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Vitória 0x3 Grêmio – O Tricolor inclemente

Foto: Terra/Esportes

“Suor e sangue é o que queremos ver na camiseta.”

Tá, tudo bem, ainda não vimos sangue na camisa de nenhum atleta gremista, e tomara que nem cheguemos a ver, a não ser que seja preciso, é claro. Porém, não podemos negar que o time vem suando mais do que nos últimos tempos. Suando por Portaluppi.Ninguém mais, nem eu inclusive, lembra de criticar o preparador físico.

Não vou dizer que Renato deu ao Grêmio uma nova organização tática que o tornou um time insuperável, primeiro porque entendo muito pouco de futebol e também porque a atuação do Tricolor diante do Vitória não chegou a ser nenhuma maravilha. Mais uma vez Fábio Santos rendeu bem abaixo do necessário para alguém que veste a camisa do Imortal, para compensar, Gabriel foi brilhante, jogou o fino da bola. Já temos nosso lateral. Graças ao Portaluppi, que o indicou ao Grêmio.

Graças ao mau trabalho da atual direção, Renato tem nas mãos uma arma para a qual não foi providenciada munição adequada. O grupo do Grêmio, convenhamos, não parece capaz de render tudo o que rende na mão do Portaluppi. A verdade é que Renato, aquele que alguns acusavam de nem ser um treinador de verdade, conhece os segredos do vestiário e transformou o limitado grupo formado por Duda ‘pinta de playboy’ Kroeff em algo realmente surpreendente, maravilhosamente surpreendente. Renato faz o que é preciso com as armas que dispões e, na falta de munição, o time do Portaluppi está “matando a pau”.

O Imortal é 100% jogando fora de casa nesse segundo turno e lidera o returno de forma isolada. Dá pra acreditar? Que o Tricolor não ganhava três partidas consecutivas no Campeonato Brasileiro já faziam alguns anos, que não vencia quatro consecutivas fora de casa… sei lá, deve ter acontecido há décadas. Fora de casa, nesse segundo turno, o Grêmio de Renato tem sido implacável, impiedoso, inclemente. Inclemente como Clementino, que parece ser mesmo o tal atacante de velocidade que o Imortal vinha procurando. Pelo menos na corrida pela artilharia do campeonato ele entrou em altíssima velocidade. Abre o olho, Jonas.

Ainda estamos bem distantes da vaga à Libertadores, mas muito mais distantes estamos, agora, da vaga à Série B. O efeito Renato tardou um pouco, é verdade, mas quando chegou mostrou-se melhor do que a encomenda. 2010 não acabou ainda e não sabemos o que estaremos disputando em 2011, se a Libertadores ou a Copa do Brasil, porém, algumas coisas parecem bem fáceis de adivinhar para o próximo ano: Dilma será presidente do Brasil, Tarso irá governar o Rio Grande, Paulo Odone estará mais uma vez à frente do Imortal Tricolor e, o melhor de tudo, Renato Portaluppi será o treinador dos gremistas.

Á ficha do jogo: Grêmio 1×1 Vitória – 14/jul/2010

 

Grêmio 1 x 1 Vitória

GRÊMIO: Victor; Edilson, Rafael Marques, Rodrigo e Neuton; Adilson, Willian Magrão (André Lima), Leandro (Maylson) e Hugo; Jonas e Borges.  Técnico: Silas.

VITÓRIA: Viáfara; Nino Paraíba, Anderson Martins, Wallace e Egídio (Rafael Cruz); Vanderson, Ricardo Conceição, Fernando (Vilson) e Ramon (Soares); Elkeson e Schwenck. Técnico: Ricardo Silva.

Gols: Wallace (34min/1ºT);  Egidio (contra – 31min/2ºT).

Cartões amarelos: Hugo, Willian Magrão, Jonas e Neuton, do Grêmio; Ramon, Elkeson. Ricardo Conceição, Fernando e Viáfara, do Vitória.

Local: Estádio Olímpico – Data: quarta-feira, 14 de julho de 2010, às 19:30 hs.

Público total: 8.359 – Renda: R$ 110.119,50

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO) – Auxiliares: João Patrício de Araújo (GO) e Marco Antônio de Mello Moreira (GO).

Celso Roth ‘quase’ conseguiu, de novo.

 

No Mineirão, grande reação do Galo mineiro que ‘quase’ reverteu a história do mata-mata contra o Vitória. Depois de haver perdido o primeiro jogo em Salvador, por 3 a 0, ontem, em Belo Horizonte, devolveu os mesmos três gols, ‘quase’ fez quatro e tudo se decidiu na cobrança de pênaltis.

Claro que, treinado por Celso Roth, o Galo perdeu.

E essa é a história da primeira decisão de Roth como treinador do Galo: eles ‘quase’ venceram, ‘quase’ conseguiram a classificação e todos ‘quase’ foram felizes para sempre.