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Cabrito não estreia, mas Mamute marca o seu (‘Facinho’ o São José)

Não há muito o que dizer sobre a partida de ontem, foi um passeio, um desfile gremista em sua velha casa.

Por cinco vezes o Monumental testemunhou o fenômeno gremista conhecido como avalanche. Nenhum incidente. Será que é mesmo necessário acabar com essa consagrada coreografia criada pela torcida tricolor. Claro que não.

Oportunista, Yuri Mamute fez o seu na goleada de ontem sobre o São José(Foto: Fernando Gomes/Agencia RBS)
Oportunista, Yuri Mamute fez o seu na goleada de ontem sobre o São José
(Foto: Fernando Gomes/Agencia RBS)

Em dia de Cabrito, Pará até cruzamento acertava ontem. Zé Roberto, inspirado, parecia um craque de verdade.

Muito fácil ganhar do São José, ainda mais no Monumental. Muito fácil fazer gol na defesa ‘imbatível’ deles, até o Mamute fez; e Bertoglio, que não jogava há quase um ano, fez o seu também.

Só mais um joguinho de Gauchão.

Mas as facilidades encontradas ontem não devem ser desperdiçadas, sempre que houver possibilidade deve-se utilizar time titular no Campeonato Gaúcho. Ainda que a competição não tenha grande valor, goleadas como a de ontem fazem bem ao grupo, trazem alegria, confiança, adoçam os ânimos. Grupos alegres e confiantes tendem a superar com mais naturalidade as dificuldades que se imponham no futuro. E elas virão, tenham certeza.

Não há muito o que dizer sobre a partida de ontem, foi um passeio, um desfile gremista em sua velha casa.

Por cinco vezes o Monumental testemunhou o fenômeno gremista conhecido como avalanche. Nenhum incidente. Será que é mesmo necessário acabar com essa consagrada coreografia criada pela torcida tricolor? Claro que não. Mas os ‘especialistas’ da mídia não veem a hora de comemorar sua extinção, para isso contam com o apoio importante do atual presidente gremista, que, desconfio eu, também não tem grande apreço pela avalanche e pela Geral. O presidente Koff parece não conseguir dissociar essas duas marcas gremistas de seu histórico desafeto Paulo Odone.

Pra terminar

Ainda tem pelo menos mais um jogo, contra o Santa Cruz, marcado pra Azenha, mas creio que ontem teria sido a oportunidade perfeita para se encerrar, de uma vez por todas, as atividades no Olímpico. O velho estádio já teve abraço e despedida, lágrimas e homenagens, algum dia vamos ter mesmo que parar de atuar por lá. E o jogo de ontem, reunindo os dois clubes mais respeitáveis de Porto Alegre, teria sido o final ideal para o encerramento da gloriosa história de nosso Monumental.

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Ipatinga 0x1 Grêmio, uma vitória convincente

Léo Gago marcou o gol da vitória (Foto: Sérgio Roberto / Ag. Estado)
Léo Gago marcou o gol da vitória
(Foto: Sérgio Roberto / Ag. Estado)

O Grêmio voltou a vencer na Copa do Brasil. Um a zero sobre o Ipatinga Futebol Clube, em Ipatinga. A terceira vitória em três jogos.

O Imortal mantêm os 100% de aproveitamento na competição e dá um passo gigantesco rumo à próxima fase.

Isso, no entanto, nos dá o direito de acreditar que nosso Grêmio está se candidatando ao título?

