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A ficha do jogo: Cruzeiro 2×3 Grêmio–23/abr/2011

 

Cruzeiro-POA 2×3 Grêmio

Cruzeiro-POA: Fábio, Márcio, Claudinho, Sandro e Tinga; Alberto, Almir, Léo Maringá (Juninho Botelho) e Diego Torres (Faísca); Jô e Mauro (Rafael). Técnico: Leocir Dall’Astra.

Grêmio: Victor (Marcelo Grohe), Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Lúcio; Fábio Rochemback, Adílson, Willian Magrão e Douglas; Leandro (Lins) e Borges (Carlos Alberto). Técnico: Renato Gaúcho.

Gols: Leandro, aos 41 minutos do primeiro tempo; Claudinho, a 1, Willian Magrão, aos 6, Léo Maringá, aos 16, e Rafael Marques, aos 29 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Alberto, Márcio (Cruzeiro).

Cartão vermelho: Alberto (Cruzeiro).

Local: Estádio Passo D’Areia, em Porto Alegre – Data: Sábado, 23 de abril de 2011, às 18:30 hs.

Público: ?? – Renda: ??

Árbitro:Vinícius Costa da Costa – Auxiliares: Júlio César Rodrigues dos Santos e Alexandre Kleiniche.

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Passo do Plástico

 

Passo d"Areia tem 'capim de plástico'. (Foto: Grêmio/Divulgação)Fruto de uma antipática ideia de seu antipático presidente, Francisco Noveletto, também presidente da FGF e conselheiro do clube da beira do rio, o gramado do Esporte Clube São José, simpático clube da Zona Norte de Porto Alegre, foi substituído por um barato tapete de grama sintética.

Já há bastante tempo que os profissionais da medicina esportiva alertam para os prejuízos que esse tipo de piso pode causar aos atletas a ele submetidos, em especial às articulações. Afirmam, e os jogadores atestam, que o desgaste neste tipo de piso, é bastante superior ao sofrido durante uma partida disputada em piso de grama natural. Consequentemente o tempo necessário à recuperação pós-jogo é também superior.

Renato não queria jogar no Passo d”Areia. Antônio Vicente não queria jogar no Passo d”Areia. Atletas de Grêmio e Cruzeiro-POA não queriam jogar neste local. Nem o próprio presidente do Cruzeirinho queria o jogo na grama sintética. O único que queria o jogo lá era o senhor Noveletto, que, provavelmente, espera obter algum tipo de lucro com a realização desta semi-final em “sua casa”.

Pois bem, a partida entre Cruzeiro-POA e Grêmio, válida pela fase semi-final da Taça Farroupilha, foi marcada para este acanhado estádio.

Contra a escolha deste local, o Imortal usava o argumento do risco acentuado de lesões e citava a lesão de Sorondo, limitado zagueiro do time de Falcão, ocorrida neste famigerado campinho de plástico, em partida contra o São José-POA. Em favor desta escolha, Noveletto e seus aliados da mídia ‘isenta’ lembravam que Sorondo já havia se lesionado várias vezes e em vários gramados diferentes. Sonegavam, porém, e convenientemente, o fato de que as outras lesões de Sorondo haviam se dado por diversos diferentes motivos, essa última, no entanto, havia sido decorrência exclusivamente do piso sintético. Sorondo foi derrubado pelo adversário, e por estar com o pé preso ao gramado artificial acabou torcendo o joelho e quebrando uma clavícula. Tudo por causa do campinho de plástico.

Quero-quero. (Foto: Celi Aurora)Na terça-feira, 26, o Grêmio joga, no Olímpico, a sua classificação contra o Universidad Católica. Se ninguém se machucar no jogo contra o Cruzeiro-POA (tomara que não aconteça), ao menos um prejuízo já é certo para o jogo da Libertadores: os atletas estarão em condições bem piores do que estariam se o jogo fosse, por exemplo, no Complexo da Ulbra, em Canoas. A melhor chance do Grêmio, todos sabemos, é a partida no Monumental. Pois é, graças ao irritante presidente da FGF já largamos com uma provável desvantagem no mata-mata contra os chilenos.

