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Parado em blitz, Mano Menezes se nega a prestar exame do bafômetro

Parado em blitz, Mano Menezes se nega a prestar exame do bafômetro
Parado em blitz, Mano Menezes se nega a prestar exame do bafômetro

Este blog já fez muitas críticas e, também, já teceu rasgados elogios ao atual treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes.

Seu trabalho na Seleção não tem apresentado bons resultados, isso eu acho que ninguém vai querer discutir. Mano vai muito mal no comando da Seleção Canarinho.

No entanto, sua imagem de homem sério e cidadão respeitável, exemplo de conduta, jamais esteve sob suspeita…

…até agora, né??

Mano Menezes, na madrugada passada, foi surpreendido por uma blitz da Lei Seca no Bairro da Gávea, Rio de Janeiro.

Mais surpreso, porém, fico eu com o fato do treinador da Seleção Brasileira estar, naquele momento, dirigindo sem a documentação obrigatória – coisa que só os verdadeiramente irresponsáveis fazem – e, para piorar ainda mais as coisas, ter-se negado a prestar o teste do bafômetro.

O trânsito brasileiro  é um dos mais violentos do mundo, se não for o mais violento. Os motoristas brasileiros, portanto, são verdadeiros exterminadores de seres humanos. Muito dessa violência está associado ao consumo de álcool. É preciso, de todas as formas, coibir a mistura álcool-direção, e o que se espera de pessoas públicas e supostamente responsáveis e respeitáveis é que deem o bom exemplo.

Fico verdadeiramente surpreso com a atitude do treinador Mano Menezes. Fico mais do que isso, fico decepcionado.

Mano Menezes, que já foi (ou sei lá se ainda é) garoto propaganda de marca de cerveja, agora deu pra dirigir sem habilitação e se negar a fazer teste de bafômetro…

Que coisa feia, Seu Mano!

Vai ficar difícil, agora, querer exigir alguma coisa de seus comandados. Vai ficar difícil cobrar dos atletas da Seleção, os mais ‘festeiros’ principalmente, que tenham conduta profissional e que sejam exemplo de alguma coisa.

Ah, só pra terminar: toma um Engov e uma dose de Olina, ajudam bastante nessas horas.

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Era ‘coerência’ demais, não podia dar certo

 

 

A vitória da Holanda e a consequente eliminação do Brasil na Copa da África deixou, por certo, milhões de brasileiros desapontados. Não creio, porém, que alguém tenha ficado surpreso. Embora Dunga, por conta de seus problemas com a rede Globo tenha, subitamente, conquistado uma imensa legião de fãs de última hora, a verdade é que ninguém tinha o direito de esperar muito da Seleção Brasileira nesta Copa, não depois das escolhas que Dunga fez.

Não lembro de ter ouvido muitos elogios ao treinador brasileiro, e, honestamente, não acho que ele merecesse mesmo. O máximo de referência elogiosa que alguém conseguia fazer à convocação feita por Dunga é de que ele "havia sido coerente".

Sei lá, não penso assim. Acho que Dunga acabou sendo mesmo foi teimoso. Quando Dunga justificou a não-convocação de Ganso e Neymar alegando "falta de experiência" pelo fato de eles jamais terem sido convocados anteriormente, Dunga foi no mínimo injusto, afinal, quem nunca havia antes convocado os dois atletas santistas fora o próprio Dunga. Não acho ‘coerente’ não convocar alguém sob a alegação de que esse alguém jamais foi convocado. O nome disso é burrice.

O que Dunga fez com Victor, goleiro do Grêmio, foi ainda pior. Depois de tê-lo convocado por seguidas vezes e jamais ter-lhe dado a chance de jogar sequer alguns minutos, Dunga cortou o goleiro gremista, deixou-o fora do grupo que disputou a Copa, e justificou-se dizendo que o cortara porque ele jamais havia jogado um jogo sequer pela Seleção. Ora, como poderia ele, Victor, ter jogado, se foi o próprio Dunga quem o impediu de fazê-lo? Como poderia Victor atuar com a camisa da Seleção Brasileira se o treinador jamais permitiu que ele entrasse em campo? Será que Dunga esperava que Victor, em alguma partida, invadisse o gramado, expulsasse Júlio César do gol e assumisse seu lugar? Será que era isso?

O Brasil, embora a falha gritante de Júlio César no primeiro gol da Holanda, não foi eliminado pela ausência de Victor. Não, não foi. Mas talvez o tenha sido pela ausência de opções como Neymar,  Ganso e/ou Ronaldinho Gaúcho.

Quem sabe Hernanes pudesse ter jogado contra a Holanda?

Não se pode lamentar o fato de que Felipe Melo tenha sido expulso. Desde 2009 tenho ouvido vários críticos esportivos ‘adivinharem’ que isso iria acontecer. Mas Dunga, que certa vez havia gostado de uma atuação de Felipe Melo em jogo amistoso contra a Itália, insistiu em convocá-lo, em fazer dele seu titular. Felipe Melo, que foi expulso contra a Holanda, já havia escapado de sorte igual em duas oportunidades, contra Costa do Marfim e Portugal. Uma hora isso haveria de acontecer. Aconteceu nas quartas-de-final. Uma pena. Ainda mais porque o Brasil havia jogado um belíssimo primeiro tempo. Creio que não exageraria se dissesse que o Brasil, até iniciar a segunda etapa, estava realizando sua melhor atuação na África do Sul. Uma pena.

