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A não aceitação da derrota.

 

 

 

Vencer aos Estados Unidos nunca foi difícil, não para o Brasil. Vencê-los numa  partida de futebol, não é mais do que obrigação.

Porém, vencer um jogo, qualquer jogo, depois de o estar perdendo por dois gols, isso é puro mérito.

O time de Dunga não teve, mais uma vez, a qualidade que seria necessária para ser considerado uma Seleção, mas teve algo que já foi tão notório no Grêmio e hoje não se vê mais no Tricolor, um sentimento que torna qualquer time muito maior do que se espera que seja: a não aceitação da derrota.

O time de Dunga continua ganhando. Dá pra discutir com o Dunga?

Ao final, a vitória de virada, com um gol de Lúcio, foi um justo premio ao único, além de Júlio César, grande jogador deste time.

Alguns insucessos, como o de Ramires, também devem ser considerados, mas minha decepção fica mesmo por conta de Pato. Acreditava muito no Alexandre, cheguei a escrever, em janeiro, que este seria o ‘ano do Pato’. Errei de novo. O tempo passa e o Pato não emplaca. Será quando?

Não se pode elogiar.

 

Em seu jogo de estreia na Copa das Confederações, o time de Dunga já havia jogado menos do que seu adversário, a vitoria contra o Egito ocorreu de forma criminosa. Contra os americanos mais uma vez o Brasil jogou muito pouco. Superioridade mesmo o time de Dunga só demonstrou contra a Itália.

E foi aí, contra a Itália, que decidi ser generoso e sobraram elogios até para o próprio Dunga.

Hoje à tarde, contra a Seleção da África do Sul, o time dele voltou a jogar menos do que seu adversário. Mais uma vez o Brasil ganhou no crime. Futebol e justiça são duas coisas que nada têm entre si, mas não dá para dizer que não houve injustiça outra vez hoje.

Num torneio de três partidas a Seleção dos Estados Unidos perdeu duas, ainda assim passou de fase e acabou chegando à final. Por seu lado, o Brasil que não consegue jogar melhor do que quase ninguém, garantiu sua vaga e vai à final também.

Domingo, provavelmente o que o mundo verá será mais uma vitória do time de Dunga. Afinal é isso mesmo o que o mundo está esperando ver. No entanto o que talvez ainda não possamos ver será o time de Dunga jogando uma grande partida de futebol.

Azurra? Não, a surra.

 

a alegria dos favoritos

 

Andei escrevendo algumas coisas sobre a Seleção Brasileira por aqui, normalmente não muito elogiosas. Portanto não seria justo, logo hoje, se eu não escrevesse ao menos algumas linhas sobre a vitoria do time de Dunga.

Seria injusto, por exemplo, se eu não destacasse a grande atuação, mais uma, de Lúcio que, zagueiro pela direita, está se destacando em suas jogadas ofensivas pelo lado esquerdo.

Róbinho, mais uma vez, não jogou nada, mas e daí? Nem foi preciso. O Brasil deu um verdadeiro corrupio na Itália. Especialmente na primeira etapa, quando o Brasil demonstrou força, qualidade individual e, parabéns ao Dunga, muita organização coletiva.

Nos últimos cinco jogos a Seleção conseguiu cinco vitorias. Dá para discutir com Dunga?

Futebol não é coisa para ser entendida, apenas admirada. Depois de encarar o Brasil e vencer à Itália, tudo levava a crer que o Egito ao menos não perderia o jogo de hoje, mas perdeu, perdeu de goleada. O resultado é que a rodada que começou com a Itália classificada, ofereceu-se ao Egito, mas acabou com a vaga na mão dos americanos. Adeus, Itália.

Mas isso é problema deles, aos brasileiros importa é que em uma partida de futebol, o máximo que se pode conseguir é vencer e é isso o que o time de Dunga vem fazendo.Vamos discutir o quê? Ainda mais hoje que o Brasil, simplesmente, aplicou uma verdadeira surra no adversário. O Brasil fez o que tinha de fazer, venceu o jogo e matou a Itália que, como já vimos em outras Copas, sempre cresce quando tem uma segunda chance.

Vamos pois, esperar a Espanha. E esperar como favoritos. O Brasil é sempre o favorito.