgente para garantir a sobrevivência do Tricolor na Libertadores, era a entrada de Fernando no lugar de Adriano.

Não quero afirmar que Adriano não foi uma boa contratação, até acredito que tenha sido. Não acho que Adriano deva permanecer para sempre na reserva de Fernando, até imagino que, com o tempo, ele vá acabar ganhando a condição de titular. Mas isso apenas virá com o tempo. E foi exatamente isso que a vitória de ontem nos deu, nos deu tempo.

Por ter goleado o Flu e assumido a liderança do Grupo 8, não significa que todos os problemas foram solucionados e que agora é só ficar esperando o dia de disputar a final e fazer a festa de campeão da América. Assim como ter perdido para o Huachipato, na Arena, não era, também, o sinal definitivo de que tudo estava acabado. Ainda há muito por fazer, muito com o que sonhar.

O que restou provado ontem – para mim ao menos – foi que a pressa e a teimosia foram nossos principais inimigos no jogo de estreia. Muito mais do que o próprio adversário, o Huachipato, que até foi organizado, o que prejudicou o Grêmio foi a pressa de Luxemburgo em escalar logo todos os seus contratados. Aliando essa pressa à teimosia em deixar Fernando no banco. A entrada de Fernando no jogo contra o Flu foi tão positiva, deixou tão clara a diferença entre o Grêmio com ele e o Grêmio sem ele, que Vanderlei Luxemburgo disse que a partir de agora não fala mais sobre o garoto. Luxemburgo afirmou, na coletiva, que não discute mais esse assunto. O que concluir disso? Que para ele, Luxemburgo, Fernando passa a ser, a partir de agora, indiscutível? Que bom que fosse isso.

Barcos e o ‘espírito vencedor’

barcos-gremio-3.0
(Foto: Lucas Uebel/Site Oficial do Grêmio)

Logo na estreia do Imortal no Gauchão, contra o Esportivo, declarei-me encantado pela atuação de Lucas Coelho e ressaltei que não me lembrava de alguma vez ter visto o surgimento de um centroavante tão promissor na base do Tricolor.

Então tá, parece que 2013 será o Ano Gremista da Centroavância de Qualidade. Fazia muito tempo que eu não via um centroavante gremista jogar  tanto quanto Barcos jogou ontem. Barcos jogou demais, acabou com o jogo, ganhou o jogo pra nós.

Barcos fez gol (tá na súmula, né), fez assistências pra os outros dois gols, armou jogadas importantes e prestou auxilio à defesa. (Esqueci alguma coisa?).

Barcos fez a dele e a do Zé Roberto, fez a dele e a do Vargas, fez de tudo, fez demais, matou o Fluminense. Barcos foi apenas perfeito.

Da mesma forma que Vargas – que ontem não esteve lá muito bem – que chegou da Itália em um dia e no outro já estava no Equador enfrentando a LDU e sendo o melhor jogador do Grêmio naquela partida, Barcos esqueceu-se de toda a vida lá fora ontem e foi ao Engenhão como se vencer aquele jogo fosse a coisa mais importante a fazer na vida. Hernan Barcos não ficou abatido pelos graves problemas pessoais que passa – assim como Fernando não parece estar -, não pediu para ser afastado, queria jogar queria vencer.

O que estou querendo dizer é que Barcos, Vargas e Fernando demonstram ter aquilo que desconfio que talvez falte a Zé Roberto: espírito vencedor. É bom que seja assim, pois como sabemos, o espírito vencedor, tanto quanto o derrotista, costuma ser contagioso. Com a qualidade que tem o grupo do Tricolor, se for contaminado por esse espírto… bah, daí a gente pode ir bem longe. Bem longe mesmo.

-> o jogo e as coletivas de Abel e Luxemburgo

___

Leia mais

Um grande jogo ou um grande erro?

As lições da vitória: o carteiraço e o bruxismo derrotados

Sob o comando de Barcos, Grêmio começa a ter cara de time

Aos secadores e derrotados de véspera com carinho

Chocolate Imortal

Libertadores – Fluminense 0x3 Grêmio

Com a cara da Copa

UMA VITÓRIA LIBERTADORA