Porém, um castigo merecido para quem já começou errando desde a convocação. Nomes como Grafite, Josué e Júlio Batista nada têm a ver com Seleção. São apenas jogadores de clubes. Nada têm de especial. Tanto isso é verdade que só estiveram na África para assistirem a Copa. Úteis mesmo talvez só para comporem o time reserva durante os treinamentos secretos do time de Dunga, o ‘coerente’. Júlio Batista até esteve em campo contra a Seleção Portuguesa, mas jogou tão pouco que a possibilidade de fazer dele uma alternativa durante o segundo tempo do jogo contra os holandeses nem deve ter passado pela cabeça de Dunga, o teimoso.

Não acho que o Brasil tenha sido eliminado da Copa neste jogo contra a Holanda. Na verdade o próprio Brasil começou a eliminar-se quando deram a Dunga autonomia suficiente para por em prática sua desastrosa ‘coerência, sua ineficiente ‘convicção’ e sua irritante teimosia.

O Brasil que saiu da Copa do Mundo 2010, não saiu de cabeça erguida como o de 1982, que mostrou talento, que encantou o mundo, que perdeu no detalhe, que manteve intacta a tradição brasileira de ser ‘o país do futebol’. Não, não saiu assim. O Brasil que saiu da Copa do Mundo 2010, saiu merecidamente derrotado, superado amplamente pela Holanda. O Brasil saiu da Copa sem fazer nenhuma grande exibição, sem mostrar futebol, sem demonstrar superioridade sobre nenhum dos adversários que enfrentou, exceto o Chile. Nem mesmo à valente Coréia do Norte o Brasil conseguiu ser realmente superior. Ganhou da Costa do Marfim muito em razão do gol cheio de erros de arbitragem que Luís Fabiano marcou logo no início da segunda etapa e ‘matou’ qualquer possibilidade de reação africana.

O Brasil saiu da Copa sem jogar, sem brilhar e sem ter do que reclamar. Saiu sem merecer ficar. No futuro nenhum jogador será lembrado por essa Copa, só Fábio Melo.

Quanto a Dunga, capitão do tetra, que já foi responsabilizado pelo fracasso brasileiro em 1990, na Itália, agora terá de assumir a culpa por mais esse fracasso. E desta vez eu acho que os críticos têm razão. O Dunga é mesmo o culpado de tudo.

Go, Ghana, you can!!!

 

Foto: AFP A Taça Jules Rimet, nome dado ao troféu disputado na Copa do Mundo entre os anos de 1930 e 1970 teve apenas cinco vencedores. Brasil, Uruguai, Alemanha e Itália foram os grandes conquistadores das Copas daquele período, a exceção, a intrusa, foi a Inglaterra que, em 1966, acabou conquistando o título disputado lá mesmo na Inglaterra.

Em 1970, após conquistar sua terceira Copa do Mundo, o Brasil acabou ficando com a posse definitiva da Jules Rimet. Que Deus a tenha.

A mesma coisa vem acontecendo com Troféu da Copa do Mundo FIFA, nome dado ao troféu que substituiu a velha Jules Rimet. Desde 1974, quando entrou em disputa, até os dias de hoje, apenas cinco países lograram conquistar a posse transitória do troféu. Não por coincidência são mais ou menos os mesmos. Brasil, Itália e Alemanha já ficaram com a Taça duas vezes cada um. A Argentina também com duas conquistas, substituiu ao antigo Uruguay copero. E a França, que conquistou surpreendentemente a Copa da França, está fazendo o papel de exceção à regra, que em 1966 foi representado pela valente Inglaterra.

Pois parece que neste ano a Copa da África vai ter o mesmo final previsível de todas as outras. Brasil, Argentina e Alemanha – e não coloco nessa ordem por acaso – parecem ser os três mais fortes candidatos ao título. A probabilidade de que um deles venha a ser o campeão é, em minha opinião, coisa de 70 ou 80%. Será que exagero? Creio que não. Estou absolutamente convencido de que será mesmo um destes três.

Eliminada a Itália, e seguindo o raciocínio de que a Copa do Mundo jamais nos brindou com a surpresa de um campeão completamente inesperado, a única possibilidade de que o vencedor da Copa da África não seja uma das três seleções citadas, seria termos, a exemplo das Copas de 1966 e 1998, o dono da casa como campeão. A África do Sul, anfitriã do evento, já está eliminada há bastante tempo, sequer passou da primeira fase, isso, então, deveria ser considerado impossível. Mas a África parece ser diferente e por vezes o continente aparenta se comportar como se fosse um grande país. Não por acaso essa tem sido chamada de ‘a Copa da África’, ‘a Copa dos africanos’.

Não tenho dúvidas de que os sul-africanos já adotaram Gana como sendo a sua seleção nacional. Gana representa hoje toda a grande pátria africana, a grande África. Gana, então, por sabermos que historicamente as ‘zebras’ das Copas só podem se tornar possíveis quando jogam ‘em casa’, pode ainda vencer esta Copa do Mundo.

Não é uma questão de estar torcendo pelos africanos, não é uma questão de achar que eles têm um grande time ou que estejam jogando um grande futebol. Nada disso. Tudo é questão de memória, de lembrar como a história da Copa do Mundo tem sido escrita ao longo de todas estas décadas e, especialmente, é questão de reconhecer que por vezes a história se repete. E é também um pouco, uma questão de sonhar, de acreditar

Go, Ghana, you can!!!