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Pesquisa LANCE-Ibope: torcida do Grêmio diminui

1192406533_fSem conquistas relevantes desde o longínquo 2001, sem sequer conquistas irrelevantes há já quatro anos e agora há dois anos sem nem ao menos comemorar uma simples vitória em Gre-nal, o Grêmio começa a perder, também, representatividade no contingente de amantes do futebol brasileiro. Pesquisa LANCE!-Ibope aponta a redução de um ponto percentual no total dos torcedores que se declaram gremistas. Vale lembrar que a margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual. Ou seja, é possível que nada tenha mudado. Se nada mudou, se, passados quatro anos desde a última edição da pesquisa, continuamos na mesma, então significa que estagnamos, o que é o mesmo que decrescer.

O Grêmio está diminuindo, ficando menor, ficando pequeno.

Sei que muita gente não vai concordar com isso, não vai gostar do que escrevo, mas não posso mentir pra mim mesmo. Não é de hoje que o Grêmio ingressou num processo de apequenamento. Isso teve início, muito provavelmente, lá no final do século passado, a partir da gestão Guerreiro, do famigerado contrato com a ISL e todos os seus desdobramentos. Desde lá o Grêmio só diminuiu em quase todos os aspectos.

Lembro que lá no final de 2004 quase nada restara do nosso Grêmio. Quase nada além de sua história gloriosa. Em 2005 eu dizia que o Grêmio havia se resumido a um estádio e uma torcida. Era só o que nos havia sobrado.

Quanto ao estádio… Bem, todos sabemos que o Olímpico Monumental já não é nosso e que a Arena ainda é mais um problema gigantesco do que uma mansão luxuosa. Só sobrou a torcida.

Agora a torcida começou a diminuir ou, pelo menos, parece ter parado de crescer.

Há muito que andamos perdidos, vagando sem rumo nas competições que disputamos. Está na hora do Imortal se reencontrar com seu destino de grandeza. Está mais do que na hora.

Mas além da indestrutível fé que depositamos na magia de Felipão, o quê mais temos para acreditar que estejamos perto de retomar o caminho certo?

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Kleber é ‘quase’ do Grêmio

Kleber, não tenho dúvida, se conseguisse atuar um razoável número de vezes, ou seja, se conseguisse não ser expulso tão frequentemente quanto imagino que deverá ser, seria plenamente capaz de fazer funcionar o ataque desta “equipe forte e credenciada” que P. Odone e P. Pelaipe estão prometendo.

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Kleber sempre demonstrou grande 'aptidão' para as expulsões.Por Alves Rodrigues

Parece que Kleber está mesmo bem próximo do Grêmio, se virá ou não ainda é coisa que ninguém pode afirmar. Pelo que se pode ler ou ouvir na mídia, o que já parece estar definido é que André Lima, o Guerreiro Imortal. não faz parte dos planos tricolores para a próxima temporada. Vai-se o Guerreiro, para seu lugar, provavelmente, está vindo o Gladiador.

Há quem diga que Kleber deve ser apresentado ainda hoje na Arena. Tudo é possível, não devemos duvidar. O que devemos é discutir o acerto desta provável contratação.

“O que posso dizer é que o presidente Paulo Odone me autorizou a formar uma equipe forte para se credenciar a ganhar títulos em 2012”, declarou Pelaipe na tarde de ontem. Ao que parece, esta “equipe credenciada” inicia por Kleber. Particularmente não acho que seja acertado contratar este atleta. Desconfio de que a chance de arrependimento possa ser bem maior do que a chance de felicidade, embora ninguém em são consciência possa negar as qualidade de Kleber, o Gladiador. Ninguém pode, também, negar que a média de cartões (amarelos e vermelhos) recebidos pelo atleta palmeirense está muito acima da média de outros atacantes brasileiros. Se somarmos a facilidade de ser expulso que ele tem com a facilidade histórica que os árbitros têm de expulsar jogadores que estejam dentro de uma camisa do Grêmio…

E eu que sonhava com a volta de Felipão...!!