Ninguém gosta desta porcaria de campo de plástico. Ninguém, nem mesmo os quero-queros, que não podem aninhar-se nesta porcaria artificial.

Porcaria de ideia teve o senhor Noveletto. O Passo d”Areia, que deveria passar a ser chamado de Passo do Plástico, não tem que ser irrigado, não tem que ser aparado, não tem que ser protegido contra a chuva ou o frio, porém, não tem condições da prática segura do futebol.

Que tristeza é o Passo do Plástico, não tem grama, não tem vida, não tem mais a areia, já não tem os quero-queros.

Grêmio 0x2 Cruzeiro-POA–É brincadeira!

 

Carlos Alberto jogou pouco e ainda acabou expulso Foto Agência Estado

Que o Renato é um cara malandro, não há quem discorde. Que o cara é muito foda, todos concordam e o próprio Fábio Rochemback testemunhou ao final da partida contra o Caxias. Mas há limite para tudo. Por mais fã que eu seja do Renato, por mais que eu seja um puxa-saco do Portaluppi, hoje não tem como aliviar. Faltou um pouquinho de inteligência ao Renatão.  Nem estou me preocupando tanto com a derrota de hoje, não é isso. Ainda que eu me inclua entre aqueles gremistas que realmente acreditam que treino é jogo e jogo é guerra, e ver o Grêmio escalado deliberadamente para perder, como foi o caso de hoje à tarde, me irrite profundamente, não acho que isso seja o mais importante. Quero ganhar o Campeonato Gaúcho, quero ganhar tudo e, especialmente, quero ver o Grêmio ganhar a Libertadores. O argumento, ou pretexto, de Renato para [tentar] justificar a equipe escalada para enfrentar o Cruzeiro-POA foi exatamente a necessidade de poupar forças para a Libertadores. Isso não está totalmente errado. Porém, essa não é a melhor estratégia. Se o Grêmio pretende mesmo chegar “com tudo” até a final da Libertadores, não deveria, então, descuidar-se da Taça Farroupilha. Que melhor maneira encontraria o Imortal de chegar completamente inteiro até as fases decisivas da Libertadores da América, do que ganhando a Taça Piratini e evitando, assim, o desgaste de duas partidas extras para a decisão do desvalorizado Gauchão 2011?

>>> Veja os gols de Grêmio 0x2 Cruzeiro-POA

Todo gremista recorda a campanha ‘quase’ vitoriosa de Renato e seu Fluminense na Libertadores de 2008. O que talvez alguns tenham esquecido é a declaração dada pelo Portaluppi de que iria “ganhar a Libertadores e apenas brincar no Campeonato Brasileiro”. Todos sabem o que aconteceu. O Fluminense não ganhou aquela Libertadores e de tanto brincar no Brasileirão quase acabou rebaixado. Renato perdeu o emprego e foi parar no Vasco, onde foi realmente rebaixado. E tudo começou numa simples brincadeira.

Mudar a cor do cabelo não deu mais futebol a Carlos Alberto Foto

Não estou dizendo que é isso o que vai acontecer com o Tricolor. Não, claro que não, não queremos isso. O que estou dizendo é que escalar o time de hoje foi brincadeira, sacar Mário Fernandes no intervalo e permitir que Carlos Alberto seguisse em campo foi brincadeira, tomar as dores do amigo e ser expulso por causa das bobagens do cara de cabelo azul já é mais do que brincadeira, isso já chega a ser molecagem. Chegar ao final do jogo perdendo por dois a zero, dentro do Monumental, e com Clementino de capitão, daí é overdose. Muita brincadeira numa tarde só, e tudo bricadeira sem graça, de mau gosto.

Pare com essas coisas, Portaluppi. Quer brincar? Então brinque de ganhar, meu velho. É muito mais divertido.