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A ficha do jogo: Grêmio 3×0 Botafogo – 05/dez/2010


GRÊMIO 3 X 0 BOTAFOGO

Grêmio: Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Fábio Rochemback (Neuton), Adilson, Lúcio (Gilson) e Douglas; Jonas e André Lima (Diego Clementino). Técnico: Renato Gaúcho.

Fluminense: Jéfferson; Antônio Carlos, Leandro Guerreiro e Danny Morais (Herrera); Alessandro, Lucas Zen (Edno), Fahel, Somália e Marcelo Cordeiro; Caio (Túlio Souza) e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana.

Gols: André Lima, aos 20min, e Jonas, aos 38min do primeiro tempo. Douglas, aos 8min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Fábio Rochemback, Douglas, Jonas e Adilson (Grêmio); Lucas Zen (Botafogo).

Local: Estádio Olímpico Monumental – Data: Domingo, 05/12/2010 às 17:00 hs.

Público: 45.420 – Pagantes: 41.457 – Renda: R$ 949.795,50.

Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF) – Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (MG/Fifa) e Marrubson Melo Freitas (DF).

 

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Renato, não. O Renato não pode

 

Foto: Fábio Berriel/Freelancer/UOL Esporte

É preciso ser um gremista muito otimista, eu diria até quase irracionalmente otimista, para acreditar que o Grêmio ainda possa vir a conquistar a vaga à Libertadores via G-3. Acho bem mais fácil acreditar, e ainda assim não é muito provável, que nosso Tricolor acabe tendo que se contentar com o G-4. Não é grande coisa, mas já é bastante para quem, até o final do primeiro turno, lutava apenas para não ser rebaixado. No entanto, ao contrário do que dizem, o Imortal Tricolor não está na dependência, ainda não, de resultados paralelos para conseguir vaga no G-4. ganhando as quatro partidas que lhe restam, nosso Grêmio acabará, inevitavelmente, entre os quatro primeiros classificados do Campeonato Brasileiro por pontos corridos de 2010, será o campeão da Taça João Saldanha (returno) e estará habilitado a uma vaga na Libertadores 2011 desde que, é claro, algum clube brasileiro não seja campeão da Copa Sulamericana. Não é tão complicado assim e, ainda que pareça pouco provável conseguir a vaga, a verdade é que não dependemos da ajuda de nenhum clube brasileiro para chegar à Libertadores, menos ainda dependemos de qualquer clube gaúcho. Em algum momento vamos sim depender de terceiros, mas esses terão que ser, necessariamente, clubes estrangeiros. Portanto é totalmente sem sentido essa especulação que ora faz a imprensa esportiva gaúcha (e colorada) de que o time deles estaria disposto a entregar o jogo para o Botafogo com a única intenção de prejudicar o Imortal em sua caminhada rumo à Libertadores 2011. Papo furado. Não creio que eles precisem entregar alguma coisa para perderem para alguém, já que, ultimamente, eles não estão conseguindo ganhar de ninguém mesmo. Ou então, a quem eles estavam tentando prejudicar quando não ganharam do Atlético Goianense na última rodada, ao Goiás, ou ao Galo?

O Grêmio de Renato voltou a ser um clube vencedor e não precisa ficar preocupado com o que pensam ou fazem os outros clubes que existem por aqui. Aliás, é bem a cara do Renato esse comportamento totalmente independente e indiferente aos atos e/ou opiniões alheios. O Grêmio de Renato é valente e ousado, como foi no último sábado quando, ainda no primeiro tempo e já vencendo por 3 a 0, ele sacou um volante e colocou mais um atacante em seu lugar. O Grêmio de Renato é um grupo fechado, amigo, unido e cúmplice. Por Renato os atletas são capazes de fazer muito mais do que fariam talvez por algum outro treinador comum.

Com Renato, se não conseguir classificar-se à Libertadores 2011, o Grêmio arruma uma vaga para a de 2012.Via Copa do Brasil. Se bobearem arruma até mais de uma vaga.