Se esquecermos que o adversário de ontem é um time da segunda divisão do Campeonato Mineiro, se esquecermos que ele não conta com nenhum jogador de grande qualidade em seu elenco, se esquecermos que o Ipatinga é apenas um modesto clube do interior de Minas Gerais, se esquecermos que o jogo foi equilibrado durante quase todo o tempo, se esquecermos que Victor teve mais trabalho do que seria desejável dado o nível do adversário, se esquecermos que Bertoglio mais uma vez não foi bem em uma partida onde começou como titular, se esquecermos que Vanderlei Luxemburgo mais uma vez se viu obrigado a lançar mão de Marquinhos e que esse – mais uma vez – não ajudou em nada, se esquecermos que o Tricolor só foi conseguir ser um pouco superior ao time mineiro lá no final da partida, quando o melhor condicionamento físico passou a falar mais alto e significar vantagem para nossos atletas, se esquecermos…

Enfim, se esquecermos todos os nossos problemas e defeitos sobrarão apenas nossas virtudes e nossos méritos.

Se fizermos isso, porém. enganaremos apenas a nós mesmos, ou talvez nem isso.

A vitória de ontem foi apenas circunstancial, não teve brilho, não teve muitos méritos. Foi a vitória de um time que chegou correndo ao final de um jogo onde o adversário se arrastava. A vitória de quem tem mais estrutura. A vitória de quem tem mais grana e pode se preparar melhor.

A vitória de ontem foi pálida, magra até no placar. Um único gol, resultado de um chute consciente, mas, ainda assim, mais ou menos lotérico. Uma vitória apertada.

Para mim, uma vitória bastante convincente.

Depois da vitória de ontem, eu pelo menos, estou bastante convencido de uma coisa: de que se continuarmos jogando assim e se continuarmos perdendo nossos titulares por lesão, nosso futuro na Copa do Brasil 2012 não deverá ser dos mais brilhantes.


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Perder pro Pelotas, nossa realidade?

Não critico o Grêmio na frente de colorado. No entanto, quando a conversa é de gremista pra gremista, não fico tentando tapar o sol com a peneira. Esse é um blog público e, embora ninguém o leia, sempre há a possibilidade de algum amargo torcedor do nosso co-irmão acabar lendo alguma coisa que escrevi. Mesmo sabendo disto gosto de imaginar, ao escrever, que estou conversando apenas com gremistas. Não preciso ficar me escondendo, não preciso disfarçar minhas opiniões. Até mesmo por que, não faria sentido ‘brincar’ de fazer blog se não fosse para publicar exatamente aquilo que penso.

Vamos à corneta, ou melhor, à “nossa realidade”.

À exceção do acovardado e acomodado Marquinhos (que, tomara, nunca mais seja utilizado por Luxemburgo), todos os atletas se esforçaram ao máximo, deram tudo de si e lutaram mesmo para evitar a derrota. À exceção de Fernando, que até jogou bom futebol, os demais não jogaram nada, ou quase nada. Não faltou empenho ao Tricolor, faltou foi qualidade mesmo. O Esporte Clube Pelotas venceu porque jogou mais, venceu com méritos, com superioridade. Não é mais início de temporada, não dá mais pra usarmos a falta de condicionamento físico para explicar a derrota, ao contrário, o Grêmio até ‘sobrou’ fisicamente no final da segunda etapa. Mesmo assim não evitou a derrota. Então foi problema de qualificação mesmo, né?


Time que não tem zagueiros não tem futuro.

Mais um zagueiro ruim? Já não temos o bastante?

Time que não tem zagueiros não tem futuro. Eu já escrevi várias vezes isso, todos os gremistas que escrevem em blogs já escreveram isso, e todos os gremistas que não escrevem em blogs já disseram e/ou pensaram algo sobre isso. Até o presidente Odone e executivo Pelaipe já concordaram publicamente quanto a isso. Concordaram, mas não resolveram. O Grêmio tem uma grande quantidade de zagueiros divididos em duas categorias: 1) os ruins; e 2) os muito ruins. Hoje conhecemos Pablo que, pela amostragem, provavelmente deve se enquadrar na categoria 2. A carência de zagueiros é tão grande na Azenha que o melhor de todos é um volante veterano em véspera de aposentadoria, uma improvisação. Não adianta alguém querer me convencer de que a dupla de zaga hoje era reserva, que estava desentrosada, que foi isso que facilitou a vida do ataque pelotense. Clodoaldo, um anãozinho loiro, deitou e rolou a tarde inteira em cima dos defensores gremistas, driblou e se exibiu até ficar cansado e ser substituído. O Grêmio não tem ninguém pra marcar um Clodoaldo, imaginem um Lucas, do São Paulo, ou um Danilo, do Corinthians, nem vou falar em marcar o Neymar… Então, não adianta ficar mascarando a verdade, nossa realidade é mesmo essa. Não perdemos para o Pelotas por termos usado uma zaga reserva. Qualquer dupla que Luxemburgo escale deverá ser considerada reserva por um motivo bastante simples: o Grêmio ainda não contratou os titulares.


