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Inteligente é o Roger

Inteligente é o Roger, Edinho. Troca um volante por outro, um lateral por outro, um zagueiro por outro, e assim vai levando o seu Grêmio.

roger

Walace e Luan ficam de fora do primeiro jogo contra o Coritiba. Walace, suspenso – mais uma vez -, não pode ser escalado. Já Luan me parece estar sendo poupado. A explicação oficial para a ausência de Luan é uma amigdalite. Mas, para mim, o que parece é que alguém decidiu que era melhor poupá-lo.

Não acho errado. Bem ao contrário. É importante chegar com todos os titulares nos jogos decisivos, coisa que, convenhamos o jogo de amanhã não será. A menos que alguém vença por um placar muito exagerado, a decisão ficará mesmo para o segundo jogo, na Arena.

No entanto, não é prudente subestimar o Coritiba, que pelos resultados recentes parece estar em recuperação. Assim como estava o Joinville quando chegou à Arena no domingo.E que difícil que foi vencer o Joinville!

Também não seria inteligente, neste momento, o Tricolor eleger alguma competição como prioritária. Depois de tantos anos, sinceramente, a prioridade número um do Imortal devia ser um título. Qualquer um. Não importa qual. Nem sei se eu ainda sei chegar na Goethe.

Edinho acha importante ser inteligente no Couto Pereira e, principalmente, evitar tomar gol. Ou seja, ele acredita que seria “inteligente” jogar de forma defensiva. Penso ao contrário, e acho que o Imortal deveria tentar se impor desde o começo. Não que eu discorde que o empate seria um bom resultado, ou que ache que vai ser muito fácil vencer a partida, mas porque acho que faria bem ao Grêmio se conseguisse se sentir tão bem nos jogos fora de casa como se sente na Arena. Derrubamos o Galo no Mineirão, por quê duvidar que possamos fazer o mesmo contra o Coxa na casa deles?

Sem Walace e Luan, Roger procura mexer o mínimo possível no time. Não acho que o Grêmio vá ficar cheio de preocupações defensivas como parece desejar o volante Edinho. Roger não é de grandes alterações no comportamento de sua equipe. Troca um volante por outro, um lateral por outro, um zagueiro por outro, e assim vai levando o seu Grêmio. Tentando não alterar as característica de jogo de sua equipe. Muda as peças, mas procura não alterar a forma de jogar.

Inteligente é o Roger, Edinho.

Pena que não dá pra trocar um Luan por outro, pois Luan só tem um no Brasil.

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Grêmio 5×0 ninguemnacional – Alma lavada

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A alma foi lavada.

Quem agora vai querer lembrar o Grenalzinho de 1997, aquele do Fabiano? Aliás, quem é mesmo Fabiano? Nem lembro mais. Acabou esse papinho de 5 a 2. Da hora agora é 5 a 0, o Gre-nal do Luan. O grande e inesquecível primeiro Gre-nal da Era Roger.

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À medida que os dias passavam e o final de semana se aproximava ia ficando cada vez mais evidente que o Grêmio ia enfrentar um adversário perfeitamente batível na Arena. As notícias vindas da beira do rio só faziam demonstrar que o ninguemnacional vivia profunda crise e o ambiente de seu vestiário parecia já destruído. A intempestiva demissão de Diego Aguirre era a prova concreta de que o vulcão entrara mesmo em erupção.

Meu único medo era que o Tricolor, mais uma vez, não fosse capaz de aproveitar as oportunidades e acabasse deixando escapar um adversário que havia tão bem se preparado para perder.

Graças a Deus isso não aconteceu. Afora o susto pregado por Douglas, o Imortal foi competente nas conclusões. “Efetivo”, como gosta de dizer o Roger.

Como é bom torcer para um time que faz gols.  A alma fica lavada.

Interessante: depois do massacre de ontem não me sinto mais tão cansado. Uma goleada humilhante sobre nosso mais odioso adversário recarrega as baterias de qualquer gremista. Sinto-me renovado. Outra vez estou novo. Pronto para esperar pelo nosso próximo título que, se a efetividade demonstrada ontem persistir por algum tempo, talvez venha ainda antes do que eu pensava.

Chega, não vou me alongar muito. Eu ganhei de cinco a zero e não quero perder muito tempo com textos pouco inspirados como esse. Quero voltar a fazer o que estava fazendo desde as 19:10 h de ontem: rir.

Flamengo 0x1 Grêmio – Alguém lá em cima parece gostar muito de nós

(Foto: Buda Mendes - Terra)
(Foto: Buda Mendes – Terra)

Há certos momentos na vida em que nenhuma ideia nos parece melhor do que fugir, sumir, simplesmente esconder-nos, desaparecer totalmente. Esses momentos, no entanto, são os que mais precisamos lutar. Assim é na vida, assim é, também, no futebol.

Por razões que meu raciocínio não alcança e que outros melhores que eu não conseguem me explicar, o Grêmio mergulhou numa crise que dura já mais de uma década. Brigas internas, choques de vaidades, ataques aos cofres do clube, enfim, são muitas as causas da crise, ou as teorias que tentam explicá-la. 

Essa foi uma semana muito difícil pra mim. Na quarta-feira à tarde eu tentava imaginar o que se passava na cabeça do presidente Koff no momento em que adentrava a sala do STJD. Naquele momento ele já não era mais o velho Koff, o presidente que descobriu a América e conquistou mundo, naquele momento, para os auditores e para o resto do mundo, ele era apenas o presidente daquele clube racista lá do Sul.

Eu não tenho certeza se, por eu ser gremista, tenho mania de perseguição, ou se sofro, de fato, perseguição sistemática em razão de ser gremista.

Sei lá, não sei mais nada. A condição de clube mais punido do Brasil, adquirida pelo Grêmio, deve ser culpa do Grêmio. Ou será culpa do Brasil?

A gente deve ter algo errado. Alguma coisa nos torna diferentes. 

Eu não faço ideia do que seja essa ‘coisa’, mas eu adoro ser diferente.

Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, um clube diferente. Eu gosto.

Muita gente falou muita bobagem nos últimos dias. (Eu inclusive). Em meio século de vida, não tinha ouvido, como ouvi nos últimos dez dias, tantas vezes a palavra racista. Quase todo mundo achou muito legal acusar o Grêmio e os gremistas de coisas que na verdade não somos, de nos imputar defeitos que não temos. Até o auditorzinho aquele, ele sim racista, se achou no direito de falar mal da gente. O Grêmio foi usado, durante mais de uma semana, por uma elite branca, que domina a mídia e que detém todos os cargos decisórios do país. Essa gente precisava, e muito, de um cala-boca.

Vencer o Flamengo, o clube de maior torcida do mundo, lá dentro do Maracanã, o estádio mais famoso do mundo, deve ser suficiente para calar algumas dessas bocas mal intencionadas.

Eu vejo gente falsa. Com que frequência? O tempo todo. 

E todo tempo essa falsidade, que favorece uns em prejuízo de outros, se volta contra o Tricolor mais odiado do Brasil. Batem, perseguem, difamam, injuriam. Por vezes me parecem que estão tentando matar nosso clube. Pobres idiotas, não percebem que é inútil tentar matar um imortal?

Um a zero. No último minuto de jogo. Só pra mostrar que o Grêmio é mesmo Imortal, e que, não importa o quanto o mundo inteiro nos odeie, alguém lá em cima parece gostar muito de nós.