Não tenho dúvidas disto, pois nem é preciso ser otimista para acreditar na vitória do Tricolor em 2011, basta avaliar a qualidade do trabalho do Portaluppi.

Paulo Odone não tem muita escolha. Renato tem que ficar. Se tiver que faltar dinheiro para alguma coisa que não seja para a renovação com o treinador.

O Grêmio tem alguns reservas bem caros como Souza e Leandro que podem muito bem deixar o clube.

Renato não. O Renato não pode.

Avaí 0x3 Grêmio – Menos mal

Ao fim e ao cabo o último parágrafo do post do dia dois de setembro acabou sendo meio que confirmado nas últimas atuações do Imortal longe do Rio Grande do Sul.

Era de se prever, ou ao menos de se esperar, que o Imortal, apesar da enorme falta de capacidade de presidir demonstrada – e até assumida – por seu presidente, Duda ‘pinta de playboy’ Kroeff, estivesse chegando, pela estrela vencedora de seu treinador Renato Portaluppi e por sua própria grandeza, ao momento em que iria começar a vencer jogos fora de casa. É verdade que o Grêmio não chegou a vencer o Botafogo, apenas empatou, mas a maneira como conseguiu chegar ao empate se assemelhou muito a uma vitória. Saindo de dois a zero contra e conseguindo chegar a um dois a dois, e com um homem a menos, o Grêmio arrancou, lá no Engenhão, um empate que teve o efeito moral e psicológico de uma vitória, de uma grande vitória, quase uma façanha. Depois disto, ganhar do Corinthians em São Paulo e golear, ontem, o Avaí em Floripa foi apenas uma questão de autoconfiança. O Grêmio de Portaluppi acredita em si mesmo, ignora o fator local e não se deixa abater pela aura derrotista de seu presidente. O Grêmio de Portaluppi está no caminho certo… ou quase. Afinal, ainda falta readiquirir a força que demonstrava ter na temporada passada. Caso readiquira essa força, aí sim, estaremos, como acredita Renato, disputando vaga à Libertadores 2011.

Nada mal. Excelente recuperação para um time que até algumas rodadas – eu mesmo afirmava – deveria se dar por satisfeito caso não fosse rebaixado.

Essa mudança tão radical não foi, porém, fato do acaso. Renato tem grande responsabilidade nisto. A substituição do chatíssimo Meira por Alberto Guerra tem também, eu creio, bastante peso nisso.

Porém, a maior de todas as mudanças se chama Douglas. Como escrevi, neste mesmo post do dia dois, faltava a Douglas realizar uma sequência de boas atuações, as boas atuações de nosso armador haviam sido muito esparsas, esporádicas. Douglas, após uma boa partida, jogava muitas partidas apenas regulares alternadas com outras até mesmo bem ruins. Renato falou sobre Douglas aos torcedores, disse o que pretendia para ele e o que esperava que ele fizesse dentro de campo. Mais do que isso, Renato deve ter falado de Douglas para o próprio Douglas. Craque com craque se entende. Douglas entendeu – e atendeu – as expectativas do treinador. Douglas está jogando bem uma atrás da outra, voltou a jogar muito na noite de ontem e o resultado é esse que vemos: o Tricolor de Portaluppi é bem diferente do que vinha sendo até alguns dias. O Imortal não está apenas pronto para vencer fora de casa, ele agora está vencendo mesmo.

Infelizmente o caso de Souza permanece inalterado. Souza, que nunca joga bem, continua o mesmo: uma decepção.

Pena foi o tropeço diante do Palmeiras. Pena mesmo – e bem no dia do aniversário. Mas isso não deve nos desmotivar, o Grêmio do returno tem se mostrado imbatível. Dentro ou fora do Estádio Olímpico, o Grêmio de Portaluppi, neste segundo turno, tem sido imbatível para todos os adversários. Todos menos um: o grande Felipão, mestre dos mestres.

Menos mal que foi assim.