Kleber é um excelente jogador, assim como Luis Felipe Scolari é um excepcional treinador. Pelo que se noticiou destes dois nos últimos meses, não existe a menor possibilidade de que voltem a trabalhar juntos algum dia. Assim sendo, a chegada de Kleber inviabiliza completamente qualquer acerto com Felipão para 2012. Que pena, cheguei a sonhar com a volta do grande treinador. Kleber, não tenho dúvida, se conseguisse atuar um razoável número de vezes, ou seja, se conseguisse não ser expulso tão frequentemente quanto imagino que deverá ser, seria plenamente capaz de fazer funcionar o ataque desta “equipe forte e credenciada” que P. Odone e P. Pelaipe estão prometendo. Felipão, no entanto, faria mais do que isso, faria funcionar, além do setor de ataque, todo o grupo do Grêmio, titulares e reservas, todos, não duvidem disto. Felipão não receberia um salário muito diferente do que provavelmente será o de Kleber e sua vinda não envolveria a compra de direitos federativos, isto é, no fim das contas, Felipão até acabaria custando mais barato do que Kleber.

Sei lá, entre Felipão e Kleber, se coubesse a mim a escolha, escolheria Felipão. Além do que, desconfio de que o Grêmio talvez o esteja contratando para o comando do ataque, o que seria um erro. Kleber, penso eu, bem que poderia merecer a companhia de um grande centroavante. Eu falei GRANDE centroavante, não estou falando de Vagner Love ou algo assim.

Avaí 0x3 Grêmio – Menos mal

Ao fim e ao cabo o último parágrafo do post do dia dois de setembro acabou sendo meio que confirmado nas últimas atuações do Imortal longe do Rio Grande do Sul.

Era de se prever, ou ao menos de se esperar, que o Imortal, apesar da enorme falta de capacidade de presidir demonstrada – e até assumida – por seu presidente, Duda ‘pinta de playboy’ Kroeff, estivesse chegando, pela estrela vencedora de seu treinador Renato Portaluppi e por sua própria grandeza, ao momento em que iria começar a vencer jogos fora de casa. É verdade que o Grêmio não chegou a vencer o Botafogo, apenas empatou, mas a maneira como conseguiu chegar ao empate se assemelhou muito a uma vitória. Saindo de dois a zero contra e conseguindo chegar a um dois a dois, e com um homem a menos, o Grêmio arrancou, lá no Engenhão, um empate que teve o efeito moral e psicológico de uma vitória, de uma grande vitória, quase uma façanha. Depois disto, ganhar do Corinthians em São Paulo e golear, ontem, o Avaí em Floripa foi apenas uma questão de autoconfiança. O Grêmio de Portaluppi acredita em si mesmo, ignora o fator local e não se deixa abater pela aura derrotista de seu presidente. O Grêmio de Portaluppi está no caminho certo… ou quase. Afinal, ainda falta readiquirir a força que demonstrava ter na temporada passada. Caso readiquira essa força, aí sim, estaremos, como acredita Renato, disputando vaga à Libertadores 2011.

Nada mal. Excelente recuperação para um time que até algumas rodadas – eu mesmo afirmava – deveria se dar por satisfeito caso não fosse rebaixado.

Essa mudança tão radical não foi, porém, fato do acaso. Renato tem grande responsabilidade nisto. A substituição do chatíssimo Meira por Alberto Guerra tem também, eu creio, bastante peso nisso.

Porém, a maior de todas as mudanças se chama Douglas. Como escrevi, neste mesmo post do dia dois, faltava a Douglas realizar uma sequência de boas atuações, as boas atuações de nosso armador haviam sido muito esparsas, esporádicas. Douglas, após uma boa partida, jogava muitas partidas apenas regulares alternadas com outras até mesmo bem ruins. Renato falou sobre Douglas aos torcedores, disse o que pretendia para ele e o que esperava que ele fizesse dentro de campo. Mais do que isso, Renato deve ter falado de Douglas para o próprio Douglas. Craque com craque se entende. Douglas entendeu – e atendeu – as expectativas do treinador. Douglas está jogando bem uma atrás da outra, voltou a jogar muito na noite de ontem e o resultado é esse que vemos: o Tricolor de Portaluppi é bem diferente do que vinha sendo até alguns dias. O Imortal não está apenas pronto para vencer fora de casa, ele agora está vencendo mesmo.

Infelizmente o caso de Souza permanece inalterado. Souza, que nunca joga bem, continua o mesmo: uma decepção.

Pena foi o tropeço diante do Palmeiras. Pena mesmo – e bem no dia do aniversário. Mas isso não deve nos desmotivar, o Grêmio do returno tem se mostrado imbatível. Dentro ou fora do Estádio Olímpico, o Grêmio de Portaluppi, neste segundo turno, tem sido imbatível para todos os adversários. Todos menos um: o grande Felipão, mestre dos mestres.

Menos mal que foi assim.