Que mancada, hein Luxemburgo?

Marquinhos, uma contratação inútil

Os problemas defensivos – velhos conhecidos nossos – não foram os únicos hoje. Problemas tivemos bastante, por todas as partes, em todos os setores do campo e até na arquibancada, como se pôde ver após o final da partida. Léo Gago chuta bem bem, vai ao apoio até com alguma qualidade, mas ele era pra ser volante, não era? Ele devia ajudar o Fernando, não devia? Ele ajuda? Léo Gago nem volante é. Não se preocupa em marcar, esquece que tem esse tipo de tarefa. Deixa tudo pro Fernando que, embora erre muitos passes, marca e joga. Léo Gago quer só jogar. Souza foi razoavelmente bem enquanto esteve em campo. Saiu, no intervalo, para a entrada de André Lima. Marquinhos, a nulidade em forma de jogador de futebol, permaneceu em campo até os 20 minutos do segundo tempo. Que mancada, hein Luxemburgo? Todo mundo sabia que Marquinhos devia sair do time, sair do grupo, sair do clube, sair do Rio Grande do Sul, sumir, desaparecer para sempre. Todos já haviam notado isso desde os primeiros minutos da partida. Alguns já haviam notado até mesmo antes dela começar. Alguns, aliás, já haviam notado que Marquinhos não serve pra nada desde o ano passado. Quer dizer, ele andou fazendo gols em grenais, não é? Então ele serviu para alguma coisa. Serviu. Isso mesmo, assim no passado: serviu.

Bertoglio correu muito, lutou bastante. Tentou, tentou, tentou. Talvez ainda esteja tentando neste momento. Mas a verdade é que simplesmente não conseguiu jogar. Não jogou. Marcelo Moreno… Bom, centroavante até nem precisa jogar bem quando faz gols. Hoje o Moreno não fez nenhuma das duas coisas, não fez gol e não jogou bem. Moreno foi mais que tentou muito e produziu nada.


Essa é que é a realidade.

Isso tudo aí ou é pura corneta minha ou, então, é nossa realidade.

Depois de tanto esforço para passar à segunda fase da Copa do Brasil mesmo tendo pegado o River do Sergipe como adversário, não sei se é só corneta. A rigor, jogo bom o Tricolor só fez um em 2012, só o Gre-nal na beira do rio. Essa é que é a realidade.

Não vai faltar, é claro, quem diga que sou apenas mais um burro metido a entendido, que não estou considerando ausências importantes como as de Kleber e Mário Fernandes, que não estou levando em conta a possibilidade da chegada de Naldo.. etc… etc.

Tá bom, eu sou burro mesmo. Mas Kleber, Mário Fernandes e “o prometido novo grande zagueiro” não estão jogando agora e não estarão jogando por muito tempo mais ainda. Kleber não deve voltar antes de 150, 180 dias. Mário Fernandes, ao que se diz, será vendido assim que se recupere – eu não duvido disso. Quanto ao novo “grande zagueiro”…?? Bem, primeiro a gente contrata, depois a gente fala sobre ele.

Então, o que está aí hoje é o que vale. Essa que é a “nossa realidade”.

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